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Ressalto que este não é um blog informativo, atualizado, formal ou preocupado com qualquer coisa. Este blog é na verdade um apanhado de minhas memórias, mesclando jogos do São Paulo Futebol Clube com fatos de meu cotidiano. Sem pretensão alguma de ser nada além de um bloco de notas virtual em três cores, onde exercito o ato de escrever. Seja bem vindo em sua visita, volte sempre que quiser e sinta-se livre para comentar. Mas se por ventura se deparar com nomes de pessoas estranhas em meio aos textos, e situações aparentemente sem importância alguma, lembre-se: eis aqui simplesmente as memórias deste tricolor. Vamos São Paulo!
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quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Balanço 2015

    Muricy Ramalho já indicava problemas de saúde em 2014. Acabou se ausentando durante alguns jogos e acabou por anunciar sua retirada do futebol por um período indeterminado em meio ao Paulistão e à fase de grupos da Libertadores.  Milton Cruz seguiu comandando o time.
    Com um elenco mais fraco que no ano anterior, tivemos poucos reforços para o início da temporada (talvez os mais relevantes foram Dória para a zaga e Centúrion para o ataque). No Paulista, não vencemos nenhum clássico na primeira fase e encerramos em terceiro a primeira parte da competição.  Nas quartas, enfrentamos em casa o Red Bull e vencemos por 3 a 0, com direito a gol de Rogério Ceni de falta. Na semi, mais uma vez (a quarta nos últimos anos) fomos eliminado pelo time da Vila (que acabou campeão sobre o Palmeiras), desta vez por 2 a 1.
     Na Libertadores, caímos no que foi chamado como "Grupo da Morte" da competição, que continha além de nós, o atual campeão da competição San Lorenzo (Arg), Danúbio (Uru) e o SCCP. Estreamos com derrota para o SCCP fora por 2 a 0. Em seguida goleamos o Danubio em casa por 4 a 0 e vencemos o San Lorenzo por 1 a 0. Fora de casa, perdemos para o clube argentino por 1 a 0 e vencemos, de virada, no sufoco, o clube uruguaio por 2 a 1. A classificação dependia apenas de nós contra o SCCP, no Morumbi, onde amargávamos um jejum de sete anos sem vencer o rival. Com a casa cheia e o time vibrante, a vitória veio. Com gols de Luis Fabiano e Michel Bastos, vencemos por dois a zero, e nos classificamos para enfrentar o Cruzeiro nas oitavas.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Balanço 2014

    Após um ano terrível, em que quase fomos rebaixados, 2014 necessitava urgente trazer mudanças ao clube. Uma limpa foi feita no elenco, Carlos Miguel Aidar assumiu no lugar de Juvenal no meio do caminho e trouxemos bons reforços como Kaká, Alan Kardec e Michel Bastos.
    No Campeonato Paulista, fomos eliminados nos pênaltis após um empate por zero a zero com a Penapolense , nas quartas de final. O indício é de que teríamos mais um ano daqueles. Na Copa do Brasil, passamos pelo CSA e CRB de Alagoas, não com muita facilidade, e mesmo tendo vencido o primeiro jogo por dois a um fora, perdemos por 3 a 2 no Morumbi para o inexpressivo Bragantino, e demos adeus ao campeonato.
    Foi no Campeonato Brasileiro que tivemos nossos melhores momentos, e esperanças na temporada. O Cruzeiro, que acabou por se tornar bi-campeão, esteve por quase toda a temporada disparado em pontos na frente dos segundos colocados que intercalaram. Mas em um determinado momento, em um grande jogo no Morumbi lotado, vencemos a raposa por 2 a 0, com o time jogando muito. Álvaro Pereira, lateral esquerdo,uruguaio, que caiu nas graças do torcedor por sua raça, doou seu sangue na partida; Kaká, Ganso, Alan Kardec e Pato formando o que estavam chamando de "Quadrado Mágico" do SPFC. Até mesmo Edson Silva saiu aclamado da partida e Rogério Ceni fez duas grandes defesa que garantiram a vitória, reduziram a diferença para sete pontos e geraram, por alguns dias, que ainda dava pra chegar. Acabou não acontecendo, mas foi um período nos últimos cinco anos ao menos, onde se viu o melhor futebol jogado no SPFC. Acabamos vice, com um time que deixou a torcida, ao menos, muito agradecida.
     Na Sulamericana fomos eliminados nos pênaltis pelo Atlético Nacional da Colômbia em pleno Morumbi, após termos deixado Emelec, Huachipato e Criciúma pelo caminho. Rogério Ceni renovou até o término da Libertadores do ano seguinte e Muricy seguiu no comando do time. Kaká se despediu e foi para o Orlando City, e pouco depois, Alvaro Pereira também nos deixou rumo ao Estudiantes da Argentina.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Balanço 2013

