Sobre o blog:

O que é o blog?
Ressalto que este não é um blog informativo, atualizado, formal ou preocupado com qualquer coisa. Este blog é na verdade um apanhado de minhas memórias, mesclando jogos do São Paulo Futebol Clube com fatos de meu cotidiano. Sem pretensão alguma de ser nada além de um bloco de notas virtual em três cores, onde exercito o ato de escrever. Seja bem vindo em sua visita, volte sempre que quiser e sinta-se livre para comentar. Mas se por ventura se deparar com nomes de pessoas estranhas em meio aos textos, e situações aparentemente sem importância alguma, lembre-se: eis aqui simplesmente as memórias deste tricolor. Vamos São Paulo!
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sexta-feira, 20 de abril de 2018

Estatísticas dos jogos que fui.

2018.08.26- SPFC 1X0 Ceará
2018.04.19- SPFC 2X2 Atlético-PR
2018.01.17- São Bento 2x0 SPFC
2017.12.03- SPFC 1x1 Bahia
2017.06.18- SPFC 1x2 Atlético-MG
2017.05.23- SPFC 2x0 Avaí
2017.03.26- SPFC 1x1Corinthians
2017.02.12- SPFC 5x2 Ponte Preta
2016.12.11- SPFC 5x0 Santa Cruz
2016.08.04- SPFC 1x2 Atlético-MG
2016.07.10- SPFC 3x0 América-MG
2016.05.11- SPFC 1x0 Atlético-MG
2016.04.10- São Bento 1x0 SPFC
2015.12.11- SPFC 3x5 SPFC (92/93 x 2005)*
2015.11.28- SPFC 3x2 Figueirense
2015.10.21- SPFC 1x3 Santos
2015.09.27- SPFC 1x1 Palmeiras
2015.09.23- SPFC 3x0 Vasco
2015.07.26- SPFC 1x0 Cruzeiro
2015.07.12- SPFC 3x1 Coritiba
2015.06.21- SPFC 1x1 Avaí
2015.06.06- SPFC 2x0 Grêmio
2015.05.23- SPFC 3x0 Joinville
2015.04.11- SPFC 3x0 Red Bull
2015.03.18- SPFC 1x0 San Lorenzo (ARG)
2014.11.26- SPFC 1(1)X(4)0 Atl. Nacional (COL)
2014.11.16- SPFC 2x0 Palmeiras
2014.10.08- SPFC 1X0 Atlético-PR
2014.09.14- SPFC 2x0 Cruzeiro
2014.07.19- SPFC 0x1 Chapecoense
2014.05.31- SPFC 2x1 Atlético-MG
2014.05.03- SPFC 2x2 Coritiba
2014.03.17- SPFC 0X1 Ituano
2013.09.12- SPFC 1x0 Ponte Preta
2013.08.25- SPFC 2x1 Fluminense
2013.08.15- SPFC 1X1 Atlético-PR
2013.03.31- SPFC 1x2 Corinthians
2012.09.16- SPFC 3x1 Portuguesa
2012.07.29- SPFC 4x1 Flamengo
2012.06.17- SPFC 1x0 Atlético-MG
2011.07.23- SPFC 2x 2 Atlético-GO
2010.11.16- SPFC 1x 3 Internacional
2007.04.08- G.Barueri 0x5 SPFC

Jogos: 43
Vitórias: 25
Empates: 8
Derrotas: 9
Gols Pró: 76
Gols Sofridos: 36
Saldo de Gols: 38
* Amistoso despedida de Rogério Ceni contabilizado no número de jogos mas não em vitórias, derrotas e gols.

quinta-feira, 19 de abril de 2018

SPFC 2x2 Atlético-PR


São Paulo abre dois dominando o jogo, sofre gol de pênalto e cede classificação.

O dia:

    De Montana, o Murilo passou em casa para irmos ao jao jogo. Paramos no hospital Modelo pegar meu cartão com a Amanda, que havia acabado de passar por uma inspeção para a qual se preparava há semanas. Estava feliz e comovida por tudo ter dado certo.
O jogo:

    Na partida de ida fomos derrotados por dois a um. Nesta edição, o gol fora pasou a não valer. Precisávamos de um de digerença para levar para os penaltis, ou dois para avançarmos. Deixamos escorrer entre os dedos.

    Fizemos um primeiro tempo que beirou o impecável, até o momento em que com dois a zero no placar, um pênalti e o gol, nos desmontou por completo.
    No segundo tempo, assistimos a equipe de Fernando Dinís trocar incontáveis passes e dominar o jogo.
Empataram e tiveram a chance do terceiro gol. Do nosso lado, qualquer jogada passava pelos pés de Régis, que vi por algumas vezes jogar aqui no São Bento. A melhor atuação de um lateral direito nosso que ja presenciei em um estadio. Mais uma eliminação. Segundo a Fox, a 18° seguida.

