Jamais esqueceremos.
Os momentos mais tristes e mais lindos que o futebol me proporcionou na vida até hoje em menos de dois dias.
A dor da perda de uma equipe que me encantava, assim como a todo país com seus feitos recentes na história do futebol Sulamericano. O sonho da final da Sulamericana interrompido abruptamente pelo acidente da madrugada de 29/11.
Quando acordei às 6 da manhã para dar aula na Alcebiades e Araçoiaba e li as primeiras mensagens no celular, meio desencontradas sobre a queda do avião, foi como uma pontada afiada no coração. Um frio na bariga que perdurou por toda a manhã, até que as notícias não oficiais me chegaram "de boca" por não haver conexões com a internet na área rural onde eu estava. Mas notícias assim chegam rápido e não tardaram. Acabou o dia. As aulas da tarde na escola de idioma foram salvas por um filme que coloquei para as crianças assistirem. Um dia cinza, frio...
Na noite seguinte, uma das maiores manifestações de empatia e solidariedade se fez no estádio do Atlético Nacional na Colômbia no momento em que deveria ocorrer a final naquele mesmo estádio. 40 mil no estádio e milhares pelas ruas. Enquanto na Arena Condá familiares e torcedores também prestavam seu luto.
O momento ainda é de dor. Resta uma rodada para o término do campeonato em que o Palmeiras já se sagrou campeão. Há divergências entre CBF e clubes sobre haver ou não a rodada, mas é algo sobre o que não quero escrever.
Me tornei "sócio colaborador" da Chapecoense, e pelo período de um ano colaborarei com uma quantia em dinheiro. É o que me alegra de coração, e o mínimo que eu posso fazer pra ajudar o clube a se reestruturar.
Espero no futuro ler este texto, com o coração confortado, vendo a Chape como um clube reestruturado, na Série A, com as glórias que o destino há de reservar.
Sobre o blog:
O que é o blog?
Ressalto que este não é um blog informativo, atualizado, formal ou preocupado com qualquer coisa. Este blog é na verdade um apanhado de minhas memórias, mesclando jogos do São Paulo Futebol Clube com fatos de meu cotidiano. Sem pretensão alguma de ser nada além de um bloco de notas virtual em três cores, onde exercito o ato de escrever. Seja bem vindo em sua visita, volte sempre que quiser e sinta-se livre para comentar. Mas se por ventura se deparar com nomes de pessoas estranhas em meio aos textos, e situações aparentemente sem importância alguma, lembre-se: eis aqui simplesmente as memórias deste tricolor. Vamos São Paulo!
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quinta-feira, 1 de dezembro de 2016
segunda-feira, 25 de março de 2013
1993/2013 - Meus 20 anos de São Paulo!
Acho que só hoje procurei realmente ligar os pontos e pensar bem na questão:
- Quando foi que me tornei são-paulino?
Tudo o que me lembro, é que quando me tornei são-paulino, só pode ter sido antes do Bi-Mundial, pois me lembro de ter ganho vários bonés e acessórios comemorativos do primeiro mundial quando comecei a torcer pelo time. Mas o que uma criança de seis anos não gravou, foi se isso aconteceu antes ou depois da final contra o Barcelona em 1992?
Só agora, que resolvi adquirir uma camisa da Pênalti com o logo da TAM, de 1995, igual à que eu tinha quando criança e perdi com o tempo de tanto ter jogado bola com ela, foi que me caiu a ficha: com as coisas que eu tinha, posso me garantir que foi antes do Bi; se a camisa que ganhei de meu padrinho quando decidi me tornar são-paulino era da TAM, então, claro, período TAM (1993-1996), antes do Bi, é igual a: 1993!
Sim, me tornei são-paulino oficialmente em 1993,o ano da junção SPFC + TAM, de três anos de glória, antes disso o patrocínio era outro, e depois disso também não foi, pois ficou emblemático em minha memória referências ao primeiro mundial.
É engraçado lembrar. Me lembro com clareza da primeira vez que ouvi o termo "são-paulino". Um amigo de infância perguntou para que time meu pai torcia. Era pro corinthians, e ele me disse: "meu pai é são-paulino!". Eu sequer associei são-paulino como o fato de se torcer para o São Paulo. Devia eu ter meus cinco ou seis anos de idade, mas me lembro daquele amigo falando de uma maneira tão bonita e orgulhosa aquilo, que fiquei impressionado! Pouco tempo depois descobri que meu avô também era são-paulino, o que tornou o fato ainda mais impressionante. Só ali eu já conhecia dois!
