Sobre o blog:

O que é o blog?
Ressalto que este não é um blog informativo, atualizado, formal ou preocupado com qualquer coisa. Este blog é na verdade um apanhado de minhas memórias, mesclando jogos do São Paulo Futebol Clube com fatos de meu cotidiano. Sem pretensão alguma de ser nada além de um bloco de notas virtual em três cores, onde exercito o ato de escrever. Seja bem vindo em sua visita, volte sempre que quiser e sinta-se livre para comentar. Mas se por ventura se deparar com nomes de pessoas estranhas em meio aos textos, e situações aparentemente sem importância alguma, lembre-se: eis aqui simplesmente as memórias deste tricolor. Vamos São Paulo!
Mostrando postagens com marcador Rogério Ceni (M1TO). Mostrar todas as postagens
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domingo, 12 de fevereiro de 2017

SPFC 5x2 Ponte Preta

Na estreia de Rogério Ceni como treinador no Morumbi, São Paulo atropela a Ponte.


O dia: 
    

    Começamos bem o passeio. estávamos em 19 para sair da casa do Murilo e nos enviaram uma Van de 16 lugares. Acontece. Fomos de carro (Muirolo, Ana, Amanda e eu), e os demais de van.
Na chegada ao Morumbi paramos para comer um podrão e nos escondemos da chuva (sim, de novo), sob umas árvores pouco pra trás da entrada das arquibancadas azul e laranja. Pra ajudar, não encontrei meu cartão de sócio torcedor (até agora), e só adentrei o estádio por meio do vaucher. 


O jogo:

    Era a primeira vez da Gisele no Morumbi, segundo jogo conosco e segunda chuva/goleada. Foi um dia histórico.

O retorno de Rogério Ceni ao Morumbi, agora como treinador. E para coroar o momento, os falantes do estádio ecoaram "Hell's Bells" novamente ao time entrar em campo. Me arrepiei demais no momento. Estava estremamente feliz por estar ali. Antes da bola rolar, Lucas Pratto e Jucilei foram apresentados à torcida.

    Não começamos bem. Já havíamos perdido  a estreia no Paulista por 4 a 2 contra o Audax (no jogo em que nossa torcida boicotou a ida ao estádio contra a equipe do Vampeta, que abusou no valor dos ingressos). Com o primeiro gol tomado, me passou um filme rápido na cabeça. Estávamos perdendo nosso segundo jogo e teríamos o Santos na Vila como próximo adversário, em um país onde ídolo se torna burro em questão de dias.
Mas a coisa virou. Ainda no primeiro tempo passamos à frente no placar, e no segundo ampliamos. Foi uma grande festa. Cinco gols para coroar o retorno do Mito ao Sacrossanto. Inesquecível. 






SÃO PAULO 5 X 2 PONTE PRETA

Local: Estádio Cícero Pompéu de Toledo, no Morumbi, em São Paulo
Data: 12 de fevereiro de 2017, domingo
Horário: 17h00 horas (de Brasília)
Árbitro: Thiago Duarte Peixoto
Assistentes: Marcelo Van Gasse e Alex Ang Ribeiro
Cartões amarelos: SÃO PAULO: Cícero. PONTE PRETA: Kadu, Nino
Público: 50.952 torcedores
Renda: R$ 1.312.376,00
GOLS:SP: Cueva, aos 32 minutos do 1T. Gilberto, aos 43 minutos do 1T e aos 12 e aos 24 minutos do 2T. E Thiago Mendes, aos 11 minutos do 2T. PP: Matheus Jesus, aos 21 minutos do 1T, e Lucca, aos 38 minutos do 2T.
SÃO PAULO: Sidão, Bruno, Rodrigo Caio, Maicon e Junior; João Schmidt, Thiago Mendes (Araruna), Cícero (Lugano) e Cueva (Shaylon), Luiz Araújo e Gilberto.Técnico: Rogério Ceni
PONTE PRETA: Aranha, Nino, Kadu, Fábio Ferreira e Jeferson (Artur); Naldo, Jádson e Matheus Jesus (Yago); Pottker, Clayson (Lins) e Lucca. Técnico: Felipe Moreira

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

SPFC (92/93) 3x5 SPFC (2005)