SÃO PAULO 2 X 2 ATLÉTICO-PR
Local: Morumbi, São Paulo (SP)
Data-Hora: 19/4/2018 - 19h15
Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães (Fifa/RJ)
Auxiliares: Rodrigo Figueiredo Henrique Correa (Fifa/RJ) e Thiago Henrique Neto Correa Farinha (RJ)
Público/renda: 27.812 pagantes/R$ 850.813,00
Cartões amarelos: Guilherme, Pavez e Lucho González (APR)
Cartões vermelhos: -
Gols: Valdivia (25'/1ºT) (1-0), Nenê (34'/1ºT) (2-0), Guilherme (40'/1ºT) (2-1), Matheus Rossetto (5'/2ºT) (2-2),
SÃO PAULO: Sidão; Arboleda, Rodrigo Caio e Militão; Régis, Jucilei, Petros (Lucas Fernandes, aos 37'/2ºT) e Liziero; Valdivia (Cueva, aos 29'/2ºT), Nenê e Tréllez (Diego Souza, aos 12'/2ºT). Técnico: Diego Aguirre.
ATLÉTICO-PR: Santos; Pavez (Zé Ivaldo, aos 17'/2ºT), Paulo André e Thiago Heleno; Matheus Rossetto (Deivid, aos 42'/2ºT), Camacho, Lucho González e Carleto; Nikão, Guilherme (Ribamar, aos 37'/2ºT) e Pablo. Técnico: Fernando Diniz.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

São Bento 2x0 SPFC

Com elenco reserva e muitos jogadores da base, São Paulo é derrotado pelo São Bento.

    Desci à pé de casa como tradicionalmente quando vou ao Walter Ribeiro. Ouvindo Smashing Pumpkings nos fones (sim, estranho), o já tradicional desconforto ao vestir a camisa que se opõe ao clube da cidade, e acho que vai ser sempre assim.
Desci pela lateral em que entram os torcedores do time da casa. Um pouco receoso pois a gente nunca sabe que tipo de ignorante pode se encontrar por aí. Vi nosso prefeito passar vestindo a camisa do São Bento (deveria é vestir a camisa da cidade na hora de trabalhar por nós, anyway). Procurei pelos membros da Danone na esquina do Koreto (um drive-in na esquina do estádio) mas eles já haviam entrado.
    Me juntei a eles na arquibancada inferior, na grade, abaixo das cabines de rádio, onde podia se ver outro safado, o presidente Leco, e Arboleda. Foi a primeira vez que penduramos a bandeira da Danone Tricolor no "Cic". 
    Os times entraram, a torcida da casa lotou sua parte. No campo eu olhava para nossos jogadores, a nossa camisa, e me bateu uma saudade do meu avô, a mesma saudade que eu sinto do São paulo de outros dias. Vejo ali rostos que até reconheço, mas um time que não. Foi um jogo apático, o São Bento buscando mais. Nossos garotos parecendo doar menos do que poderiam. Fomos para o intervalo no zero. 
    Atrás das cabines de transmissão estava Ricardo Rocha, tetracampeão mundial, novo coordenador de futebol do São Paulo atendendo aos torcedores. Tirei uma foto com ele, e fiquei em alerta pois segundo ele o Raí estava por lá também. E estava, mas tirou umas duas fotos com quem estava próximo a mim e foi encaminhado por um segurança pra uma cabine.
    No segundo tempo, sob uma chuva que engrossou repentinamente, tomamos dois gols e chutamos apenas uma vez ao gol (talvez o único do jogo). 


SÃO BENTO 2 X 0 SÃO PAULO
Local: Estádio Municipal Walter Ribeiro, em Sorocaba (SP)
Data: 17 de janeiro de 2018, quarta-feira
Horário: 19h30 (de Brasília)
Árbitro: Flávio Rodrigues de Souza
Assistentes: Danilo Simon Manis e Herman Brumel Vani
Cartão Amarelo: João Paulo (São Bento); Pedro Augusto (São Paulo)
Cartão Vermelho: -
GOL:
SÃO BENTO: Anderson Cavalo, aos 23, e Maicon Souza, aos 40 minutos do segundo tempo
SÃO BENTO: Rodrigo Viana; Régis, Douglas Assis, João Paulo e Marcelo Cordeiro; Fábio Bahia, Maicon e Celsinho (Diego Felipe); Léo Itaperuna, Lucas Crispim e Lúcio Flávio (Anderson Cavalo)
Técnico: Paulo Roberto Santos
SÃO PAULO: Sidão; Bruno, Rony, Aderllan e Reinaldo; Pedro Augusto, Paulo Henrique e Araruna (Marcos Guilherme); Júnior Tavares (Marquinhos Cipriano), Maicosuel (Brenner) e Bissoli
Técnico: Dorival Júnior




segunda-feira, 22 de maio de 2017

SPFC 2x0 Avaí

Rodada 2
São Paulo bate Avaí na estreia em casa pelo Brasileiro.

    O dia:

    Um jogo em uma segunda-feira à noite acaba não sendo o melhor momento para se ir ao estadio. É no mínimo estranho. Já me imaginava indo ao jogo se não tivesse compromisso no Objetivo no dia, e acho que o faria mesmo se a chuva que não cessou durante o final de semana continuasse. Mas o dia amanheceu agradável, embora um pouco frio. No trabalho com a Ana Lee, pedia para que ele perguntasse o tempo todo para o Murilo se ele iria comigo ao jogo (o que eu faria de qualquer modo), e horas depois ele confirmou. Passei buscá-lo na gráfica e fomos com meu carro, pela Raposo, como eu sempre prefiro que seja em dia de Sacrossanto.

   O jogo:

   O São Paulo precisava dos três pontos de qualquer maneira. Eliminações no Paulista, Copa do Brasil e Sulamericana ainda pesavam.
Rogério Ceni passou a sentir pela primeira vez o que é amargar maus resultados comandando o São Paulo. Jogamos mal, mas a vitória veio. Pratto fez seu primeiro gol com os pés com a camisa do São Paulo (até então haviam sido credito eu, 6 com a cabeça). O Avaí, jogando horrívelmente, ainda assim conseguia nos ameaçar. Poderíamos ter empatado ou desastrosamente perdido o jogo, que só foi selado com o gol de Luíz Araújo já no final. 