Como eu já disse, meu pai é corinthiano. Mas nunca foi fanático, e nunca quis me induzir a ser ou contrariar minha decisão de também me tornar são-paulino. Até então ele me apresentava para a familia como corinthiano, e eu nem sabia bem o que era futebol, nem tenho problema em contar isso.
Se for pensar bem, talvez em meu coração eu já fosse são-paulino em 92. Meu padrinho Josá carlos sempre falava: e aí? Vai virar são-paulino ou não vai? E na verdade eu queria, mas tinha medo de meu pai ficar chateado comigo, caso eu aceitasse. Este padrinho foi influente, mas a magia mesmo vinha de meu avô e seu radinho nos fundos da casa, ouvindo jogos e mais jogos do tricolor.
Foi então que um dia na casa de meu padrinho, ele veio com uma camisa do são paulo, piratinha, modelo TAM, do meu tamanho e disse: " Se quiser, está na mão. Se virar são-paulino é sua!". Pensei em duas coisas naquele momento. Primeiro em meu avô. Fiquei pensando na reação dele quando eu contasse a ele que eu também era são-paulino agora, e segundo, pensei em como meu pai reagiria. Me lembro de ter pego o manto na mão e olhado pra meu pai do lado e perguntado: "posso pai?", com o coração pulsando muito forte, com os olhos brilhando por aquela camisa, brilhando como os de meu avô em uma das ultimas visitas que lhe fiz no hospital, quando eu usava uma das minhas camisas e ele olhava fixamente pra ela, e encheu a boca pra dizer : "BUNITA, esta camisa!" Assim eu estava, aguardando a resposta do meu pai e ele disse:"pode, quem decide é você!". Eu abracei ele muito feliz por ele ser maravilhoso até naquela hora, por ser compreensivo e não me impor nada.
Quanto ao meu avô quando eu contei, andávamos pelas ruas da Vila Gomes onde cresci, e lembro que ele não deu a mínima hahaha. Acho que não levou a sério ou que era uma fase.
E que fase. Que dura vinte anos! Vou escrever mais sobre esse paralelo de minha vida com a do clube. O começo foi assim. Um time que marcou minha infância. Leonardo, Raí, Cafu, Palhinha e Zetti (grande ídolo meu desta época) eram nomes como doces em minha boca nas peladas de rua ou no futebol de botão.
Há vinte anos fiz uma das escolhas mais felizes de minha vida!
São Paulo - Bicampeão Mundial 1993
Time da final: Zetti, Cafu, Válber, Ronaldão, André, Dinho, Doriva, Toninho Cerezo, Leonardo, Müller e Palhinha.
Técnico: Telê Santana
Elenco Bi-Mundial. Só faltou o Raí no elenco. Saudades da época!
sábado, 18 de agosto de 2012
Memória: SPFC 2x1 Internacinal (Libertadores 2010)
Após uma pausa para a Copa do Mundo da Africa 2010, o São Paulo fez em casa o segundo jogo das semifinais da Taça Libertadores 2010.
Na primeira partida, derrota por 1 a 0 no Beira Rio, jogando de uma maneira irreconhecívelmente retranqueira e acuada, sendo bombardeado durante toda a partida, sem oferecer perigo ao adversário. Uma postura que surpreendeu o torcedor, que esperava um time vibrante e agressivo, buscando o resultado logo no jogo de ida, se tratando da importância de um resultado positivo fora.
No Morumbi, tão importante quanto marcar, era não tomar gols, e quem abriu o placar foi o tricolor, com Alex Silva aos 30' da primeira etapa, resultado que levaria a partida para a prorrogação. O primeiro tempo, muito agitado, terminou assim.
Na segunda etapa, ambas as esquipes voltaram com muita vontade, atrás do gol da classificação. Logo aos 6', Alecsandro empatou para o Inter. Foi um balde de água fria. Necessitávamos de dois gols para irmos à final. Dois minutos depois, a esperança reascendeu no torcedor. Ricardo Oliveira fez e nos deixou a um gol de voltarmos a disputar a final da Libertadores.
