Sobre o blog:

O que é o blog?
Ressalto que este não é um blog informativo, atualizado, formal ou preocupado com qualquer coisa. Este blog é na verdade um apanhado de minhas memórias, mesclando jogos do São Paulo Futebol Clube com fatos de meu cotidiano. Sem pretensão alguma de ser nada além de um bloco de notas virtual em três cores, onde exercito o ato de escrever. Seja bem vindo em sua visita, volte sempre que quiser e sinta-se livre para comentar. Mas se por ventura se deparar com nomes de pessoas estranhas em meio aos textos, e situações aparentemente sem importância alguma, lembre-se: eis aqui simplesmente as memórias deste tricolor. Vamos São Paulo!
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domingo, 27 de março de 2011

São Paulo 2x1 Corinthians

Vinte e sete de março de 2011


Vinte e sete de março de 2011.
   Chego do trabalho por volta das 15:00h, tomo um bom banho, saio para buscar uma cervejinha e ao voltar me aconchego no sofá de casa da maneira mais confortável possível. Era tarde de clássico, mais que um clássico, era tarde de São Paulo x Corinthians. A situação era de um Tricolor, que muito acostumado a ter o Corinthians como freguês, não vencia o rival há quatro anos. Um incômodo jejum que precisava ser quebrado naquela tarde, o que por si já seria um bom motivo para ser um jogaço, mas havia ainda mais.
Rogério Ceni, Mito, o maior ídolo e lenda da história do São Paulo Futebol Clube, acabara de atingir a inacreditável marca de 99 gols na partida anterior contra o Paulista de Jundiaí, em uma das poucas ocasiões onde deixou sua marca no placar e o São Paulo saiu da partida com resultado negativo,3 a 2 para o time do interior paulista.
   O Tricolor precisava de uma vitória, e a oportunidade contra nossa vítima favorita poderia ficar marcado para sempre na história do futebol mundial, como: o dia em que um goleiro atingiu a sonora marca de 100 gols.
   O palco do jogo foi a Arena Barueri. O Tricolor tinha o mando mas estava realizando jogos fora do Morumbi devido ao aluguel do “Sacrossanto” para realização de shows internacionais. Em uma tarde quente e de muita expectativa para ambas as torcidas, os dois times entram em campo para a partida que TV início às 16:00h. Rogério Ceni como sempre muito rodeado de crianças e desta vez com um uniforme diferente, dourado com detalhes em vermelho e preto, destacando-se entre o time trajando o tradicional uniforme branco.
   Tudo pronto, autoriza o árbitro, rola a bola. Os dois times cautelosos mas começando com uma velocidade pouco acima do normal. O Corinthians arrisca, Miranda em uma roubada de bola na área, achou estar com a situação controlada e não vê Liedson bancar o ladrão e causar perigo contra a meta tricolor. O jogo se desenrola lá e cá, e quando o primeiro tempo parecia que chegaria ao final sem sair do zero, após uma jogada confusa no meio-campo, Dagoberto ajeita e acerta uma pancada à meia altura de fora da área, no canto direito de Julio Cesar, que não teve como alcançar o chute. O Tricolor vai pro intervalo na frente, 1 a 0. Torcida tricolor em festa, mas o segundo tempo prometia mais.
   Quendo a bola rola novamente, o jogo segue muito movimentado, com o Tricolor pressionando, quando em uma das primeiras investidas ao ataque, Fernandinho tenta jogada individual na intermediária esquerda e tentando passar por um zagueiro“recebe falta”. Um pouco distante, não tão propícia para as cobranças que costumam ser cobradas por Rogério Ceni, a torcida mais uma vez gritou seu nome, alguns segundos de suspense, talvez não fosse posição para ele, mas ele deixou as três traves e caminhou...
   Acredito que o tempo começou a passar em câmera lenta naquele instante.O homem com a camisa  dourada atravessava o campo, fisionomia fechada, o goleiro dos 99 gols, de tantas outras glórias. De 20 anos defendendo uma única camisa, que fez de seu clube a sua seleção e do Morumbi o seu templo.
Naquele instante, eu em meu sofá, mesmo sabendo que o posicionamento para a cobrança tinha um grau um pouco elevado de dificuldade para os tipos de falta que Rogério costumava converter com perfeição, sentia que estava prestes à presenciar um momento histórico para o futebol mundial, e por impulso,peguei meu celular e deixei filmando enquanto observava e torcia. 
   Vi Julio Cesar posicionar a barreira visivelmente nervoso, Ceni andava para a direita e para a esquerda, observando qual seria o melhor espaço para o trajeto da bola em direção ao gol. Ele conversa com Carlinhos Paraíba, jogador canhoto, que disse posteriormente que Rogério quase não bateu a falta por achar que a posição era muito mais propícia para um canhoto (o que não deixava de ser verdade), mas Carlinhos sabia que a ocasião e a oportunidade era aquela, e discordou do Mito, acenando que não, que o momento era dele.
   Ceni toma distância; olha fixo para o gol. Acredito que todo apaixonado por futebol, são-paulino ou não, que acompanhava a partida naquele momento, prendeu respiração naquele instante. Então o árbitro autoriza a cobrança, Rogério parte e chuta...
   A bola passa por cima da barreira com uma curva perfeita, os jogadores perfilados apenas acompanham com os olhos a trajetória da bola. Julio Cesar se estica todo e até chega à relar os dedos na bola, mas ela passa caprichosamente e estufa a rede no ângulo direito da meta corinthiana...
Rogério Ceni, o ídolo, o Mito, é também o maior goleiro artilheiro da história do futebol mundial e naquele instante atinge a inacreditável marca de 100 gols!
   Vibrei sozinho em casa, mas simultaneamente vibraram comigo tricolores de todo país e do mundo. De alegria! De orgulho de sermos torcedores de um time tri-campeão mundial, que tem Rogério Ceni , mais que um goleiro, uma lenda viva das três traves. Um símbolo de uma torcida e de uma nação são-paulina, agora eternizado por mais esta marca histórica e melhor: sobre nossa vítima favorita.
   Na comemoração exaltada, Ceni em uma explosão de euforia corre em direção à torcida girando a camisa e é cercado e derrubado pelos companheiros da equipe. Uma grande queima de fogos se inicia e o telão do estádio anuncia: Rogério Ceni 100 gols. É dia de festa para o torcedor são-paulino!
   Após receber com reverencia um cartão amarelo pela demora e por ter tirado a camisa, Rogério retorna ao gol para o mísero detalhe de jogar o resto da partida. O adversário ainda diminuiu o placar, o que passou despercebido diante da grandiosidade daquela tarde.
   Fim de jogo. São Paulo 2X1 Corinthians. O verdadeiro centenário. A queda de um tabu. A história sendo escrita ali, naquela partida de Campeonato Paulista, que já está eternizada em nossas memórias e em nossos corações.