SÃO PAULO 2 X 0 AVAÍ
Local: Morumbi, São Paulo (SP)
Data-Hora: 22/5/2017 - 20h 
Árbitro: Caio Max Augusto Vieira (RN)
Auxiliares: Flávio Gomes Barroca (RN) e Vinicius Melo de Lima (RN)
Público/renda: 12.427 pagantes/R$ 311.239,00
Cartões amarelos: Thiago Mendes (SAO), Luan e Betão (AVA)
Cartões vermelhos: -
Gols: Pratto (10'/1ºT) (1-0), Luiz Araújo (45'/2ºT) (2-0)
SÃO PAULO: Renan Ribeiro; Buffarini, Lugano, Rodrigo Caio e Júnior Tavares; Jucilei, Thiago Mendes (Thomaz, aos 6'/2ºT) e Cícero; Cueva (João Schmidt, aos 36'/2ºT), Marcinho (Luiz Araújo, aos 26'/2º) e Pratto. Técnico: Rogério Ceni.
AVAÍ: Kozlinski; Leandro Silva, Betão, Alemão e Capa; Luan, Judson (Simião, aos 28'/2ºT), Diego Tavares (Lourenço, aos 27'/2ºT) e Marquinhos (Iury, aos 37'/2ºT); Denílson e Rômulo. Técnico: Claudinei Oliveira.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

SPFC 5x2 Ponte Preta

Na estreia de Rogério Ceni como treinador no Morumbi, São Paulo atropela a Ponte.


O dia: 
    

    Começamos bem o passeio. estávamos em 19 para sair da casa do Murilo e nos enviaram uma Van de 16 lugares. Acontece. Fomos de carro (Muirolo, Ana, Amanda e eu), e os demais de van.
Na chegada ao Morumbi paramos para comer um podrão e nos escondemos da chuva (sim, de novo), sob umas árvores pouco pra trás da entrada das arquibancadas azul e laranja. Pra ajudar, não encontrei meu cartão de sócio torcedor (até agora), e só adentrei o estádio por meio do vaucher. 


O jogo:

    Era a primeira vez da Gisele no Morumbi, segundo jogo conosco e segunda chuva/goleada. Foi um dia histórico.

O retorno de Rogério Ceni ao Morumbi, agora como treinador. E para coroar o momento, os falantes do estádio ecoaram "Hell's Bells" novamente ao time entrar em campo. Me arrepiei demais no momento. Estava estremamente feliz por estar ali. Antes da bola rolar, Lucas Pratto e Jucilei foram apresentados à torcida.

    Não começamos bem. Já havíamos perdido  a estreia no Paulista por 4 a 2 contra o Audax (no jogo em que nossa torcida boicotou a ida ao estádio contra a equipe do Vampeta, que abusou no valor dos ingressos). Com o primeiro gol tomado, me passou um filme rápido na cabeça. Estávamos perdendo nosso segundo jogo e teríamos o Santos na Vila como próximo adversário, em um país onde ídolo se torna burro em questão de dias.
Mas a coisa virou. Ainda no primeiro tempo passamos à frente no placar, e no segundo ampliamos. Foi uma grande festa. Cinco gols para coroar o retorno do Mito ao Sacrossanto. Inesquecível. 






SÃO PAULO 5 X 2 PONTE PRETA

Local: Estádio Cícero Pompéu de Toledo, no Morumbi, em São Paulo
Data: 12 de fevereiro de 2017, domingo
Horário: 17h00 horas (de Brasília)
Árbitro: Thiago Duarte Peixoto
Assistentes: Marcelo Van Gasse e Alex Ang Ribeiro
Cartões amarelos: SÃO PAULO: Cícero. PONTE PRETA: Kadu, Nino
Público: 50.952 torcedores
Renda: R$ 1.312.376,00
GOLS:SP: Cueva, aos 32 minutos do 1T. Gilberto, aos 43 minutos do 1T e aos 12 e aos 24 minutos do 2T. E Thiago Mendes, aos 11 minutos do 2T. PP: Matheus Jesus, aos 21 minutos do 1T, e Lucca, aos 38 minutos do 2T.
SÃO PAULO: Sidão, Bruno, Rodrigo Caio, Maicon e Junior; João Schmidt, Thiago Mendes (Araruna), Cícero (Lugano) e Cueva (Shaylon), Luiz Araújo e Gilberto.Técnico: Rogério Ceni
PONTE PRETA: Aranha, Nino, Kadu, Fábio Ferreira e Jeferson (Artur); Naldo, Jádson e Matheus Jesus (Yago); Pottker, Clayson (Lins) e Lucca. Técnico: Felipe Moreira

domingo, 11 de dezembro de 2016

SPFC 5x0 Santa Cruz

Tricolor atropela o já rebaixado Santa Cruz em tarde de homenagens no Pacaembu.

O dia:


    Após duas semanas de paralização, o Campeonato Brasileiro enfim teve sua derradeia última rodada, adiada pela tragédia com a equipe da Chapecoense que acabou com a graça de cada torcedor de futebol deste país nestes últimos dias. Foi com o coração amortecido e ainda de luto, que fomos ao Pacaembu acompanhar o São Paulo em seu último jogo da era A.C (antes de Ceni), agora como treinador da equipe.