O jogo ferveu. O tempo passava e o gol não saía. Passaram os 45' da segunda etapa. Estavamos nos acréssimos do árbitro. Escanteio para o São Paulo. Rogério Ceni, em um ato desesperado vai para a área adversária tentar um milagre, mas o desespero era tanto junto ao nervosismo, que o M1to acaba cometendo uma falta no goleiro Renan, o juiz assinala a infração e pede a bola. Fim de jogo. O sonho do tetra ficou pra próxima. Tristeza pra torcida e para os jogadores. Rogério Ceni deixou o campo sob lágrimas.
O Internacional sagrou-se bi-campeão do torneio disputando a final contra o Chivas de Guadalajara. Posteriormente o colorado passaria vergonha ao frustrar seu torcedor que aguardava por uma final contra o homônimo italiano na final do mundial em Abu-Dahbi, sendo derrotado nas semifinais para o desconhecido Mazembre da República do Congo. Passando a ter duas taça libertadores, mas apenas um título mundial.
SPFC 2x1 Internacional
Data: 05/08/2010, Hora: 21:50, Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo - SP.
Público e Renda: 57.113 Pagantes - R$ 4.484.282,25.
Árbitro: Carlos Amarilla(Paraguai).
Auxiliares: Yegros Nicolás Adolfo(Paraguai) e Saldívar Milcíades(Paraguai).
Cartões Amarelos: Fernandão(São Paulo), Kléber e Tinga(Internacional).
Cartão Vermelho: Tinga(Internacional).
Gols: Alex Silva, aos 30/1T, Alecsandro, aos 6/2T e Ricardo Oliveira, aos 8/2T.
São Paulo: Rogério Ceni, Jean, Alex Silva, Miranda e Junior César; Rodrigo Souto(Marcelinho Paraíba), Hernanes e Cléber Santana(Marlos), Fernandão, Dagoberto(Fernandinho) e Ricardo Oliveira. Técnico: Ricardo Gomes.
Internacional: Renan, Nei, Bolívar, Índio, e Kléber; Sandro, Guiñazú, Tinga e D'Alessandro(Giuliano); Taison(Wilson Matias) e Alecsandro. Técnico: Celso Roth.
Tenho esta semifinal de Taça Libertadores, como um divisor de águas na minha história com o São Paulo Futebol Clube, e até mesmo com o futebol no geral. Aos meus 23 anos, re-ingressado na faculdade cursando Letras, muita coisa mudou em minha forma de olhar e analizar o que eu já gostava, e comecei a notar que com o futebol isso teria que mudar também. Acredito que até então eu nunca tinha parado pra realmente analizar uma postura tática de um time, as trocas de posicionamento, marcação, etc. Meu olhar até então era de um simples espectador vendo um jogo sem ter muito conhecimento do que realmente estava acontecendo, de como o time foi armado. Está certo que eu sabia por exemplo que o time estava no 3-5-2 como é de praxe no São Paulo, mas nunca durante uma partida eu havia prestado realmente atenção no que acontecia, ou buscado qualquer conhecimento sobre o assunto. Foi após este jogo que busquei a ler e compreender um pouco melhor o futebol e enxergar que ele é ainda mais belo do que eu já via.
Junto a isso, pude perceber também como minha neste momento da vida, eu embora mais atarefado, conseguiria acompanhar melhor o meu time. Vejamos quantos bons motivos consigo enumerar para explicar como de lá pra cá, ficou mais facil acompanhar meu tricolor:
1 - Eu estava agora em minha casa com minha esposa, não dependia mais de o jogo acontecer em uma dia que eu não iria namorar ela na casa dela, onde ninguém assistia futebol e eu não me atreveria a ser o folgado que pediria para mudar de canal.
2 - Além de estar em minha casa, eu tinha meu computador, com uma internet de velocidade razoável, que me permitia assistir os jogos online, mesmo que não fossem transmitidos na tv.
3 - Redescobri o gosto adiquirido na infância com meu avô de ouvir transmissões de jogos pelo rádio.
4 - Eu tinha agora meu dinheiro, meu carrinho (fuscão 73) e uma esposa são-paulina que topa ir ao Morumbi quando eu dou a idéia.
5- Durante um ano tive dispensa às quartas-feiras na faculdade de matérias que eu já havia cursado, ou seja, dias de jogos eu estava livre.