#PraSempreMito

    Se contar com este jogo, tive a felicidade de ver Rogério Ceni atuar por 27 vezes. Balançar as redes em 3 ocasiões oficiais e uma vez na despedida. Vi muito mais defesas incríveis que jogos, pois foram muitas nessas ocasiões.
Vi Rogério como um técnico orientar o time no meio campo. Vi Rogério por diversas vezes cobrar lateral no calor do jogo. Vi Rogério dar carrinho e dividir com atacantes. Eu vi. E sou grato por isso. Por tudo o que vi no estádio e por todas as outras ocasiões em que estive vibrando por seus gols, títulos e defesas. Por ter mordido a língua quanto a não querê-lo no lugar do Zetti, meu primeiro ídolo. Mais uma vez, sou grato eterno capitão. Muito, mas muito obrigado!

   O dia:

    Demorou uma barbaridade para chegar. Principalmente faltando cerca de dois dias, a ansiedade estava enorme. Chegava à sonhar com a partida. E ela chegou e deixou marcas. Foi tudo lindo, nostálgico, histórico e inesquecível. 
    Nos encontramos na praça do CIC às 16:30. O que seria uma van, se tornou um ônibus. E o que era pra ser um ônibus nosso com alguns membros de uma organizada aqui de Sorocaba, acabou sendo nós, indo no ônibus deles. Por fim foi tudo bacana. Uma festa e cantoria daqui até o Morumbi. Onde o ônibus passou acabou chamando a atenção no trajeto. Em uma pausa na Castelo Branco, estendemos uma bandeira gigantesca que eles trouxeram em homenagem ao Mito na beira da pista, e os carros que passavam até mesmo do outro lado da rodovia fizeram buzinaço.

    Chegamos no estádio por volta das 19:20. A movimentação era imensa. Parecia jogo de Libertadores. E uma coisa era mais do que certa: todos com quem conversei, tinham total clareza do momento histórico que estávamos vivendo.


   O jogo:

    O estádio foi preparado de uma maneira magnífica. Recebemos bandeirinhas, foi liberada a venda de cerveja alcoólica e na compra ganhamos copos comemorativos e no primeiro contato com o gramado do alto do primeiro acesso da arquibancada azul, já se via que seria algo grande. 

    As três taças de mundial estavam posicionadas uma ao lado da outra no gramado próximo à arquibancada vermelha, para que mais tarde fossem erguidas pelos respectivos capitães campeões mundiais. 

    Às 20h, uma banda de abertura tocou alguns clássicos do rock escolhidos pelo Mito, enquanto os bandeirões começavam a ser agitados na arquibancada laranja, junto aos sinalizadores, deu um efeito incrível. Meia hora depois, as luzes se apagaram e os dois times foram apresentados. Um a um, cada jogador foi saudado pela torcida enquanto teve seu nome anunciado nos falantes do estádio. Alguns deles como Raí, Cafú, Zetti, Muller, Muricy, Mineiro, Aloísio e Lugano, quase causaram um colapso nas estruturas do estádio. Foi então que anunciado após a leitura de uma extensa lista de recordes e títulos, Rogério Ceni surge pela última vez como jogador nos gramados do Morumbi. Fogos, gritos, sinalizadores, fumaça, um momento inacreditável para de se estar ali.  

    Antes da bola rolar, Raí, Ronaldão e o Mito levantaram as taças de seus respectivos mundiais para o delírio dos presentes, e quando ela realmente rolou, era difícil o cérebro assimilar o que os olhos viam. 
    Meus olhos varriam o gramado. Começava por Rogério Ceni e passava pela linha de zaga Fabão, Lugano e Edcarlos. Ali estavam Mineiro e Josué acompanhando Raí que vinha de encontro. Cafú veloz durante todo o jogo tabelando com Juninho, que embora não tão fininho assim, correu o tempo todo e propiciou grandes jogadas. No "gol do portão", onde fez as históricas defesas na final da Libertadores 1992, lá estava Zetti novamente, com suas meias sobre a calça. Era realmente um momento de realização de sonhos para mim e muita gente ali. 
    É claro que o time de 2005, com alguns jogadores ainda em atividade, sobrou em disposição e preparo. Abriu dois gols muito cedo, etc. Mas o toque de bola do time 92/93, por diversas vezes foi de encher os olhos. 
    Pênalti para o esquadrão de Telê e a torcida clamou por Zetti que atravessou o campo e fez. Que sena. Era a noite de realizar todos os desejos dos torcedores. Rogério Ceni neste instante já havia pendurado as luvas e jogava como meia em seu time. Após muitas tentativas e simulações, quase no apagar das luzes na segunda etapa, o mesmo juiz que apitou a final do Mundial de 2005, assinalou pênalti para que o Mito realizasse a sua ultima cobrança e assinalasse guardasse.