    Um domingo chuvoso. Nos reunimos às 13 horas na casa do Murilo para ir a o jogo. A Gi nos acompanhava pela primeira vez. Foram Murilo, Ana Lee, Jundiaí, a Amanda, claro, e algumas outras pessoas que eu ainda não conhecia. Um destes seres levou adesivos com o símbolo da Chape, que colamos em nossas camisas do São Paulo, como forma de tributo.



O jogo:
    Comprei ingressos para a arquibancada amarela, separada dos demais da van, por estar mais acessível e eu não ver muita diferença entre um lugar ou outro no Pacaembu, muito menor que o Morumbi. Sequer me toquei que estariamos no meio da organizada assistindo dali. Foi uma experiência nova. Uma sensação, ao mesmo tem ameaçadora e prazerosa.


    A bola rolou após um minuto de silêncio. Todos no estádios gritaram em unísono "Olê, olê... Chape...". Foi muito bonito. Eu olhava para a nossa organizada cantando para uma outra equipe, e um filme me passou pela cabeça. Esse futebol sempre surpreeende.

    A partida foi uma grande pelada. Com o Santa Cruz já rebaixado, fomos para o intervalo vencendo por 2 a 0, com o Cueva expulso após o que o juiz julgou ser uma simulação de pênalti, e que a foto pode dizer se foi.
    Voltamos com um a menos e fizemos mais três gols. David Neres está comendo a bola. Chaves mesmo grosso fez um golaço. Pouco antes do término da partida, Pintado substituiu Denis pelo goleiro Léo, que após 12 anos no São Paulo fez sua estreia, no que pode estar sendo também a sua despedida, com a chegada de Sidão, do Botafogo. Maicon prestou sua homenagem e lhe passou a braçadeira de capitão.


    Foi uma tarde incrível no Pacaembu, que muita ansiedade já gera para o que virá em 2017. Mal posso esperar.

P.S: na saida do estádio ficamos sabendo do rebaixamento do Internacional. Mas o que nos alegrou mais ainda o dia, foi a não classificação do SCCP para a Libertadores do ano que vem.



SÃO PAULO 5 X 0 SANTA CRUZ
Local: estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data-Hora: 11 de dezembro de 2016 (domingo), às 17h (de Brasília)
Árbitro: Paulo Schleich Volkopff (MS)
Assistentes: Cícero de Souza (MS) e Daiane Muniz dos Santos (MS)
Cartões amarelos: Chavez (SAO), Derley (STA)
Cartão vermelho: Cueva
Público/Renda: 16.553 pagantes / 354.439,00
Gols: David Neres 1' 1ºT (1-0); Gilberto 29' 1ºT (2-0); Chavez 12' 2ºT (3-0); Chaves 27' 2ºT (4-0); Luiz Araújo 36' 2ºT (5-0)
SÃO PAULO: Denis (Leo 31' 2ºT); Bruno, Maicon, Rodrigo Caio e Buffarini; João Schmidt, Thiago Mendes e Cueva; David Neres, Andres Chavez (Wellington 33' 2ºT) e Gilberto (Luiz Araújo 25' 2ºT). Técnico: Pintado
SANTA CRUZ: Luiz Miller; Vítor, Walter Guimarães, Luan Peres e Roberto; Derley, Marcílio (João Victor - intervalo), Léo Moura e Renatinho (Léo Cotia - intervalo); Arthur e Bruno Moraes. Técnico: Adriano Teixeira

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

SPFC 1X2 Atlético-MG

São Paulo começa vencendo com golaço de Chavez, mas sofre a virada na despedida de Bauza.

    O dia:

    Pra ser sincero, esta é uma postagem que escrevo tardiamente. Meses após o jogo, então minha memória de tricolor não guardou muita coisa desta data. Me lembro que fomos somente eu e o Murilo para o jogo.
Que ao chegarmos ao estádio o Murilo marcou de encontrar 253 pessoas e inclusive precisava esperar alguém para entrar no estádio pois esta pessoa avia lhe ajudado em uma viagem para a Argentina meses atrás. Adentrei o Morumbi com uma galera que estava meio chapada, que conheci através do Murilo (amigos de whats app), mas não quis ficar com eles dentro do estádio. Desconversei e fui pra outro lado. Fiquei todo o primeiro tempo olhando entre o campo e a entrada do túnel da azul pra ver se o Murilo chegava, ou me procurava. Quando o intervalo chegou percebi que ele já estava sentado umas cinco fileiras atrás de mim.


    O jogo: 

    Não me lembro de muita coisa. Me lembro que logo após o juiz autorizar o início da partida não demorou muito para o Chavez acertar um golaço da intermediária encobrindo o Vitor. Muita gente acabou nem vendo o gol (inclusive o Murilo sequer estava dentro do estádio quando aconteceu).
Mas da mesma forma que não demorou para abrirmos o placar, não demorou pro Galo virar. Maicossuel primeiro e Lucas Pratto, com uma frieza incrível; cara-a-cara com o Dênis, chutou no ângulo. Um golaço. Placar justo. O Galo com um time muito bom no papel, o São Paulo capengando, como fez até o término do campeonato. 