6- Meu avô que desde 2006 não assistia jogos do tricolor apor seu irmão ter falecido de infarto após a final da libertadores daquele ano em que perdemos, voltava pouco à pouco a acompanhar e eu voltei a ter meu amigo (saudade imensa disso) pra debater sobre os jogos.
7- No meu trabalho, as coisas foram ficando mais maleáveis, e de uma época em que só sabiamos dos resultados dos jogos após sairmos da empresa, passamos aos poucos a até mesmo ouvir as partidas em fones (meio às escondidas, mas nem tanto).
8- Ah, a tecnologia. De menos de um ano para cá, com a modernização dos aparelhos celulares, não há mais como ficar desinformado. E melhor ainda, com internet e um sistema android por exemplo, consegue-se ouvir rádios de qualquer lugar do mundo, possibilitando então, não perder jogo algum, ouvindo-os através de rádios locais, mesmo que estes não estejam sendo transmitidos no seu estado. Maravilha!
Ou seja, de lá pra cá, seja assistindo ou ouvindo, acompanho quase todos os jogos. A idéia do blog só veio creio eu, na metade de 2011. Eu já escrevia em um blog pessoal, e passei a perceber que escrevia sobre o são paulo com uma certa frequência, que não era nem a minha pretenção quando o criei. Foi então que criei o "Memórias", para registrar minha história traçada em paralelo ao que acontece com o Maior do Mundo.
Este poderia ser até o post inicial deste blog, por cronologia de assunto ficaria mais correto, mas como nada aqui é planejado, e este assunto só mei veio inspiração de tratar agora, fiquemos como estamos. Agora, curioso e triste, é que deste o jogo tratado, o tricolor não viu mais a cor da Libertadores, ou muito menos de título. Mas não vem com esta de pé-frio não. Nem a pau Juvenal.
Na primeira partida, derrota por 1 a 0 no Beira Rio, jogando de uma maneira irreconhecívelmente retranqueira e acuada, sendo bombardeado durante toda a partida, sem oferecer perigo ao adversário. Uma postura que surpreendeu o torcedor, que esperava um time vibrante e agressivo, buscando o resultado logo no jogo de ida, se tratando da importância de um resultado positivo fora.
No Morumbi, tão importante quanto marcar, era não tomar gols, e quem abriu o placar foi o tricolor, com Alex Silva aos 30' da primeira etapa, resultado que levaria a partida para a prorrogação. O primeiro tempo, muito agitado, terminou assim.
Na segunda etapa, ambas as esquipes voltaram com muita vontade, atrás do gol da classificação. Logo aos 6', Alecsandro empatou para o Inter. Foi um balde de água fria. Necessitávamos de dois gols para irmos à final. Dois minutos depois, a esperança reascendeu no torcedor. Ricardo Oliveira fez e nos deixou a um gol de voltarmos a disputar a final da Libertadores.
O jogo ferveu. O tempo passava e o gol não saía. Passaram os 45' da segunda etapa. Estavamos nos acréssimos do árbitro. Escanteio para o São Paulo. Rogério Ceni, em um ato desesperado vai para a área adversária tentar um milagre, mas o desespero era tanto junto ao nervosismo, que o M1to acaba cometendo uma falta no goleiro Renan, o juiz assinala a infração e pede a bola. Fim de jogo. O sonho do tetra ficou pra próxima. Tristeza pra torcida e para os jogadores. Rogério Ceni deixou o campo sob lágrimas.
O Internacional sagrou-se bi-campeão do torneio disputando a final contra o Chivas de Guadalajara. Posteriormente o colorado passaria vergonha ao frustrar seu torcedor que aguardava por uma final contra o homônimo italiano na final do mundial em Abu-Dahbi, sendo derrotado nas semifinais para o desconhecido Mazembre da República do Congo. Passando a ter duas taça libertadores, mas apenas um título mundial.
SPFC 2x1 Internacional
Data: 05/08/2010, Hora: 21:50, Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo - SP.
Público e Renda: 57.113 Pagantes - R$ 4.484.282,25.
Árbitro: Carlos Amarilla(Paraguai).
Auxiliares: Yegros Nicolás Adolfo(Paraguai) e Saldívar Milcíades(Paraguai).
