Sobre o blog:

O que é o blog?
Ressalto que este não é um blog informativo, atualizado, formal ou preocupado com qualquer coisa. Este blog é na verdade um apanhado de minhas memórias, mesclando jogos do São Paulo Futebol Clube com fatos de meu cotidiano. Sem pretensão alguma de ser nada além de um bloco de notas virtual em três cores, onde exercito o ato de escrever. Seja bem vindo em sua visita, volte sempre que quiser e sinta-se livre para comentar. Mas se por ventura se deparar com nomes de pessoas estranhas em meio aos textos, e situações aparentemente sem importância alguma, lembre-se: eis aqui simplesmente as memórias deste tricolor. Vamos São Paulo!
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sábado, 29 de julho de 2017

Botafogo 3x4 SPFC

17ª Rodada

Em tarde épica, São Paulo vence Botafogo no Rio.

    Uma tarde de sábado em que eu precisava espairecer. Perdemos o Anderson há poucos dias, estive na véspera de acompanhante com o avô da Amanda no hospital, a preocupação com todas as aulas que voltariam na semana a se iniciar, enfim, foi com a mente precisando de paz que saí para pedalar nesta fatídica tarde de sábado. Some a tudo o que citei o fato de estar sem internet há dias e estar ouvindo o terceiro jogo consecutivo nosso pelo rádio. 
    Escutei o primeiro tempo em casa. Um pouco assistindo um programa de surf sem áudio no OFF, um pouco estendendo as roupas no varal. O fato é que do primeiro gol tomado para a virada do Botafogo não demorou nada. Me arrumei para pedalar e antes dei uma passada na locadora entregar um filme e pegar outro (sim, isso ainda existe). 
   2 a 1. Esse era o placar quando descia a Paes de Linhares já sem a ciclovia (recém removida). Wellington Nem entra, faço uma careta. Mas é dele que surge o pênalti que poderia empatar o jogo. Cueva bate mal e poucos minutos depois, quando e passava ao lado do Macro, o terceiro do Botafogo. Meu impulso foi quase o de desligar o jogo e ouvir qualquer coisa. Talvez o Sonic Highways do Foo Fighters que estava na lista. Uma irritação e o pensamento de "não acredito que saio pedalar e me estresso ainda mais". O Botafogo parecia eu faria o quarto logo. os comentaristas imbecís da 105FM refutando qualquer possibilidade de empate que fosse. 38 minutos do segundo tempo, 3 a 1 adverso quando Marcos Guilherme, estreante vindo do CAP diminui. Dois minutos depois eu cruzava o semáforo do Corpo de Bombeiros na ciclovia da Marginal quando Hernanes, também estreante empata. Grito e assusto alguns moradores de rua que estavam por ali. Inacreditável um empate a uma altura daquelas. Agora era segurar.
Ou tentaríamos o impossível? 46 minutos o impossível veio. Eu passava em um trecho onde a ciclovia se eleva, pouco antes do Terminal São Paulo. Marcos Guilherme mais uma vez!!! Gol do SÃO PAULO!!!! Vibro como um lunático!!!! Gesticulo como um louco. Épico. Jogo que honrou a hitória do São Paulo Futebol Clube, e que ainda por cima nos tirou da zona de rebaixamento, onde amargamos algumas rodadas. Inesquecível. Ao apito final vibrei ainda mais. Valeu a pena continuar acreditando. Farei isso enquanto eu respirar.


BOTAFOGO 3 X 4 SÃO PAULO
Local: Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ) 
Data: 29 de julho de 2017, sábado
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: André Luiz de Freitas Castro (GO)
Assistentes: Bruno Raphael Pires e Leone Carvalho Rocha (ambos de GO)
Público: 17.139 torcedores
Renda: R$ 528.120,00
Cartão amarelo: SÃO PAULO: Petros
GOLS: BOTAFOGO: Marcos Vinícius, aos 18 e aos 25 minutos do 1T. Guilherme, aos 23 minutos do 2T. SÃO PAULO: Cueva, aos 17 minutos do 1T. Marcos Guilherme, aos 38 e aos 46, e Hernanes, aos 40 minutos do 2T.
BOTAFOGO: Gatito Fernandez, Luís Ricardo, Joel Carli, Igor Rabello e Victor Luís (Victor Lindenberg); Rodrigo Lindoso, Matheus Fernandes, Marcos Vinícius (Guilherme) e João Paulo; Rodrigo Pimpão e Roger (Brenner) Técnico: Jair Ventura
SÃO PAULO: Renan Ribeiro; Bruno, Arboleda, Rodrigo Caio e Edimar; Jucilei e Petros (Marcos Guilherme); Marcinho (Wellington Nem), Hernanes e Cueva; Lucas Pratto (Gilberto) Técnico: Dorival Júnior