SÃO PAULO 1 X 2 ATLÉTICO-MG

Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo-SP
Data: 04 de agosto de 2016, quinta-feira.
Horário: 19h30 (horário de Brasília)
Público: 15.717 torcedores
Renda: R$ 364.658,00
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)
Assistentes: Rafael da Silva Alves e Jorge Eduardo Bernardi (ambos RS)
Cartões amarelos: Lugano e Buffarini (SPO); Maicossuel e Otero (AMG)
GOLS:
SÃO PAULO: Andres Chavez, aos 2 minutos do primeiro tempo
ATLÉTICO-MG: Maicossuel, aos 11, e Lucas Pratto, aos 19 do primeiro tempo
SÃO PAULO: Denis; Buffarini, Lugano, Maicon e Mena; Thiago Mendes (Pedro), Hudson, Kelvin, Wesley (Luiz Araújo) e Michel Bastos (Daniel); Chávez.Técnico: Edgardo Bauza
ATLÉTICO-MG: Victor; Carlos César, Leonardo Silva, Erazo e Fábio Santos; Rafael Carioca, Júnior Urso e Maicossuel (Lucas Cândido); Lucas Pratto, Robinho (Otero) e Fred (Luan). Técnico: Marcelo Oliveira

domingo, 10 de julho de 2016

SPFC 3x0 América-MG

Com reservas em campo e sem Bauza, São Paulo bate o lanterna América.

    O dia:

    Há tempos não fazia um passeio ao Morumbi em um domingo à tarde com a Amanda. Foram incontáveis
vezes com amigos, à noite, por diversos caminhos e horários; mas vindo tranquilamente pela Raposo Tavares, com tempo de comer algo antes, somente nós dois, não acontecia há mais de um ano. 

    O jogo:

    O São Paulo entrou em campo todo desfalcado. Um "time B", exceto por algumas peças, substituíram os titulares que tentarão operar o "Milagre de Medellín" na próxima quarta-feira. O tim precisa reverter o placar adverso de 2 a 0 sofridos dentro de casa, contra o melhor time da primeira fase da libertadores em seus domínios (um caldeirão que nesta Libertadores fez a Bombonera parecer piada).

    O América começou e terminou a partida na lanterna da competição. Maicon jogou como titular por ter sido expulso no jogo da última quarta, e desfalcar o time no jogo de volta. Lyanco foi seu parceiro de zaga e mais uma vez se mostrou um jogador de futuro muito promissor. Defendendo não comprometeu, e ao subir ao ataque, arrancou com uma bola da intermediária e só foi parar ao chutar a bola para o fundo da rede. Foi seu primeiro gol como profissional. 

   Alan Kardec segue em sua recuperação e por falta de um fez dois gols na partida. Destaque também para Luís Araujo. Garoto que recém subiu para o profissional e que tem entrado com muita vontade e competência.
    No jogo de hoje, além da ausência de jogadores e do técnico Edgardo Bauza que foi expulso no último jogo contra a Ponte Preta, a Torcida Independente também esteve ausente. Ao menos de seu característico lugar na Laranja com seus instrumentos. Na última quarta-feira entraram em confronto com torcedores comuns após o jogo contra o Atlético Nacional, e a diretoria do São Paulo cogitou em romper com eles. Hoje apareceram na arquibancada Amarela em pequeno número e sem instrumentos ou faixas, e sentia-se que a recepção do torcedor comum em relação a eles não foi muito boa também hoje.

SÃO PAULO 3 X 0 AMÉRICA-MG 
​Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva (Fifa-PA)
Assistentes: Márcio Gleidson Correia Dias (PA) e Hélcio Araújo Neves (PA)
Cartões amarelos: Carlinhos (SAO), Leandro Guerreiro, Osman, Ernandes e Victor Rangel (AME)
Público e renda: 8.198 / R$ 234.356,00 
Gols: Alan Kardec 33' 1ºT (1-0); Lyanco 42' 1ºT (2-0); Alan Kardec 14' 2ºT (3-0)
SÃO PAULO: Denis; Auro, Maicon (Rodrigo Caio 30' 2ºT), Lyanco e Carlinhos; Hudson (Artur 12' 2ºT), Wesley e Luiz Araújo; Cueva, Centurión (Ytalo 21' 2ºT) e Alan Kardec. Técnico: Edgardo Bauza

AMÉRICA-MG: João Ricardo; Pablo, Roger, Leandro Guerreiro e Bruno Teles; Juninho, Gilson (Alan Mineiro - intervalo), Ernandes (Victor Rangel - intervalo), Tony (Danilo Barcelos 6' 2ºT) e Osman; Borges. Técnico: Sergio Vieira

quarta-feira, 11 de maio de 2016

SPFC 1x0 Atlético-MG

Quartas-de-Final (ida) 

Morumbi lotado, clima de Libertadores e vitória Tricolor.

O dia:

    Ansiedade. Essa foi a palavra que dominou todo meu dia e parte da semana que antecedeu este jogo. Um clima de semana de
Libertadores que há uma década eu acho que não sentia. Por estar cortando alguns gastos, havia dito que nas oitavas-de-final eu não iria, mas que se o São Paulo passasse eu estaria lá, e assim fiz. Fomos de carro, eu, Murilo e Ana e um casal de amigos deles. O Murilo passou aqui as 16:00, esperamos o casal que atrasou uns 45 minutos em um posto próximo à UNIP, passamos pegar a Ana Lee e fomos.

    No caminho ficamos apreensivos, pois uma van que sairia de Sorocaba com amigos nossos ainda não havia saido, por volta das 18:30 pois o motorista falhou com a empresa e não foi ao local. Mandaram outro motorista um tempão depois para levar a turma.
    Chegamos no portão da "Azul" não era sequer 20h. Esperamos a abertura tomando uma cerveja e dando risada, o nervosismo passou.