Um ano que demorou até mesmo para dar vontade de resenhá-lo. Não sou tão velho pra ter visto muita coisa, mas não duvido de quem diz ter sido o pior ano de nossa história. 
    Talvez não o pior elenco em individualidade, acho temos elenco melhor que 2010 e 2011, mas o futebol foi de doer. Eliminados no paulista pelo SCCP na semifinal, fizemos um primeiro turno horroroso na Libertadores, nos classificando no ultimo instante com uma vitoria em casa sobre o Atletico-MG, que parecia anunciar mudanças de postura, uma virada, ou coisa do tipo. Passamos de fase também graças à soma de resultados das outras duas equipes do grupo. Como piores segundos-colocados, enfrentamos o Atletico novamente e perdemos as duas, sendo o primeiro jogo sido marcado pela atuação catastrófica de Lucio, expulso, que muito retratou sua breve passagem pelo tricolor. Na volta, um 4 a 1 vexaminoso no Horto, e fomos eliminados pela equipe que seria a campeã do ano.     No Brasileiro amargamos uma sequncia de 18 jogos sem vencer. Um longo periodo na zona de rebaixamento que passou por Ney Franco, Paulo Autuori (que estreou perdendo a Recopa, novamento pro SCCP, e depois comandou o time na inoportuna tour europeia, onde ficamos em ultimo na Audi Cup, perdendo para Beyern e Milan, vencemos a Eusébio Cup e perdemos a Suruga, para o Kashima A.). Em meio à tempestade, Muricy é chamado para salvar o time da maior vergonha que poderiamos passar. Estreou com três vitorias seguidas, e com algumas rodadas de antecedência nos livrou de todo o mal. Campeonato que acabou com o Cruzeiro campeão e com uma vexaminosa reviravolta nos tribunais que rebaixou a Portuguesa e livrou o Fluminense da série B. O Vasco também tentou dar seus pulos, mas sem sucesso. Fomos ainda eliminados pela Ponte Preta nas semifinais da Sulamericana. Não foi um ano fácil. Todo são-paulino sem duvidas ficou feliz com a virada de ano. Mas com pouca expectativa com um ano que começou com poucos indicios de contratações. Ano em que Juvenal deixará a presidência.

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Antônio Carlos, Rodrigo Caio e Edson Silva; Douglas, Denilson (Wellington), Paulo Henrique Ganso (Jadson) e Reinaldo; Osvaldo (Ademílson), Aloísio e Luis Fabiano.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Balanço 2012

2012 começou com más notícias para o torcedor são-paulino. Rogério Ceni passa por uma cirurgia no ombro direito e fica longe dos gramados durante todo o primeiro semestre. Denis ficou incumbido da missão de assumir seu lugar, e no geral até que se saiu bem.
No paulista fomos eliminados pela terceira vez consecutiva pelo Santos, em casa, com o Morumbi cheio. Mais um sapo que a torcida teve que engolir nesta sequência de anos de insucessos.
Na Copa do Brasil, o clube viveu sem dúvida o pior momento do clube em 2012 eliminados pelo Coritiba após ter vencido o jogo de ida em casa. Leão que já balançava no cargo com sua campanha oscilante, deu adeus ao clube em uma partida cheia de protestos e narizes de palhaço por parte da torcida na derrota por 1 a 0 para a Lusa no Canindé. O time que então já somava três anos e meio de fila, viu a pressão aumentar com os títulos da Libertadores do Corinthians e da Copa do Brasil pelo Palmeiras. Com o Santos Campeão Paulista, o Tricolor era o único clube do estado sem título no ano, o que gerou um grande desconforto sobre a diretoria e os jogadores.
Chega então Ney Franco, técnico vitorioso com a seleção brasileira sub-20 que apesar de uma má sequência inicial, consegue colocar o time nos eixos e o fazendo mostrar um futebol mais convincente e vibrante. Chega então para a zaga Rafael Tolói, contratado junto ao Goiás, que fez uma boa campanha no ano com direito a alguns belos gols com os pés.
No início do segundo semestre, Rogério Ceni retorna com o Morumbi lotado, onde derrotamos o Flamengo por 4 a 1. Seu retorno nitidamente colaborou com uma nova postura da equipe que mostrava evolução sob o novo comando.
O Campeonato Brasileiro de 2012 foi de recuperação para o elenco Tricolor. Aos poucos, Ney Franco foi implementando sua filosofia de jogo e recondicionando os jogadores. O São Paulo teve altos e baixos como as derrotas diante do Vasco (Morumbi) e o lanterna Atlético Goianiense, e vitórias maiúsculas como a goleada em cima do Flamengo (4×1) no Morumbi e a virada a la Usain Bolt Tricolor em cima do Corinthians com casa cheia no Pacaembu. A equipe cresceu de produção mas foi com a volta de Wellington que ela definitivamente mostrou uma postura técnica e tática diferenciada. O Jogador se encaixou perfeitamente no sistema defensivo da equipe, permitindo que Paulo Miranda crescesse como lateral (quem diria) e soltando Lucas para o estrelato. O campeonato nacional terminou com belas apresentações em cima do Palmeiras no Morumbi (ajudando a rebaixar o rival) e a histórica e eterna “Tarde do Olé” dos reservas em cima da equipe titular corinthiana no Pacaembu. A vaga da Libertadores estava sacramentada.
Nunca uma competição foi tão importante para salvar o ano do São Paulo. Anteriormente tratada com desdém, a Sul-Americana nesse ano trazia a inédita vaga para a Libertadores. O São Paulo a tratou com prioridade como nunca tinha feito. A escalada rumo ao título começou na Bahia, com direito a gol de falta do Mito na primera cobrança de falta após mais de um semestre parado, passou pela longíngua Loja (Equador), visitou o Chile por duas vezes e terminou na apoteótica apresentação no Morumbi. O Tricolor precisou apenas de meio tempo para consolidar o resultado. O resto é tango argentino. O campeonato definitivamente consagrou Lucas como ídolo definitivo dos são-paulinos. O Camisa sete, que mesmo vendido ao futebol francês não tirou o pé de nenhuma dividida, teve a honra de levantar a taça. Honra essa dada pelo maior levantador de canecos do futebol brasileiro moderno: Rogério Ceni.
A contratação de PH Ganso, novela que se estendeu durante meses durante o Campeonato Brasileiro, teve final feliz para o jogador, o torcedor e o clube Tricolor. A contratação fez a torcida esquecer um pouco o episódio “Oscar” e coloca uma boa perspectiva para o ano que vem. Ganso teve atuação de gala nos 90 minutos em que atuou ao lado dos reservas na “Tarde do Olé” em cima dos corinthianos.
O ano terminou com uma boa perspectiva para a defesa do Maior do Mundo: O São Paulo contratou Lúcio, zagueiro do penta em 2002. Uma peça que combina perfeitamente com o perfil guerreiro que o torcedor tanto gosta. O São Paulo ainda anunciou contrato com Breno, que está na Alemanha. O clube espera assim dar solidariedade e perspectiva ao jogador, que pode pintar no clube no ano que vêm.