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

SPFC (92/93) 3x5 SPFC (2005)

#PraSempreMito

    Se contar com este jogo, tive a felicidade de ver Rogério Ceni atuar por 27 vezes. Balançar as redes em 3 ocasiões oficiais e uma vez na despedida. Vi muito mais defesas incríveis que jogos, pois foram muitas nessas ocasiões.
Vi Rogério como um técnico orientar o time no meio campo. Vi Rogério por diversas vezes cobrar lateral no calor do jogo. Vi Rogério dar carrinho e dividir com atacantes. Eu vi. E sou grato por isso. Por tudo o que vi no estádio e por todas as outras ocasiões em que estive vibrando por seus gols, títulos e defesas. Por ter mordido a língua quanto a não querê-lo no lugar do Zetti, meu primeiro ídolo. Mais uma vez, sou grato eterno capitão. Muito, mas muito obrigado!

   O dia:

    Demorou uma barbaridade para chegar. Principalmente faltando cerca de dois dias, a ansiedade estava enorme. Chegava à sonhar com a partida. E ela chegou e deixou marcas. Foi tudo lindo, nostálgico, histórico e inesquecível. 
    Nos encontramos na praça do CIC às 16:30. O que seria uma van, se tornou um ônibus. E o que era pra ser um ônibus nosso com alguns membros de uma organizada aqui de Sorocaba, acabou sendo nós, indo no ônibus deles. Por fim foi tudo bacana. Uma festa e cantoria daqui até o Morumbi. Onde o ônibus passou acabou chamando a atenção no trajeto. Em uma pausa na Castelo Branco, estendemos uma bandeira gigantesca que eles trouxeram em homenagem ao Mito na beira da pista, e os carros que passavam até mesmo do outro lado da rodovia fizeram buzinaço.

    Chegamos no estádio por volta das 19:20. A movimentação era imensa. Parecia jogo de Libertadores. E uma coisa era mais do que certa: todos com quem conversei, tinham total clareza do momento histórico que estávamos vivendo.


   O jogo:

    O estádio foi preparado de uma maneira magnífica. Recebemos bandeirinhas, foi liberada a venda de cerveja alcoólica e na compra ganhamos copos comemorativos e no primeiro contato com o gramado do alto do primeiro acesso da arquibancada azul, já se via que seria algo grande. 

    As três taças de mundial estavam posicionadas uma ao lado da outra no gramado próximo à arquibancada vermelha, para que mais tarde fossem erguidas pelos respectivos capitães campeões mundiais. 

    Às 20h, uma banda de abertura tocou alguns clássicos do rock escolhidos pelo Mito, enquanto os bandeirões começavam a ser agitados na arquibancada laranja, junto aos sinalizadores, deu um efeito incrível. Meia hora depois, as luzes se apagaram e os dois times foram apresentados. Um a um, cada jogador foi saudado pela torcida enquanto teve seu nome anunciado nos falantes do estádio. Alguns deles como Raí, Cafú, Zetti, Muller, Muricy, Mineiro, Aloísio e Lugano, quase causaram um colapso nas estruturas do estádio. Foi então que anunciado após a leitura de uma extensa lista de recordes e títulos, Rogério Ceni surge pela última vez como jogador nos gramados do Morumbi. Fogos, gritos, sinalizadores, fumaça, um momento inacreditável para de se estar ali.  

    Antes da bola rolar, Raí, Ronaldão e o Mito levantaram as taças de seus respectivos mundiais para o delírio dos presentes, e quando ela realmente rolou, era difícil o cérebro assimilar o que os olhos viam. 
    Meus olhos varriam o gramado. Começava por Rogério Ceni e passava pela linha de zaga Fabão, Lugano e Edcarlos. Ali estavam Mineiro e Josué acompanhando Raí que vinha de encontro. Cafú veloz durante todo o jogo tabelando com Juninho, que embora não tão fininho assim, correu o tempo todo e propiciou grandes jogadas. No "gol do portão", onde fez as históricas defesas na final da Libertadores 1992, lá estava Zetti novamente, com suas meias sobre a calça. Era realmente um momento de realização de sonhos para mim e muita gente ali. 
    É claro que o time de 2005, com alguns jogadores ainda em atividade, sobrou em disposição e preparo. Abriu dois gols muito cedo, etc. Mas o toque de bola do time 92/93, por diversas vezes foi de encher os olhos. 
    Pênalti para o esquadrão de Telê e a torcida clamou por Zetti que atravessou o campo e fez. Que sena. Era a noite de realizar todos os desejos dos torcedores. Rogério Ceni neste instante já havia pendurado as luvas e jogava como meia em seu time. Após muitas tentativas e simulações, quase no apagar das luzes na segunda etapa, o mesmo juiz que apitou a final do Mundial de 2005, assinalou pênalti para que o Mito realizasse a sua ultima cobrança e assinalasse guardasse.

