Em tarde épica, São Paulo vence Botafogo no Rio.
Uma tarde de sábado em que eu precisava espairecer. Perdemos o Anderson há poucos dias, estive na véspera de acompanhante com o avô da Amanda no hospital, a preocupação com todas as aulas que voltariam na semana a se iniciar, enfim, foi com a mente precisando de paz que saí para pedalar nesta fatídica tarde de sábado. Some a tudo o que citei o fato de estar sem internet há dias e estar ouvindo o terceiro jogo consecutivo nosso pelo rádio.
Escutei o primeiro tempo em casa. Um pouco assistindo um programa de surf sem áudio no OFF, um pouco estendendo as roupas no varal. O fato é que do primeiro gol tomado para a virada do Botafogo não demorou nada. Me arrumei para pedalar e antes dei uma passada na locadora entregar um filme e pegar outro (sim, isso ainda existe).
2 a 1. Esse era o placar quando descia a Paes de Linhares já sem a ciclovia (recém removida). Wellington Nem entra, faço uma careta. Mas é dele que surge o pênalti que poderia empatar o jogo. Cueva bate mal e poucos minutos depois, quando e passava ao lado do Macro, o terceiro do Botafogo. Meu impulso foi quase o de desligar o jogo e ouvir qualquer coisa. Talvez o Sonic Highways do Foo Fighters que estava na lista. Uma irritação e o pensamento de "não acredito que saio pedalar e me estresso ainda mais". O Botafogo parecia eu faria o quarto logo. os comentaristas imbecís da 105FM refutando qualquer possibilidade de empate que fosse. 38 minutos do segundo tempo, 3 a 1 adverso quando Marcos Guilherme, estreante vindo do CAP diminui. Dois minutos depois eu cruzava o semáforo do Corpo de Bombeiros na ciclovia da Marginal quando Hernanes, também estreante empata. Grito e assusto alguns moradores de rua que estavam por ali. Inacreditável um empate a uma altura daquelas. Agora era segurar.
Ou tentaríamos o impossível? 46 minutos o impossível veio. Eu passava em um trecho onde a ciclovia se eleva, pouco antes do Terminal São Paulo. Marcos Guilherme mais uma vez!!! Gol do SÃO PAULO!!!! Vibro como um lunático!!!! Gesticulo como um louco. Épico. Jogo que honrou a hitória do São Paulo Futebol Clube, e que ainda por cima nos tirou da zona de rebaixamento, onde amargamos algumas rodadas. Inesquecível. Ao apito final vibrei ainda mais. Valeu a pena continuar acreditando. Farei isso enquanto eu respirar.Local: Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 29 de julho de 2017, sábado
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: André Luiz de Freitas Castro (GO)
Assistentes: Bruno Raphael Pires e Leone Carvalho Rocha (ambos de GO)
Público: 17.139 torcedores
Renda: R$ 528.120,00
Cartão amarelo: SÃO PAULO: Petros
GOLS: BOTAFOGO: Marcos Vinícius, aos 18 e aos 25 minutos do 1T. Guilherme, aos 23 minutos do 2T. SÃO PAULO: Cueva, aos 17 minutos do 1T. Marcos Guilherme, aos 38 e aos 46, e Hernanes, aos 40 minutos do 2T.
BOTAFOGO: Gatito Fernandez, Luís Ricardo, Joel Carli, Igor Rabello e Victor Luís (Victor Lindenberg); Rodrigo Lindoso, Matheus Fernandes, Marcos Vinícius (Guilherme) e João Paulo; Rodrigo Pimpão e Roger (Brenner) Técnico: Jair Ventura
SÃO PAULO: Renan Ribeiro; Bruno, Arboleda, Rodrigo Caio e Edimar; Jucilei e Petros (Marcos Guilherme); Marcinho (Wellington Nem), Hernanes e Cueva; Lucas Pratto (Gilberto) Técnico: Dorival Júnior


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