    A bola rolou mais um pouco, até que nos falantes do estádio iniciou-se uma contagem regressiva de dez segundos. Rogério se agachou com as mãos no joelho, como lamentando a chegada do inadiável. Depois disso foram fogos, abraços e gritos da torcida.
    No centro de campo, o Mito fez seu discurso, agradeceu a todos, aposentou a camisa 01 e pediu para que quando morrer, suas cinzas sejam jogadas das arquibancadas do estádio. Foi emocionante. Fez então sua última volta olímpica e desceu o túnel pela última vez em sua carreira. 
    Agora, o que resta, são registros como os das páginas deste blog. Dos livros de história, dos documentários. O que resta é saudade e gratidão!
11-12-2015

SÃO PAULO F. C.(1992/1993) 3 X 5 SÃO PAULO F. C. (2005)
Amistoso - Jogo Despedida do Mito Rogério Ceni
Local: Estádio Cicero Pompeu de Toledo (Morumbi) - São Paulo/SP
11/12/2015 Sexta Feira 20:00 Hs
SPFC 2005: Rogério Ceni (Bosco, Flávio Kretzer); Fabão (Edcarlos), Lugano (Thiago Ribeiro) e Edcarlos (Rogério Ceni); Souza (Flávio Donizete), Mineiro (Renan), Josué e Junior; Thiago Ribeiro (Richarlyson), Aloísio (Alex Bruno) e Amoroso
Técnico: Paulo Autuori e Milton Cruz
 SPFC 1992/1993: Zetti (Marcos); Vitor, Adilson (Válber, Luis Carlos Goiano), Ronaldão (Gilmar) e André Luiz (Ronaldo Luís); Dinho, Toninho Cerezo (Pintado), Cafu, Juninho (Valdeir) e Raí (Jura); Müller (Guilherme, Doriva)
Técnico: Renê Santana e Muricy Ramalho
Gols: Amoroso, Aloísio,Cafu,Josué,Zetti (pênalti),Thiago Ribeiro e Rogério Ceni (pênalti)
Árbitro: Benito Armando Archundía Tellez
Árbitro Assistente 1: Arturo Velasquez
Público: 67.052

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

U. Católica (CHI) 3x4 SPFC

Oitavas-de-final (volta)
Noite mítica, inspirada e histórica para Ceni e o time.

    Por pouco não abri mão de assistir ao jogo para dar conta dos últimos detalhes de meu TCC. Por sorte divina, consegui resolver as pendências à tempo de ver o jogo em uma transmissão meia boca pela internet. Um jogo maluco, alucinado, contra um time em noite inspirada que deu muito trabalho ao Mito, mas graças à esse trabalho, pude ver a maior atuação de um goleiro em uma partida de futebol de minha vida. Se não viu, busque ver!
    Ficamos atrás duas vezes e Aloísio foi buscar. No início do segundo tempo Ademílson fez o terceiro e eles de pênalti empataram. No finalzinho Welliton decretou a vitória. Mas não tem como falar do jogo sem se render à falar do que Ceni aos 40 anos defendeu, e melhor do que eu diria, Mauro Beting publicou hoje em seu blog o seguinte texto:

Doutor Honoris Causa da Universidad Católica Rogério Ceni
por Mauro Beting em 23.out.2013 às 23:30h