    A bola rolou mais um pouco, até que nos falantes do estádio iniciou-se uma contagem regressiva de dez segundos. Rogério se agachou com as mãos no joelho, como lamentando a chegada do inadiável. Depois disso foram fogos, abraços e gritos da torcida.
    No centro de campo, o Mito fez seu discurso, agradeceu a todos, aposentou a camisa 01 e pediu para que quando morrer, suas cinzas sejam jogadas das arquibancadas do estádio. Foi emocionante. Fez então sua última volta olímpica e desceu o túnel pela última vez em sua carreira. 
    Agora, o que resta, são registros como os das páginas deste blog. Dos livros de história, dos documentários. O que resta é saudade e gratidão!
11-12-2015

SÃO PAULO F. C.(1992/1993) 3 X 5 SÃO PAULO F. C. (2005)
Amistoso - Jogo Despedida do Mito Rogério Ceni
Local: Estádio Cicero Pompeu de Toledo (Morumbi) - São Paulo/SP
11/12/2015 Sexta Feira 20:00 Hs
SPFC 2005: Rogério Ceni (Bosco, Flávio Kretzer); Fabão (Edcarlos), Lugano (Thiago Ribeiro) e Edcarlos (Rogério Ceni); Souza (Flávio Donizete), Mineiro (Renan), Josué e Junior; Thiago Ribeiro (Richarlyson), Aloísio (Alex Bruno) e Amoroso
Técnico: Paulo Autuori e Milton Cruz
 SPFC 1992/1993: Zetti (Marcos); Vitor, Adilson (Válber, Luis Carlos Goiano), Ronaldão (Gilmar) e André Luiz (Ronaldo Luís); Dinho, Toninho Cerezo (Pintado), Cafu, Juninho (Valdeir) e Raí (Jura); Müller (Guilherme, Doriva)
Técnico: Renê Santana e Muricy Ramalho
Gols: Amoroso, Aloísio,Cafu,Josué,Zetti (pênalti),Thiago Ribeiro e Rogério Ceni (pênalti)
Árbitro: Benito Armando Archundía Tellez
Árbitro Assistente 1: Arturo Velasquez
Público: 67.052

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

SPFC x E.C. São Bento (Sorocaba 1964)

    Uma curiosidade que surgiu na ultima conversa que tive com meu avô no hospital antese dele falecer, após ver em sua companhia a semifinal do paulisa deste ano¹, ele me disse ter vesto o São Paulo jogar apenas uma vez. Que foi aqui em Sorocaba, em um jogo 0 a 0. Se lembrava que havia sido em uma quarta feira, no antigo Humberto Reale, de arquibancadas desconfortáveis de madeira, disse que foi na época de Poy e Canhoteiro. Mas confuso sob medicamentos, não soube dar mais detalhes.
    Cheguei em casa curioso, louco para descobrir data, escalação, e qualquer outra informação sobre a partida.
A primeira coisa que constatei, foi que as datas de confronto entre as equipes, não batiam com a passagem dos jogadores citados. Havia um confronto em 1963 e outro em 1964 com as características citadas. 
    Por um momento deixei de lado a curiosidade, mas certo tempo depois quando adquiri contato com a pessoa simpática de Vicente H. Baroffaldi² via email, quando encomendava seu grande registro em forma de livro "São Paulo Internacional" que conta a saga tricolor em confrontos internacionais, que recebi gentilmente a escalação do São Paulo que jogou contra o São Bento em 29 de julho de 1964:

São Paulo: Suli; Deleu, Bellini e Riberto; Leal e Jurandir; Faustino, Marco Antônio, Zé Roberto, Bazzaninho e Valdir.



Ataque do SPF com Faustino, Marco Antonio, Prado, Bazaninho e Valdir. 
(Prado é pai do Flávio Prado e avô do Bruno Prado, jornalistas esportivos) 


Foto do São Bento no estádio Humberto Reale na década de 60.