Cartões Amarelos: Fernandão(São Paulo), Kléber e Tinga(Internacional).
Cartão Vermelho: Tinga(Internacional).
Gols: Alex Silva, aos 30/1T, Alecsandro, aos 6/2T e Ricardo Oliveira, aos 8/2T.
São Paulo: Rogério Ceni, Jean, Alex Silva, Miranda e Junior César; Rodrigo Souto(Marcelinho Paraíba), Hernanes e Cléber Santana(Marlos), Fernandão, Dagoberto(Fernandinho) e Ricardo Oliveira. Técnico: Ricardo Gomes.
Internacional: Renan, Nei, Bolívar, Índio, e Kléber; Sandro, Guiñazú, Tinga e D'Alessandro(Giuliano); Taison(Wilson Matias) e Alecsandro. Técnico: Celso Roth.
Tenho esta semifinal de Taça Libertadores, como um divisor de águas na minha história com o São Paulo Futebol Clube, e até mesmo com o futebol no geral. Aos meus 23 anos, re-ingressado na faculdade cursando Letras, muita coisa mudou em minha forma de olhar e analizar o que eu já gostava, e comecei a notar que com o futebol isso teria que mudar também. Acredito que até então eu nunca tinha parado pra realmente analizar uma postura tática de um time, as trocas de posicionamento, marcação, etc. Meu olhar até então era de um simples espectador vendo um jogo sem ter muito conhecimento do que realmente estava acontecendo, de como o time foi armado. Está certo que eu sabia por exemplo que o time estava no 3-5-2 como é de praxe no São Paulo, mas nunca durante uma partida eu havia prestado realmente atenção no que acontecia, ou buscado qualquer conhecimento sobre o assunto. Foi após este jogo que busquei a ler e compreender um pouco melhor o futebol e enxergar que ele é ainda mais belo do que eu já via.
Junto a isso, pude perceber também como minha neste momento da vida, eu embora mais atarefado, conseguiria acompanhar melhor o meu time. Vejamos quantos bons motivos consigo enumerar para explicar como de lá pra cá, ficou mais facil acompanhar meu tricolor:
1 - Eu estava agora em minha casa com minha esposa, não dependia mais de o jogo acontecer em uma dia que eu não iria namorar ela na casa dela, onde ninguém assistia futebol e eu não me atreveria a ser o folgado que pediria para mudar de canal.
2 - Além de estar em minha casa, eu tinha meu computador, com uma internet de velocidade razoável, que me permitia assistir os jogos online, mesmo que não fossem transmitidos na tv.
3 - Redescobri o gosto adiquirido na infância com meu avô de ouvir transmissões de jogos pelo rádio.
4 - Eu tinha agora meu dinheiro, meu carrinho (fuscão 73) e uma esposa são-paulina que topa ir ao Morumbi quando eu dou a idéia.
5- Durante um ano tive dispensa às quartas-feiras na faculdade de matérias que eu já havia cursado, ou seja, dias de jogos eu estava livre.
6- Meu avô que desde 2006 não assistia jogos do tricolor apor seu irmão ter falecido de infarto após a final da libertadores daquele ano em que perdemos, voltava pouco à pouco a acompanhar e eu voltei a ter meu amigo (saudade imensa disso) pra debater sobre os jogos.
7- No meu trabalho, as coisas foram ficando mais maleáveis, e de uma época em que só sabiamos dos resultados dos jogos após sairmos da empresa, passamos aos poucos a até mesmo ouvir as partidas em fones (meio às escondidas, mas nem tanto).
8- Ah, a tecnologia. De menos de um ano para cá, com a modernização dos aparelhos celulares, não há mais como ficar desinformado. E melhor ainda, com internet e um sistema android por exemplo, consegue-se ouvir rádios de qualquer lugar do mundo, possibilitando então, não perder jogo algum, ouvindo-os através de rádios locais, mesmo que estes não estejam sendo transmitidos no seu estado. Maravilha!
Ou seja, de lá pra cá, seja assistindo ou ouvindo, acompanho quase todos os jogos. A idéia do blog só veio creio eu, na metade de 2011. Eu já escrevia em um blog pessoal, e passei a perceber que escrevia sobre o são paulo com uma certa frequência, que não era nem a minha pretenção quando o criei. Foi então que criei o "Memórias", para registrar minha história traçada em paralelo ao que acontece com o Maior do Mundo.