Eu só aposentaria quem teima em apostar contra e a todo momento fica aposentando um mito como Rogério Ceni.
Só ele tem o direito de saber a hora de parar. Não apenas por tudo que é para o São Paulo e para o são-paulino. Mesmo se não fosse tudo que é também para o futebol brasileiro e mundial, ainda assim só cabe a ele decidir se o ano para parar é 2013.
Mesmo se não fosse o que mais ninguém foi no futebol mundial, ainda assim um mínimo de respeito seria necessário ao craque-bandeira tricolor.
Exagerei?
Veja o exagero do jogo de Ceni contra a Universidad Católica.
Ele classificou um time que pediu para ser eliminado, não fossem os gols de Aloísio, os passes de Ganso e, sim, ele, Ceni. O velho Rogério. O ultrapassado goleiro. O… O…. O 01 do São Paulo.
Na primeira defesa difícil, uma cabeçada para o chão ele mandou a escanteio de mão trocada. Não é para qualquer um. Foi para o 01.
Na segunda defesa de cinema de Ceni, a bola já havia passado por ele, e o goleiro tricolor foi tirar quase sobre a linha. Não é para qualquer um. Foi de novo para o 01.
Na terceira defesa espetacular, um chute estranho ele foi buscar como se fosse um animal que não existe. Certamente não para um sujeito de 40 anos. Só possível para o 01 parar aquela bola impegável. Se é que existe o termo. Só existe o Rogério para fazer o que fez.
Na quarta, no segundo tempo, ele foi pego no contrapé numa tijolada. E pegou com as mãos que só ele ainda tem. Não qualquer um. Só para o 01.
Na quinta, uma pancada de canhota, com um monte de gente à frente, ele foi buscar no canto baixo direito. Como milhões torciam e sonhavam. Mas só ele defenderia aquela pancada que ainda bateu no chão. Mas não bateu o 01
Na sexta, canhotaço de sem-pulo, a bola não era tão difícil, mas o quarentão teve reflexo de menino, e de mão trocada de novo salvou os pés são-paulinos. Como só o 01 poderia.
Na sétima, antevisão de craque, ele subiu junto com o rival e espalmou lá no alto. Como só o 01…
Enfim, você sabe.
E ele sabe ainda mais.
Desde 2005, contra o Liverpool, Rogério não defendia tanto.
Desde então, nenhum goleiro deve ter defendido tanto quanto o goleiro que já ganhou mais um título de doutor honoris causa da Universidad Católica.
Atuação tão inacreditável que não lembro de elogiar tanto um goleiro que tenha sofrido três gols – um de pênalti.
Olha que o marketing são-paulino deve ter pedido para Douglas errar tudo que errou (e a arbitragem também…) para Rogério fazer os 2938745 milagres realizados no Chile.
Em homenagem ao aniversário de Pelé, Ceni teve uma partida de Pelé.
Ou simplesmente de Rogério.

UNIVERSIDAD CATÓLICA (CHI) 3 X 4 SÃO PAULO
Local: San Carlos de Apoquindo, Santiago (CHI)
Data/Hora: 23/10/2013 - 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Antônio Arias (PAR)
Auxiliares: Rooney Aquino e Carlos Cacéres (PAR)
Público/renda: não disponíveis
Cartões amarelos:  Sosa, Mirosevic (UNC); Edson Silva, Wellington, Rodrico Caio (SAO)
Cartões vermelhos: Tomas Costa (45/'2ºT) (UNC); Ganso (46'/2ºT) (SAO)
GOLS: Ismael Sosa, 15'/1ºT (1-0); Aloísio, 18'/1ºT (1-1); Cordero, 22'/1ºT (2-1); Aloísio, 23'/1ºT (2-2); Ademilson, 19'/2ºT (2-3); Mirosevic, 25'/2ºT (3-3) e 40'/2ºT (4-3);
UNIVERSIDAD CATÓLICA: Tosseli, Álvarez, Biskupovic (Ramiro Costa - 21'/2ºT), Martínez e Parot; Costa, Cordero, Meneses (Muñoz - 38'/2ºT) e Mirosevic; Ismael Sosa e Castillo. Técnico: Martín Lasarte
SÃO PAULO: Rogério Ceni, Paulo Miranda, Rodrigo Caio, Rafael Toloi e Edson Silva; Denilson (Wellington - intervalo), Maicon, Douglas e Ganso; Ademilson (Lucas Evangelista - 42'/2ºT) Aloísio (Welliton - 31'/2ºT). Técnico: Muricy Ramalho.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Rogério Ceni e Pep Guardiola

    Após a partida contra o Bayern pela Audi Cup, Ceni conversou na lateral do campo por alguns minutos com Guardiola. Poucos dias depois (ontem), Juvenal em entrevista revelou conversas informais recentes com o Mito sobre sua vontade de se tornar treinador, antes de tentar um cargo administrativo no clube. 
    Durante o tempo em que ficou afastado dos gramados no primeiro semestre de 2012, Ceni visitou o Barcelona e o Real Madri, e ao que tudo indica, a visita tem relação com esse desejo de se tornar treinador. 
    Que torcedor não gostaria de vê-lo ao lado do campo daqui a alguns anos? Eu gostaria. Vai de sua dedicação em estudar e se aprofundar mais, acrescentando conhecimento aos seus anos de experiência. Tomara que seja um futuro promissor caso aconteça.

quarta-feira, 27 de março de 2013

E há dois anos...