O Jogo:

    O time do Atlético é um excelente time. No papel e na prática. Sempre achei, desde que a competição começou, que seria o principal favorito ao título, e sendo assim, jogar uma quarta-de-final contra eles é um desafio imenso. 

    O São Paulo entrou da mesma forma com que foi recebido no estádio. Com um barulho ensurdecedor e muita fumaça dos sinalizadores. Um verdadeiro caldeirão. O clima frio, o cheiro de pólvora, a fumaça e o jogo, me causaram uma ligação de elementos nostálgicos que me remeteram ao clima de jogos importantes de minha infância, onde as ruas da Vila Gomes tinham este cheiro e eu sentia este mesmo clima bom, este estado de espírito indescritível de Libertadores. Viver esta noite, foi presenciar o que minha imaginação de criança idealizava  ser estar presente no estádio em uma partida desta magnetude. 

    O jogo foi truncado. A bola rolou pouco em meio à tantas faltas. Fomos pro intervalo com o placar zerado e o gol só foi sair após a entrada de Michel Bastos, o qual a torcida havia pedido instantes antes. Em uma cobrança de falta (aliás a que foi registrada nesta foto que tirei), a bola resvala em sua cabeça e em seu obro e entra na lateral da rede próximo à trave. Uma explosão de alegria.
Lamentavelmente ocorreu o episódio da grade do camarote que se rompeu e cerca de quinze torcedores caíram de uma altura de 2,5 metros e se machucaram, alguns com alguma gravidade. O jogo ficou paralisado por cerca de seis minutos. Quando retornou, nenhuma das duas equipes tiveram grande oportunidade de alterar o placar. Um a zero. Haja coração pra sobreviver a essa Libertadores!



SÃO PAULO 1 x 0 ATLÉTICO-MG
​Local: estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Data-Hora: 11/5/2016 - 21h45 (horário de Brasília)
Árbitro: Wilson Roldán (COL)
Auxiliares: Eduardo Díaz (COL) e Humberto Clavijo (COL)
Público total/Renda: 61.297 / R$ 4.137.596,00
Cartões amarelos: Ganso, Thiago Mendes e Wesley, (SAO), Rafael Carioca, Leonardo Silva, Robinho, Donizete, Júnior Urso, Marcos Rocha e Patric (CAM)
Gol: Michel Bastos 34' 2ºT (1-0)
SÃO PAULO: Denis, Bruno, Maicon (Lugano 28' 2ºT), Rodrigo Caio e Mena; Hudson, Thiago Mendes (Wilder 23' 2ºT), Wesley, Ganso e Kelvin (Michel Bastos 18' 2ºT); Calleri. Técnico: Edgardo Bauza
ATLÉTICO-MG: Victor, Marcos Rocha, Léo Silva, Erazo e Douglas Santos; Rafael Carioca, Leandro Donizete, Júnior Urso e Patric (Clayton 42' 2ºT); Robinho (Hyuri 38' 1ºT) e Lucas Pratto. Técnico: Diego Aguirre

domingo, 10 de abril de 2016

São Bento 1x0 SPFC

São Paulo volta a Sorocaba após nove anos e é derrotado para o São Bento.

    O São Paulo veio a Sorocaba pela primeira vez em nove anos. A última foi exatamente em 2007, naquele que foi meu primeiro contato com o time em um estádio. Já contra o São Bento, fazia 10 anos desde que foi derrotado por 2 a 0, pouco após conquistar o Mundo. 

    Na época, eu trabalhava na CBA e trabalhei das 14h as 22h. Morri de inveja de meus amigos que puderam ir ao jogo, e mesmo com a derrota viram um elenco histórico em campo. Meu amigo Ary sempre me contava sobre aquele jogo, em que o Lugano foi expulso; sobre uma dividida que fez o adversário rodopiar igual ao "índio de madeira" do Pica-pau. Fato é que ao menos não vou morrer sem ter visto o Lugano jogar, e não poderia ser em um lugar melhor senão aqui em Sorocaba.

    

O dia:

    Logo pela manhã prestei concurso para professor de português em Araçoiaba da Serra. Lembro de terminar a prova e já pensar comigo: "nem acredito que hoje vou ver meu tricolor!". Já estava com saudade. Não via um jogo desde a despedida do Mito.
Oportunidades apareceram, mas algumas coisas mudaram e coloquei como meta me privar de jogos neste início de ano. Menos este!
    Cheguei em casa 11:30, grelhei uma carne, assisti Tottenham 3x0 M. United, bebi um litrão de cerveja e fui me aprontar pro jogo. Passei um quilo de protetor solar. Fazia um sol terrível e eu iria a pé pro estádio (e fui). 

    Mas o que aconteceu foi que o tempo virou. De sol de rachar mamona no nordeste para um tempo de chuva. E ela veio assim que adentrei o Walter Ribeiro.