Este poderia ser até o post inicial deste blog, por cronologia de assunto ficaria mais correto, mas como nada aqui é planejado, e este assunto só mei veio inspiração de tratar agora, fiquemos como estamos. Agora, curioso e triste, é que deste o jogo tratado, o tricolor não viu mais a cor da Libertadores, ou muito menos de título. Mas não vem com esta de pé-frio não. Nem a pau Juvenal.
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Heróis de 92.
Da esquerda pra direita: Pintado (5), Ronaldão(4), Nelsinho (6) , Zetti (1), Cafu (2), Rai (10), Marcos (reserva de Zetti), Ivan (15) e Mona.
Durante a partida, os jogadores entraram em campo com o nome dos campeões estampado nas camisas. Sendo a relação abaixo relativa ao jogador homenageado por cada titular:
22 - Denis (Zetti); 23 - Douglas (Cafu), 13 - Paulo Miranda (Ronaldão), 4 - Rhodolfo (Antônio Carlos) e 6 - Cortez (Ivan); 8 - Fabricio (Suélio), 28 - Casemiro (Pintado), 16 Cícero - (Elivélton) e 10 - Jadson (Raí); 7 - Lucas (Müller) e 9 - Luís Fabiano (Palhinha).
sábado, 16 de junho de 2012
20 anos da primeira Libertadores!
Ingresso comprado para ver SPFC x Atlético-MG amanhã!
Já seria uma excelente idéia ir ao jogo, que contará com os titulares mesmo em semana decisiva de Copa do Brasil, e que além disso enfrentará um time bem preparado, atual vice-colocado no campeonato, e popular pela presença de Ronaldinho Gaúcho em campo.
Não fosse isso, hoje pela manhã meus olhos aguaram ao ler a matéria que reproduzo abaixo ( Site Lancenet.com).
“Os jogadores do São Paulo vão entrar em campo neste domingo, contra o Atlético-MG, às 16h, no Morumbi, com os nomes dos campeões da Libertadores de 1992 nas camisas. A homenagem se deve pelos exatos 20 anos da conquista tricolor completados neste 16 de junho.
Jogadores como Raí, Zetti, Cafu, Pintado, Ronaldão, Nelsinho, Marcos, Mona e Menta já confirmaram presença na festa. Antes da partida, eles darão uma volta olímpica no Morumbi, carregando a taça da Libertadores.
A conquista é histórica para o clube porque foi a primeira dos três títulos que o Tricolor tem na competição. Até então, os clubes brasileiros davam pouca importância para a Libertadores, algo que mudou com o sucesso do São Paulo.”
Não é incrível? Simplesmente verei meus maiores ídolos da infância, desfilando com o símbolo da grandeza são-paulina, a primeira taça-libertadores!
Impagável, Zetti, Raí, Cafu, Pintado, Ronaldão e quem mais vier. Será um dia lindo e inesquecível!
"Domingo... eu vou lá pro Morumbi, eu vou, eu vou..."
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
SPFC 2x1 Atlético-MG
Mito, 100 jogos!
Uma pena, mas não foi um jogo ao qual pude ver pela tv. E muito menos da forma que eu gostaria de todo coração, estando lá junto aos mais de 60 mil torcedores que lotaram o Morumbi neste "feriado" de 07 de setembro. Feriado o qual igual a muitos outros passei trabalhando. Sendo assim, tudo o que me restou foi acompanhar atentamente pelo rádio ao jogo histórico onde o Mito atingiu à marca de 1000 jogos com a camisa tricolor. Feito este que estou quase certo de que em tempos modernos de futebol, acredito que não verei se repetir.
Comecei acompanhando com 30 minutos de antecedência pra saber sobre tudo o que acontecia, as festividades, as surpresas, enfim. Posso dizer que as homenagens foram inúmeras e a expectativa pro início do jogo deixou meus ânimos à flor da pele. Até que enfim ele começa e...
É GOL!
Lucas, aos 25 segundos do primeiro tempo abre o placar. Eu na comemoração começo a pular e meu celular (por onde ouvi o jogo) é arremessado ao chão na comemoração eufórica. Por um instante pensei ter quebrado.