    Há exatos dois anos, Rogério Ceni colocava seu nome mais uma vez nos notíciários esportivos de todo o mundo. Há dois anos, contra o Corinthians, o Mito fez seu centésimo gol. Cem gols, do maior goleiro artilheiro do mundo! Como é bom ser desta época!

sábado, 4 de agosto de 2012

Quando só um Mito pode fazer a diferença.


Os são-paulinos o amam. Os torcedores rivais, em sua grande maioria, o odeiam (e o odiado deve amar isso). Goste você, ou não. Ame, ou odeie. Rogério Ceni não está na lista dos comuns. E deve ser (muito) respeitado, sempre.
Aos 39 anos (faz 40, em janeiro), é difícil saber até quando o corpo irá corresponder à exigência do futebol e à cobrança pessoal do próprio goleiro. Por razões óbvias, Ceni não é o mais o mesmo. Mas continua sendo o Mito que os tricolores tanto amam.
É um baita vencedor. Um atleta que não aceita ver o clube que ama passando vergonha, como aconteceu nos primeiros sete meses de 2012 e tem acontecido com frequência nos últimos quase quatro anos. Um atleta que falou com o coração para cobrar uma reação em seu retorno.
Foi de arrepiar as imagens divulgadas pelo São Paulo, no vestiário do Morumbi, antes da goleada por 4 a 1 sobre o Flamengo. “Precisa de espírito, vontade de ganhar a porra do jogo. Eu com 40 anos quero ganhar, você tem de ganhar também”, bateu no peito o são-paulino, aos jogadores.
Ceni não precisa mais de títulos. Ceni não precisa mais de gols. Mas quem é vencedor não aceita perder. Não aceita, pior do que isso, falta de vontade dentro de campo.
A vulnerável defesa tricolor sabia, nos últimos dois jogos, que estava “supervisionada” por um gigante. O retorno acordou muitos que estavam dormindo no clube.
O São Paulo, com Ceni, será campeão em 2012? Talvez não. Derrotas ainda virão, assim como o capitão, que não é mágico, pode falhar e ver o Tricolor ser batido.
Rogério não é campeão desde 2008. Isso incomoda um vencedor. Sozinho, ele não fará o Tricolor levantar outro troféu. Mas sozinho ele é capaz de devolver o respeito ao clube, fazer jogar quem pouco joga. E dar nova esperança ao torcedor.

*Coluna escrita pelo editor Thiago Salata, na página 3 da edição do LANCE! São Paulo deste sábado (4 de agosto).

PS: Rogério dispensou o dia de folga neste sábado, e treinou sozinho durante toda a manhã.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Ceni se recupera de cirurgia no ombro direito.

Ceni tem nova fase de recuperação no campo e tem chance de jogar na Copa do Brasil
Republicado de ESPN

  A partir desta terça-feira, Rogério Ceni inicia uma nova etapa de sua recuperação de cirurgia no ombro direito, aumentando a amplitude de seus movimentos. O goleiro, que ainda não atuou nesta temporada, foi ao gramado pela primeira vez para fazer trabalhos de readaptação e esse é mais um passo para o ele convencer os médicos de que pode cumprir um objetivo já considerado possível: atuar ainda nesta Copa do Brasil.
  A estimativa média para voltar a jogar após operações como a que o ídolo do São Paulo passou é de seis meses, prazo que o impediria de entrar em campo na competição de mata-mata nacional. Mas até os médicos que acompanham o dia a dia do veterano admitem a possibilidade de ele atuar nas decisões da Copa do Brasil, previstas para 4 e 11 de julho.
  O arqueiro foi operado em 27 de janeiro. Dá voltas no campo do CT da Barra Funda sem tipoia desde março para manter a forma física e começou neste mês a fazer defesas com movimentos limitados no braço direito. Nesta terça-feira, contudo, a programação é que ele comece a esticar o ombro para trás e lançar com a mão direita, entre outros exercícios com maior exigência no local da cirurgia.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

SPFC 2x1 Atlético-MG

Mito, 100 jogos!