2012 (campeão sul-americana) Rogério Ceni; Paulo Miranda, Rafael Toloi, Rhodolfo e Cortez; Wellington, Denilson e Jadson; Lucas, Osvaldo e Willian José. Técnico: Ney Franco.

sábado, 31 de dezembro de 2011

Balanço 2011

    2011 tem início com um elenco muito semelhante ao que não conquistou nada em 2010, com destaques apenas para as contratações do pentacampeão Rivaldo, e Luis Fabiano – que retornou ao clube recebido por 45 mil torcedores em uma grande festa no Estádio do Morumbi. Teríamos um anos difícil. Após sete anos disputando consecutivamente a Taça libertadores, teríamos que nos contentar em disputar a Copa do Brasil, buscando a conquista do título inédito, que consequentemente nos colocaria de volta à Libertadores.
No Campeonato Paulista, Rogério Ceni acabara de atingir a inacreditável marca de 99 gols em um jogo contra contra o Paulista de Jundiaí, onde o São Paulo saiu da partida com resultado negativo,3 a 2 para o time do interior paulista.  Não somente fosse pela marca histórica eminente, o Tricolor teria como próximo adversário o Corinthians, ao qual não vencia desde 11 de fevereiro de 2007 (3x1 no Morumbi), um jejum de quatro anos, entalado na garganta do torcedor são-paulino, que anterior a isto, era acostumado a ter o rival como freguês.
    Vinte e sete de março de 2011. O palco do jogo foi a Arena Barueri. O Tricolor tinha o mando, mas estava realizando jogos fora do Morumbi devido ao aluguel do estádio para realização de shows internacionais. O jogo tem o primeiro tempo encerrado em 1x0 para nós. Na segunda etapa, uma falta na meia esquerda, um pouco mais distante da distância a qual ele estava abituado, Rogério Ceni coloca a bola no ângulo esquerdo como se o tivesse feito com as mãos, consagrando ainda mais seu nome na história deste clube e do futebol mundial. Cem vezes Rogério Ceni! A torcida carente de conquistas nos últimos dois anos antecedentes comemorou como um título a marca, ainda mais sobre o Corinthians. Passado a festa, acabamos eliminados pelo Santos pelo segundo ano consecutivo na semifinal.
    O então técnico Paulo César Carpegiani começou o Campeonato Brasileiro já sob pressão, e o time começou bem, vencendo as cinco primeiras partidas, mas a instabilidade e a quedo do time para o Avaí nas quartas-de-final da Copa do Brasil, fizeram com que o técnico dissesse adeus ao grupo, dando lugar a Adilson Batista, que também não conseguiu bons resultados e em pouco menos de quatro meses, cedeu então a vez à volta de Emerson Leão. O time, embora um pouco melhor, terminou o Campeonato na sexta colocação, ficando mais uma vez fora da Taça Libertadores do ano seguinte, já que havia sido também eliminado pelo Libertad na sulamericana.

Elenco:
2011 Rogério Ceni; Ivan Piris, Rhodolfo, João Filipe e Juan; Denilson (Casemiro) e Wellington, Cícero (Marlos) e Lucas (Rivaldo); Dagoberto (Fernandinho) e Luis Fabiano.