Foi uma surpresa e tanto. Penso na motivação à qual o time entrou em campo. No discurso motivador de Ceni no vestiário, que fez com que o time entrasse com gás total.Mas nem tudo foram flores.
O "Galo" empatou logo aos 10 minutos em jogada aérea colocando um pouco de àgua no chopp são-paulino.Passamos o primeiro tempo com muita vontade e pouca criatividade. Intervalo com direito à vaias ao apito do árbitro pela atuação fraca na primeira etapa.No segundo tempo o time parece ter voltado mais ligado.
João Filipe recém contratado é destaque desde o início da partida, um zagueiraço, guerreiro e habilidoso. O tricolor segue com o domínio, e logo aos 6 minutos, Dagoberto em mais uma arriscada característica de fora da área acerta um chutaço pro fundo do gol.
Com o placar na frente o tricolor arriscou pouco e na maior parte do tempo segurou o jogo.A situação ficou mais tranquila quando o time adiversário fica com um a menos na casa dos 30, deixando a situação favorável para enfim comemorarmos aliviados ao fim da partida histórica mais três pontos e a liderança provisória do campeonato.
Rogério, que durante a partida mal precisou mostrar serviço, pode ao final enfim comemorar!Fez volta olímpica, beijou o destintivo do clube ao lado do campo e declarou seu amor para todo o estádio ouvir:“Isso aqui é minha vida. Obrigado de coração. Amo vocês. É um dos dias mais especiais da minha vida”.
Só quem é são-paulino sabe o que é isso.
O que este ser icônico representa para esta nação tricolor.
O quanto emocionou e arrepiou cada homenagem e cada gesto de agradecimento ao maior ídolo da história de nosso clube.
Mais uma vez obrigado Mito.
Obrigado Rogério Ceni.
Por tudo o que já fez e por tudo que virá!
E que venha o 1001 e assim por diante.
07 de setembro, feriado tricolor!
São Paulo: Rogério Ceni; Wellington, Rhodolfo, João Filipe e Juan; Rodrigo Caio, Casemiro (Jean, 42min/2ºT), Carlinhos e Cícero (Rivaldo, 18min/2ºT); Lucas (Henrique, 27min/2ºT) e Dagoberto. Técnico: Adilson BatistaAtlético (MG): Renan Ribeiro; Mancini (Bernard, 12min/2ºT), Leonardo Silva, Réver e Richarlyson; Pierre, Fillipe Soutto, Serginho e Daniel Carvalho; Neto Berola (Magno Alves, 19min/2ºT) e André (Guilherme, 36min/1ºT). Técnico: Cuca
Gols:São Paulo: Lucas (1min/1ºT); Dagoberto (6min/2ºT)
Atlético (MG): Réver (10min/1ºT)
sábado, 9 de abril de 2011
Memória: Cruzeiro 2x1 SPFC
Final da Copa do Brasil (2000)
O dia em que chorei pela primeira vez pelo meu clube.
"São Paulo perde para o Cruzeiro e deixa escapar a chance de conquistar o único título faltante na vasta galeria de troféus."
Como minha memória de garoto de treze anos de idade não me ajudariam a contar mais do que um empate com gols nos traria o título inédito, e que, a maldita da barreira não poderia ter aberto na fatídica cobrança de falta, recorri à ajuda da pesquisa. Mas tudo que me lembro, foi de ter acompanhado aquela Copa do Brasil muito esperançoso do título inédito, e que assisti a final na casa de meus pais, com o coração saltando pela boca, e que ao término chorei bastante escondendo o rosto no travesseiro em meu quarto, com meu pai me acalmando e rindo ao mesmo tempo, e minha mãe achando um absurdo eu chorar pelo meu clube.
O técnico do cruzeiro já sabia que seria sua ultima partida, pois seu contrato não seria renovado, tornando a partida mais dramática ainda. Depois de um 1º Tempo sem gols, Marcelinho Paraíba, aos 21 minutos de Segundo Tempo, abriu o placar para o São Paulo. O Jogo parecia decidido, o Cruzeiro precisava de 2 gols, mas a torcida não desistiu até o fim. Fábio Junior aos 35 minutos empatou, e aos 46 do segundo tempo (Último minuto do jogo) , em uma falta Geovanni virou, para tirar o grito de tri-campeão da Copa do brasil da boca da torcida Cruzeirense.”