Hoje, muitos anos após a inauguração do Estádio Walter Ribeiro (CIC), o qual virou o principal palco do futebol sorocabano, o saudoso Humberto Reale foi reduzido a nada. Onde se situava, hoje, um terreno baldio cercado, sob vizitas e promessas de nossos governantes locais de uma reestruturação do estádio, parte da memória esportiva do interior paulista.
Alguns dados sobre o antigo estádio:

Denominação oficial: Estádio Humberto Reale
Apelido: Velho Alçapão - Ninho do Azulão
Endereço: Rua Coronel Nogueira Padilha - Sorocaba - SP
Construção: 1934
Inauguração: 25/02/1934
Jogo inaugural: EC São Bento 2 x 2 SS Palestra Itália
Público recorde: 12.143 (04/10/1978) - EC São Bento 0 x 0 AA Ponte Preta
Remodelado: 1962
Expandido: 1962
Fechado: 1979 a 1986
Demolido: 1986
Em fase de reconstrução: 2012
Proprietário: Esporte Clube São Bento

¹Sobre meu ultimo contato com meu avô e a conversa pós jogo ver em: http://memoriasdeumtricolor.blogspot.com.br/2012/04/spfc-1x3-santos.html 
² Um pouco sobre Vicente H Baroffaldi em:

Fotos e alguns dados extraídos de:

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Raí escreve sobre o título da Libertadores de 1992.

Raí escreveu um depoimento exclusivo para o Globoesporte.com, contando como foi o dia da conquista da primeira Libertadores da América.
Por Raí:
“Dezessete de junho de 1992. Acordo, como sempre em dia de jogos, por volta das 11h. Desta vez, por motivos óbvios, fui dormir mais tarde que o normal. Imagens de uma noite que poderia entrar para história se antecipavam em minha mente.
Tínhamos um grupo amadurecido por derrotas passadas, fortalecido por ensaios incansáveis e determinado como todo grande vencedor. Contra o Newell’s Old Boys, esperávamos um jogo duro, duríssimo, depois da derrota de 1 a 0 no jogo de ida, mas algo nos dizia que este era o nosso dia. A segurança vinha de uma relação construída por anos. Nada que se consiga em semanas.
Depois de despertar de uma preguiça tranquilizadora, na certeza que toda energia possível havia sido reabastecida, vou ao banho despertador. O aquecimento de um grande espetáculo começava ali. Em meu ritual de guerra, começo com água morna e, pouco a pouco, vou esfriando a água, até chegar a sensação de um choque térmico.
Naquele momento vem o aviso, do consciente para os músculos, que naquele dia algo raro vai se passar. Que as primeiras contrações não venham apenas para se movimentar, mas principalmente para se superar. Olho no espelho, e me aprofundo em concentrar que tudo que vem a partir dali é rumo à final, rumo a um final.
Saio do quarto e cruzo companheiros que reforçam meu pensar, e que se fortalecem com minha introspectiva cumplicidade. A expressão que ecoa no ar é… “É Hoje!!!”
No almoço, não se alimenta, se armazena! Nada além do que possa ser demasiado. Assuntos vagam, sobre o jogo, a vida e amenidades, mas a atenção/tensão já tem destino. Palavras vêm e vão, mas tudo resta superficial, nada pode abalar ou desviar o/do alvo.
Lembro de um dirigente me contar que o São Paulo havia perdido sua única chance (1974), até então, de ser campeão da Libertadores, principalmente porque um jogador tinha perdido um pênalti.
A decisão é à noite, o dia é longo, os minutos compridos, vem uma mistura contraditória de “que venha logo” com “quero mais para estar melhor”.
Na preleção, o Mestre nos relembra alguns detalhes do adversário, mas sobretudo do nosso arsenal de possibilidades. Mas na certeza que tudo já tinha sido devidamente trabalhado, nos conforta com histórias de sua vida profissional e curiosidades da profissão. Em uma mistura de tesão/motivação, com maturidade de momentos decisivos vividos.
No caminho ao estádio, a magia do rugido da massa. O tricolor se transforma em sangue, o símbolo em brasão, e a energia da torcida parece nos carregar. O frisson do ambiente criado pelos aficionados causa uma espécie de ebulição.
O vestiário é nosso templo, ali se via olhos em brasa, sonhos em gestos, companheirismo em saudações. Momentos antes de entrar em campo, mensagens dos líderes e gritos de guerra dão o toque final.
A dificuldade da partida se prolonga mais que o programado, o tão sonhado gol libertador não chega no período esperado. O jogo entra no último quarto de hora, indefinido. É chegada a hora de puro coração, do inesperado, do forçado, de assumir todos os riscos, mais nada a perder. Nessa hora é que se viu o quanto a equipe era madura. Tentamos o tudo, sem nos expor ao nada.
E no desespero dos argentinos com tanta obstinação , nosso talismã, Macedo, é puxado dentro da área. Pênalti. A massa, de quase 110 mil pessoas, vai à loucura. Todos os companheiros comemoram. O único a não comemorar sou eu. O batedor.
Naquele momento em que peguei a bola, depois de alguns incentivos amigos, o mundo se fechou. Ali era eu, ele, o goleiro, e o destino de um clube, de uma geração.
Com uma trilha sonora ensurdecedora, me preparo. Quando dou alguns passos para trás, percebo que o barulho da euforia se transforma em um quase silêncio da expectativa. Corro para a bola, na certeza de ter feito tudo para estar pronto para aquele momento. E com toda confiança de meus companheiros, marco. GOL…
Nem comemoro. Vou em direção à bola, brigo como um leão faminto para recolocá-la em jogo. Sabia que havia um grupo vencedor, pronto para ser campeão da América, que era uma questão de tempo. Não tivemos tempo suficiente para matar ali, precisávamos da disputa nos pênaltis.
Quando os cinco batedores foram escolhidos, o Telê perguntou quem seria o primeiro. Sem titubear, respondi que seria eu. Ele ainda insistiu: “Mas você acabou de cobrar um”. E respondi: “Pode deixar”.
Depois foi uma questão de saber quantas cobranças o Zetti pegaria. O homem que nos garantiu tantas vezes iria nos levar ao título.
Depois da vitória sacramentada, a invasão se transformou em um dos momentos mais marcantes do futebol brasileiro! Uma grande comunhão entre nós e aqueles que tiveram papel decisivo.
Mais que uma grande comemoração, acontecia uma premonição, que ali era apenas o começo de muitas glórias internacionais.”