    Uma pena, mas não foi um jogo ao qual pude ver pela tv. E muito menos da forma que eu gostaria de todo coração, estando lá junto aos mais de 60 mil torcedores que lotaram o Morumbi neste "feriado" de 07 de setembro. Feriado o qual igual a muitos outros passei trabalhando. Sendo assim, tudo o que me restou foi acompanhar atentamente pelo rádio ao jogo histórico onde o Mito atingiu à marca de 1000 jogos com a camisa tricolor. Feito este que estou quase certo de que em tempos modernos de futebol, acredito que não verei se repetir.
    Comecei acompanhando com 30 minutos de antecedência pra saber sobre tudo o que acontecia, as festividades, as surpresas, enfim. Posso dizer que as homenagens foram inúmeras e a expectativa pro início do jogo deixou meus ânimos à flor da pele. Até que enfim ele começa e...
    É GOL!
    Lucas, aos 25 segundos do primeiro tempo abre o placar. Eu na comemoração começo a pular e meu celular (por onde ouvi o jogo) é arremessado ao chão na comemoração eufórica. Por um instante pensei ter quebrado.
    Foi uma surpresa e tanto. Penso na motivação à qual o time entrou em campo. No discurso motivador de Ceni no vestiário, que fez com que o time entrasse com gás total.Mas nem tudo foram flores.
    O "Galo" empatou logo aos 10 minutos em jogada aérea colocando um pouco de àgua no chopp são-paulino.Passamos o primeiro tempo com muita vontade e pouca criatividade. Intervalo com direito à vaias ao apito do árbitro pela atuação fraca na primeira etapa.No segundo tempo o time parece ter voltado mais ligado.
    João Filipe recém contratado é destaque desde o início da partida, um zagueiraço, guerreiro e habilidoso. O tricolor segue com o domínio, e logo aos 6 minutos, Dagoberto em mais uma arriscada característica de fora da área acerta um chutaço pro fundo do gol.
    Com o placar na frente o tricolor arriscou pouco e na maior parte do tempo segurou o jogo.A situação ficou mais tranquila quando o time adiversário fica com um a menos na casa dos 30, deixando a situação favorável para enfim comemorarmos aliviados ao fim da partida histórica mais três pontos e a liderança provisória do campeonato.
    Rogério, que durante a partida mal precisou mostrar serviço, pode ao final enfim comemorar!Fez volta olímpica, beijou o destintivo do clube ao lado do campo e declarou seu amor para todo o estádio ouvir:“Isso aqui é minha vida. Obrigado de coração. Amo vocês. É um dos dias mais especiais da minha vida”.
    Só quem é são-paulino sabe o que é isso.
    O que este ser icônico representa para esta nação tricolor.
    O quanto emocionou e arrepiou cada homenagem e cada gesto de agradecimento ao maior ídolo da história de nosso clube.
    Mais uma vez obrigado Mito.
    Obrigado Rogério Ceni.
    Por tudo o que já fez e por tudo que virá!
    E que venha o 1001 e assim por diante.
    07 de setembro, feriado tricolor!

São Paulo: Rogério Ceni; Wellington, Rhodolfo, João Filipe e Juan; Rodrigo Caio, Casemiro (Jean, 42min/2ºT), Carlinhos e Cícero (Rivaldo, 18min/2ºT); Lucas (Henrique, 27min/2ºT) e Dagoberto. Técnico: Adilson Batista
Atlético (MG): Renan Ribeiro; Mancini (Bernard, 12min/2ºT), Leonardo Silva, Réver e Richarlyson; Pierre, Fillipe Soutto, Serginho e Daniel Carvalho; Neto Berola (Magno Alves, 19min/2ºT) e André (Guilherme, 36min/1ºT). Técnico: Cuca
Gols:São Paulo: Lucas (1min/1ºT); Dagoberto (6min/2ºT)
Atlético (MG): Réver (10min/1ºT)

RC 1000 Jogos em imagens.













ROGÉR1000 CENI.

Me lembro de quando Ceni começou a ser títular no São Paulo.

Zetti foi para o Santos e à nossas traves foi cedido espaço a aquele cara simples vindo do Paraná, que chegou quieto, buscando seu espaço, seu lugar ao sol.