O jogo:
    
    O Walter Ribeiro estava lindo. A torcida do São Bento lotou seu lado. A do São Paulo deixou vaga parte da "ferradura" (atrás do gol), que até era o setor mais barato, mas não deve ser legal ver dali. Vale ressaltar a qualidade do São Bento, ou ao menos sua campanha histórica. Terminou a prime
ira fase em 3° lugar geral, se classificou para a Série D do Campeonato Brasileiro, e teve apenas 2 derrotas em 15 jogos. O São Paulo, por exemplo, terminou em 9° no geral (belo regulamento que classificou dois de cada grupo independentemente do geral) e obteve 5 derrotas em 15 jogos! Só para se ter uma ideia.
    Foi no mínimo estranho, de verdade, assistir este me primeiro São Paulo x São Bento. De uns dois anos pra cá, talvez, eu comecei a frequentar o Walter Ribeiro com alguma frequência,
principalmente na Copa São Paulo (copinha), apoiar o São Bento. Comprei camisa na euforia, me encantei ao conhecer mais de perto sua história e tradição, e quando não no estádio, ainda acompanho o quanto posso aos jogos, e torço mesmo. Se não for para o São Paulo, é Bentão campeão!

    Aí é que está. Nossa equipe da cidade em seu melhor momento da história recente, e eu, são-paulino apaixonado recebendo meu time na cidade. E não tem como. Estando dentro do estádio, não precisa nem parar pra pensar sobre isso, apenas sentir. Não tem como torcer contra o São Paulo Futebol Clube. E qualquer neutralidade se foi quando a bola rolou. Não sei se seria assim se o "azulão" estivesse em uma pior, precisando da vitória pra evitar algo ruim, mas hoje não teve como ser de outra maneira.

    O São Paulo entrou para aquecer e a chuva começou a apertar. O time já aquecia há cerca de cinco minutos quando o Lugano entrou correndo, atrasado, como um vocalista da banda que entra um tempo depois para ser ovacionado à parte. Foi assim que aconteceu. 
    O primeiro tempo foi muito bom e o São Paulo teve o domínio. Tocou bem a bola, mesmo nos primeiros minutos sob forte chuva, mas criou poucas oportunidades. Na segunda etapa quem jogou foi o time da casa. Abriu o placar e poderia ter ampliado, não fosse uma bela defesa do Dênis para um "petardo" que tinha o ângulo como endereço. Nosso poder de reação foi pífio. Alan Kardec perdeu boa chance,
Centurion cabeceou em outra boa oportunidade e parou no Henal. Lugano, lá pelos 35 da segunda etapa, subiu pro ataque e lá ficou. Wesley ficou de zagueiro! No mínimo estranho algumas coisas que acontecem neste São Paulo de Bauza. 
    Saímos derrotados. Do outro lao uma explosão de alegria da torcida do São Bento. Bacana e faz parte. Eu ainda tinha 2 quilômetros de caminhada, ainda
encharcado, pela frente. Ao passar pela frente do estádio, havia uma aglomeração em volta do ônibus e por onde os jogadores passariam. Mas eu não via a hora de tomar um banho quente em casa e comer alguma coisa.
    Terminada a primeira fase então, enfrentamos o Audax fora nas quartas, já o São Bento pega o Santos na Vila.


SÃO BENTO 1 X 0 SÃO PAULO 
Local: Walter Ribeiro, em Sorocaba (SP)
Data/Hora: 10 de abril de 2016, às 16h
Árbitro: Rodrigo Guarizo do Amaral
Assistentes: Paulo de Souza Amaral e Diogo Correia dos Santos
Público/Renda: 7.681 pagantes // R$ 404.720,00
Cartões amarelos: Pitty e Renan Oliveira (SBO); Michel Bastos, Thiago Mendes, Lucas Fernandes e Lucão (SAO)
Gol: Régis 10'2ºT (1-0)
SÃO BENTO: Henal, Régis, João Paulo, Pitty e Marcelo Cordeiro; Fábio Bahia, Alê (Hygor 27'2ºT), Serginho Catarinense e Renan Oliveira (Everton Senna - intervalo); Anderson Cavalo (Rodriguinho 30'2ºT) e Edno. Técnico: Roberto Santos.
SÃO PAULO: Denis, Caramelo, Lugano, Lucão e Mena (Bruno 11'2ºT); Thiago Mendes, Wesley e Lucas Fernandes (Rogério 15'2ºT); Daniel (Michel Bastos 29'1ºT), Centurión e Alan Kardec. Técnico: Edgardo Bauza.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

SPFC (92/93) 3x5 SPFC (2005)

#PraSempreMito

    Se contar com este jogo, tive a felicidade de ver Rogério Ceni atuar por 27 vezes. Balançar as redes em 3 ocasiões oficiais e uma vez na despedida. Vi muito mais defesas incríveis que jogos, pois foram muitas nessas ocasiões.
Vi Rogério como um técnico orientar o time no meio campo. Vi Rogério por diversas vezes cobrar lateral no calor do jogo. Vi Rogério dar carrinho e dividir com atacantes. Eu vi. E sou grato por isso. Por tudo o que vi no estádio e por todas as outras ocasiões em que estive vibrando por seus gols, títulos e defesas. Por ter mordido a língua quanto a não querê-lo no lugar do Zetti, meu primeiro ídolo. Mais uma vez, sou grato eterno capitão. Muito, mas muito obrigado!

   O dia:

    Demorou uma barbaridade para chegar. Principalmente faltando cerca de dois dias, a ansiedade estava enorme. Chegava à sonhar com a partida. E ela chegou e deixou marcas. Foi tudo lindo, nostálgico, histórico e inesquecível. 
    Nos encontramos na praça do CIC às 16:30. O que seria uma van, se tornou um ônibus. E o que era pra ser um ônibus nosso com alguns membros de uma organizada aqui de Sorocaba, acabou sendo nós, indo no ônibus deles. Por fim foi tudo bacana. Uma festa e cantoria daqui até o Morumbi. Onde o ônibus passou acabou chamando a atenção no trajeto. Em uma pausa na Castelo Branco, estendemos uma bandeira gigantesca que eles trouxeram em homenagem ao Mito na beira da pista, e os carros que passavam até mesmo do outro lado da rodovia fizeram buzinaço.