Mais uma vez, parabéns Rogério Ceni! Parabéns Mito!
Por Ronie John

domingo, 27 de fevereiro de 2011

São Paulo 1x1 Palmeiras


Dilúvio no Morumbi em tarde inacabável

    Com ajuda da chuva e do juiz, Palmeiras consegue um empate diante do São Paulo no Morumbi. Após acredito eu mais de uma hora e meia de espera para o início do jogo devido à forte chuva que castigou o Morumbi, o choque-rei pode enfim ter início.
Campo pesado prejudicou o time leve do São Paulo, que saiu na frente e tomou empate no finalzinho.
   Mas o marcante deste jogo foi a inacreditável quantidade de água que caiu sobre o Estádio do Morumbi e que foi excepcionalmente bem drenada pelo sistema de drenagem do estádio. Mais uma curiosidade foi um rápido apagão no momento em que o Fernandinho sai pra comemorar o gol e os jogadores palmeirenses reclamando que o apagão não deixou o goleiro ver a bola entrar. Uma tarde no mínimo cômica com uma partida que levou quase quatro horas para ter o seu término.

SPFC 1x1 Palmeiras


Data: 27/02/2011(Domingo), Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo-SP, ás 16:00.Público: 26.238 torcedores.Renda: R$ 815.394,00.
Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro de SouzaAuxiliares: Márcio Luiz Augusto e Marco Antonio Gonzaga da Silva.
Assistentes Adicionais: Raphael Claus e Leandro Bizzio Marinho.Árbitro Reserva: Leonardo Ferreira Lima.
Cartões Amarelos: Miranda, aos 4, Danilo, aos 10, Dagoberto, aos 53, Marcos Assunção, aos 59 e Kléber, aos 89.
Cartão Vermelho: Alex Silva, aos 58.

São Paulo: Rogério Ceni, Rhodolfo, Alex Silva e Miranda; Jean, Casemiro, Carlinhos Paraíba, Lucas(Rivaldo) e Juan; Fernandinho(Xandão) e Dagoberto(Willian José). Técnico: Paulo César Carpegiani.Suplentes: Rivaldo, Marlos, Xandão, Willian José, Dênis, Zé Victor, Ilsinho.
Palmeiras: Deola, Cicinho, Danilo(Leandro Amaro), Thiago Heleno e Gabriel Silva; Márcio Araújo, Marcos Assunção(João Vítor), Tinga e Valdívia; Luan(Adriano) e Kléber. Técnico: Luís Felipe Scolari.
Gols: Fernandinho, aos 25 e Adriano, aos 84.