Eu não sei para os são-paulinos mais velhos, que viram outros goleiros jogarem pelo São-Paulo antes do Zetti (inclusive outras lendas do futebol brasileiro), mas pra mim essa transição foi de aceitação demorada e muita torção de nariz.

Eu costumava pegar minha bola de "capotão", reunir os amigos da rua e ir para à pracinha. As regras eram:


- Cinco gols troca-se de lado. Dez gols termina a partida ("famoso cinco vira e dez termina").

- Vale jogar pela praça toda, só é lateral se a bola sair pra rua.

- Quem chuta busca!

- O dono da bola começa escolhendo o time

- Chute alto equivale à bola fora em nossa trave imaginária.


Entre outras regras que devem valer até hoje nas peladas da molecada.

E nesses dias eu vestia minha camisa do São Paulo como se fosse a roupa de um super-herói e quando era eu o goleiro, entre uma defesa e outra podia-se ouvir de longe meus gritos de:

- Zeeeeeeeeettiiiiiiii !!! Que defesa! Zetti!!!!!!!!!

Fato é. Se o Zetti que foi um bom goleiro me causou tanta admiração na minha infância de final de década de oitenta, início de noventa; penso eu no que representa Rogério Ceni para as crianças que ao longo destes ultimos expressivos vinte e um anos os viram se tornar uma lenda do futebol brasileiro e mundial?

Foram títulos e recordes incontáveis entre Libertadores, três Campeonatos Brasileiros, um Mundial de Clubes, 100 gols e hoje, mais um episódio histórico de sua carreira e do futebol brasileiro:

ROGÉRIO CENI 1000 JOGOS!

Uma lenda, o símbolo de uma longa era Tricolor, o mito! O maior ídolo da história são-paulina. A história escrita sob nossos olhos em mais um capítulo peculiar neste feriado de independência.

Hoje, o Morumbi com mais de 60 mil pessoas recebe em festa para prestigiar e agradecer nosso ícone por tantas glórias e por tantas alegrias ao longo desses anos.

E um detalhe: a carreira segue, a bola não para de rolar. Continuaremos acompanhando e aplaudindo em pé.

Parabéns M1to!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Morumbi prepara festa!



#M1T000


Festa sendo preparada para amanhã! R.Ceni 1000 jogos. Dia do torcedor comparecer às 16h neste feriado de independência para comemorar a marca junto ao Mito!


SPFC x Atlético- MG: Dia de festa no Sacrossanto!