terça-feira, 19 de junho de 2012

Leitura: São Paulo FC - O Supercampeão


    Esperava ansioso o final deste semestre para começar a ler "São Paulo FC - O Supercampeão",de Orlando Duarte e Mario Vilela.
    Comecei a ler hoje a tarde, e já deu pra notar o quanto este rico será rico em conteúdos detalhistas, e o quanto tem uma linguagem simples e agradável, como alguém postando informalmente em um blog, ou contando histórias a um amigo.
    Ainda estou na parte da chegada do futebol ao brasil através do filho de escoceses Charles Muller ( que trouxe o esporte ao país após ficar dez anos estudando em escola´pública inglesa), e sobre a época do futebol amador. As divisões das agremiações entre LPF (Liga Paulista de Foot-Ball) com o Germania, Internacional, Corinthians, Palestra Italia, Ipiranga, São Bento (capital), Americano, Spac de Charles Miller, e a A.A das Palmeiras, Mackenze e Paulistano, que posteriormente se uniram para formar a Apea - Associação Paulista de Esportes Athléticos.
    A primeira parte fala também sobre Friedenreich (1892-1969), citado como o maior jogador brasileiro do amadorismo, tendo segundo pesquisadores, uma média de gols maior que a de Pelé. 
Está sendo uma leitura muito prazeirosa e enriquecedora. Conforme eu for lendo, pretendo postar um pouco sobre o que li. Será uma boa maneira de fixar melhor a leitura e os novos conhecimentos.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Heróis de 92.

Da esquerda pra direita: Pintado (5), Ronaldão(4), Nelsinho (6) , Zetti (1), Cafu (2), Rai (10), Marcos (reserva de Zetti), Ivan (15) e Mona.

Durante a partida, os jogadores entraram em campo com o nome dos campeões estampado nas camisas. Sendo a relação abaixo relativa ao jogador homenageado por cada titular:
22 - Denis (Zetti); 23 - Douglas (Cafu), 13 - Paulo Miranda (Ronaldão), 4 - Rhodolfo (Antônio Carlos) e 6 - Cortez (Ivan); 8 - Fabricio (Suélio), 28 - Casemiro (Pintado), 16 Cícero - (Elivélton) e 10 - Jadson (Raí); 7 - Lucas (Müller) e 9 - Luís Fabiano (Palhinha).