    Chegamos no estádio por volta das 19:20. A movimentação era imensa. Parecia jogo de Libertadores. E uma coisa era mais do que certa: todos com quem conversei, tinham total clareza do momento histórico que estávamos vivendo.


   O jogo:

    O estádio foi preparado de uma maneira magnífica. Recebemos bandeirinhas, foi liberada a venda de cerveja alcoólica e na compra ganhamos copos comemorativos e no primeiro contato com o gramado do alto do primeiro acesso da arquibancada azul, já se via que seria algo grande. 

    As três taças de mundial estavam posicionadas uma ao lado da outra no gramado próximo à arquibancada vermelha, para que mais tarde fossem erguidas pelos respectivos capitães campeões mundiais. 

    Às 20h, uma banda de abertura tocou alguns clássicos do rock escolhidos pelo Mito, enquanto os bandeirões começavam a ser agitados na arquibancada laranja, junto aos sinalizadores, deu um efeito incrível. Meia hora depois, as luzes se apagaram e os dois times foram apresentados. Um a um, cada jogador foi saudado pela torcida enquanto teve seu nome anunciado nos falantes do estádio. Alguns deles como Raí, Cafú, Zetti, Muller, Muricy, Mineiro, Aloísio e Lugano, quase causaram um colapso nas estruturas do estádio. Foi então que anunciado após a leitura de uma extensa lista de recordes e títulos, Rogério Ceni surge pela última vez como jogador nos gramados do Morumbi. Fogos, gritos, sinalizadores, fumaça, um momento inacreditável para de se estar ali.  

    Antes da bola rolar, Raí, Ronaldão e o Mito levantaram as taças de seus respectivos mundiais para o delírio dos presentes, e quando ela realmente rolou, era difícil o cérebro assimilar o que os olhos viam. 
    Meus olhos varriam o gramado. Começava por Rogério Ceni e passava pela linha de zaga Fabão, Lugano e Edcarlos. Ali estavam Mineiro e Josué acompanhando Raí que vinha de encontro. Cafú veloz durante todo o jogo tabelando com Juninho, que embora não tão fininho assim, correu o tempo todo e propiciou grandes jogadas. No "gol do portão", onde fez as históricas defesas na final da Libertadores 1992, lá estava Zetti novamente, com suas meias sobre a calça. Era realmente um momento de realização de sonhos para mim e muita gente ali. 
    É claro que o time de 2005, com alguns jogadores ainda em atividade, sobrou em disposição e preparo. Abriu dois gols muito cedo, etc. Mas o toque de bola do time 92/93, por diversas vezes foi de encher os olhos. 
    Pênalti para o esquadrão de Telê e a torcida clamou por Zetti que atravessou o campo e fez. Que sena. Era a noite de realizar todos os desejos dos torcedores. Rogério Ceni neste instante já havia pendurado as luvas e jogava como meia em seu time. Após muitas tentativas e simulações, quase no apagar das luzes na segunda etapa, o mesmo juiz que apitou a final do Mundial de 2005, assinalou pênalti para que o Mito realizasse a sua ultima cobrança e assinalasse guardasse.

    A bola rolou mais um pouco, até que nos falantes do estádio iniciou-se uma contagem regressiva de dez segundos. Rogério se agachou com as mãos no joelho, como lamentando a chegada do inadiável. Depois disso foram fogos, abraços e gritos da torcida.
    No centro de campo, o Mito fez seu discurso, agradeceu a todos, aposentou a camisa 01 e pediu para que quando morrer, suas cinzas sejam jogadas das arquibancadas do estádio. Foi emocionante. Fez então sua última volta olímpica e desceu o túnel pela última vez em sua carreira. 
    Agora, o que resta, são registros como os das páginas deste blog. Dos livros de história, dos documentários. O que resta é saudade e gratidão!
11-12-2015

SÃO PAULO F. C.(1992/1993) 3 X 5 SÃO PAULO F. C. (2005)
Amistoso - Jogo Despedida do Mito Rogério Ceni
Local: Estádio Cicero Pompeu de Toledo (Morumbi) - São Paulo/SP
11/12/2015 Sexta Feira 20:00 Hs
SPFC 2005: Rogério Ceni (Bosco, Flávio Kretzer); Fabão (Edcarlos), Lugano (Thiago Ribeiro) e Edcarlos (Rogério Ceni); Souza (Flávio Donizete), Mineiro (Renan), Josué e Junior; Thiago Ribeiro (Richarlyson), Aloísio (Alex Bruno) e Amoroso
Técnico: Paulo Autuori e Milton Cruz
 SPFC 1992/1993: Zetti (Marcos); Vitor, Adilson (Válber, Luis Carlos Goiano), Ronaldão (Gilmar) e André Luiz (Ronaldo Luís); Dinho, Toninho Cerezo (Pintado), Cafu, Juninho (Valdeir) e Raí (Jura); Müller (Guilherme, Doriva)
Técnico: Renê Santana e Muricy Ramalho
Gols: Amoroso, Aloísio,Cafu,Josué,Zetti (pênalti),Thiago Ribeiro e Rogério Ceni (pênalti)
Árbitro: Benito Armando Archundía Tellez
Árbitro Assistente 1: Arturo Velasquez
Público: 67.052