domingo, 27 de março de 2011

Vinte e sete de março de 2011


Vinte e sete de março de 2011.
   Chego do trabalho por volta das 15:00h, tomo um bom banho, saio para buscar uma cervejinha e ao voltar me aconchego no sofá de casa da maneira mais confortável possível. Era tarde de clássico, mais que um clássico, era tarde de São Paulo x Corinthians. A situação era de um Tricolor, que muito acostumado a ter o Corinthians como freguês, não vencia o rival há quatro anos. Um incômodo jejum que precisava ser quebrado naquela tarde, o que por si já seria um bom motivo para ser um jogaço, mas havia ainda mais.
Rogério Ceni, Mito, o maior ídolo e lenda da história do São Paulo Futebol Clube, acabara de atingir a inacreditável marca de 99 gols na partida anterior contra o Paulista de Jundiaí, em uma das poucas ocasiões onde deixou sua marca no placar e o São Paulo saiu da partida com resultado negativo,3 a 2 para o time do interior paulista.
   O Tricolor precisava de uma vitória, e a oportunidade contra nossa vítima favorita poderia ficar marcado para sempre na história do futebol mundial, como: o dia em que um goleiro atingiu a sonora marca de 100 gols.
   O palco do jogo foi a Arena Barueri. O Tricolor tinha o mando mas estava realizando jogos fora do Morumbi devido ao aluguel do “Sacrossanto” para realização de shows internacionais. Em uma tarde quente e de muita expectativa para ambas as torcidas, os dois times entram em campo para a partida que TV início às 16:00h. Rogério Ceni como sempre muito rodeado de crianças e desta vez com um uniforme diferente, dourado com detalhes em vermelho e preto, destacando-se entre o time trajando o tradicional uniforme branco.
   Tudo pronto, autoriza o árbitro, rola a bola. Os dois times cautelosos mas começando com uma velocidade pouco acima do normal. O Corinthians arrisca, Miranda em uma roubada de bola na área, achou estar com a situação controlada e não vê Liedson bancar o ladrão e causar perigo contra a meta tricolor. O jogo se desenrola lá e cá, e quando o primeiro tempo parecia que chegaria ao final sem sair do zero, após uma jogada confusa no meio-campo, Dagoberto ajeita e acerta uma pancada à meia altura de fora da área, no canto direito de Julio Cesar, que não teve como alcançar o chute. O Tricolor vai pro intervalo na frente, 1 a 0. Torcida tricolor em festa, mas o segundo tempo prometia mais.
   Quendo a bola rola novamente, o jogo segue muito movimentado, com o Tricolor pressionando, quando em uma das primeiras investidas ao ataque, Fernandinho tenta jogada individual na intermediária esquerda e tentando passar por um zagueiro“recebe falta”. Um pouco distante, não tão propícia para as cobranças que costumam ser cobradas por Rogério Ceni, a torcida mais uma vez gritou seu nome, alguns segundos de suspense, talvez não fosse posição para ele, mas ele deixou as três traves e caminhou...
   Acredito que o tempo começou a passar em câmera lenta naquele instante.O homem com a camisa  dourada atravessava o campo, fisionomia fechada, o goleiro dos 99 gols, de tantas outras glórias. De 20 anos defendendo uma única camisa, que fez de seu clube a sua seleção e do Morumbi o seu templo.
Naquele instante, eu em meu sofá, mesmo sabendo que o posicionamento para a cobrança tinha um grau um pouco elevado de dificuldade para os tipos de falta que Rogério costumava converter com perfeição, sentia que estava prestes à presenciar um momento histórico para o futebol mundial, e por impulso,peguei meu celular e deixei filmando enquanto observava e torcia. 
   Vi Julio Cesar posicionar a barreira visivelmente nervoso, Ceni andava para a direita e para a esquerda, observando qual seria o melhor espaço para o trajeto da bola em direção ao gol. Ele conversa com Carlinhos Paraíba, jogador canhoto, que disse posteriormente que Rogério quase não bateu a falta por achar que a posição era muito mais propícia para um canhoto (o que não deixava de ser verdade), mas Carlinhos sabia que a ocasião e a oportunidade era aquela, e discordou do Mito, acenando que não, que o momento era dele.
   Ceni toma distância; olha fixo para o gol. Acredito que todo apaixonado por futebol, são-paulino ou não, que acompanhava a partida naquele momento, prendeu respiração naquele instante. Então o árbitro autoriza a cobrança, Rogério parte e chuta...
   A bola passa por cima da barreira com uma curva perfeita, os jogadores perfilados apenas acompanham com os olhos a trajetória da bola. Julio Cesar se estica todo e até chega à relar os dedos na bola, mas ela passa caprichosamente e estufa a rede no ângulo direito da meta corinthiana...
Rogério Ceni, o ídolo, o Mito, é também o maior goleiro artilheiro da história do futebol mundial e naquele instante atinge a inacreditável marca de 100 gols!
   Vibrei sozinho em casa, mas simultaneamente vibraram comigo tricolores de todo país e do mundo. De alegria! De orgulho de sermos torcedores de um time tri-campeão mundial, que tem Rogério Ceni , mais que um goleiro, uma lenda viva das três traves. Um símbolo de uma torcida e de uma nação são-paulina, agora eternizado por mais esta marca histórica e melhor: sobre nossa vítima favorita.
   Na comemoração exaltada, Ceni em uma explosão de euforia corre em direção à torcida girando a camisa e é cercado e derrubado pelos companheiros da equipe. Uma grande queima de fogos se inicia e o telão do estádio anuncia: Rogério Ceni 100 gols. É dia de festa para o torcedor são-paulino!
   Após receber com reverencia um cartão amarelo pela demora e por ter tirado a camisa, Rogério retorna ao gol para o mísero detalhe de jogar o resto da partida. O adversário ainda diminuiu o placar, o que passou despercebido diante da grandiosidade daquela tarde.
   Fim de jogo. São Paulo 2X1 Corinthians. O verdadeiro centenário. A queda de um tabu. A história sendo escrita ali, naquela partida de Campeonato Paulista, que já está eternizada em nossas memórias e em nossos corações.

Mais uma vez, parabéns Rogério Ceni! Parabéns Mito!
Por Ronie John