São Paulo: Rogério Ceni, Beletti, Edmílson, Rogério Pinheiro, Fábio Aurélio, Alexandre(Axel), Maldonado, Raí, Marcelinho Paraíba, Edu(Fabinho) e França(Carlos Miguel). Técnico: Levir Culpi.
Cruzeiro: André, Rodrigo(Muller), Cris, Cléber, Sorín(Viveros), Donizete Oliveira, Ricardinho, Marcos Paulo, Jackson(Fábio Júnior), Geovanni e Oséas. Técnico: Marco Aurélio.
Gols: Marcelinho Paraíba, aos 20/2T, Fábio Júnior, aos 35/2T e Geovanni, aos 45/2T.
Data: 09/07/2000
Local: Estádio Mineirão, em Belo Horizonte-MG.
Público: 85.841, Renda: R$ 817.816,00.
Árbitro: Carlos Eugênio Simon.
Auxiliares: Não Informado.
Cartões Amarelos: Cléber, Sorín, Oséas(Cruzeiro); Belleti, Maldonado, Raí(São Paulo).
Cartão Vermelho: Rogério Pinheiro, aos 44/2T(São Paulo).
domingo, 27 de março de 2011
Vinte e sete de março de 2011
Vinte e sete de março de 2011.
Chego do trabalho por volta das 15:00h, tomo um bom banho, saio para buscar uma cervejinha e ao voltar me aconchego no sofá de casa da maneira mais confortável possível. Era tarde de clássico, mais que um clássico, era tarde de São Paulo x Corinthians. A situação era de um Tricolor, que muito acostumado a ter o Corinthians como freguês, não vencia o rival há quatro anos. Um incômodo jejum que precisava ser quebrado naquela tarde, o que por si já seria um bom motivo para ser um jogaço, mas havia ainda mais.
Rogério Ceni, Mito, o maior ídolo e lenda da história do São Paulo Futebol Clube, acabara de atingir a inacreditável marca de 99 gols na partida anterior contra o Paulista de Jundiaí, em uma das poucas ocasiões onde deixou sua marca no placar e o São Paulo saiu da partida com resultado negativo,3 a 2 para o time do interior paulista.
O Tricolor precisava de uma vitória, e a oportunidade contra nossa vítima favorita poderia ficar marcado para sempre na história do futebol mundial, como: o dia em que um goleiro atingiu a sonora marca de 100 gols.
O palco do jogo foi a Arena Barueri. O Tricolor tinha o mando mas estava realizando jogos fora do Morumbi devido ao aluguel do “Sacrossanto” para realização de shows internacionais. Em uma tarde quente e de muita expectativa para ambas as torcidas, os dois times entram em campo para a partida que TV início às 16:00h. Rogério Ceni como sempre muito rodeado de crianças e desta vez com um uniforme diferente, dourado com detalhes em vermelho e preto, destacando-se entre o time trajando o tradicional uniforme branco.
Tudo pronto, autoriza o árbitro, rola a bola. Os dois times cautelosos mas começando com uma velocidade pouco acima do normal. O Corinthians arrisca, Miranda em uma roubada de bola na área, achou estar com a situação controlada e não vê Liedson bancar o ladrão e causar perigo contra a meta tricolor. O jogo se desenrola lá e cá, e quando o primeiro tempo parecia que chegaria ao final sem sair do zero, após uma jogada confusa no meio-campo, Dagoberto ajeita e acerta uma pancada à meia altura de fora da área, no canto direito de Julio Cesar, que não teve como alcançar o chute. O Tricolor vai pro intervalo na frente, 1 a 0. Torcida tricolor em festa, mas o segundo tempo prometia mais. O palco do jogo foi a Arena Barueri. O Tricolor tinha o mando mas estava realizando jogos fora do Morumbi devido ao aluguel do “Sacrossanto” para realização de shows internacionais. Em uma tarde quente e de muita expectativa para ambas as torcidas, os dois times entram em campo para a partida que TV início às 16:00h. Rogério Ceni como sempre muito rodeado de crianças e desta vez com um uniforme diferente, dourado com detalhes em vermelho e preto, destacando-se entre o time trajando o tradicional uniforme branco.
Quendo a bola rola novamente, o jogo segue muito movimentado, com o Tricolor pressionando, quando em uma das primeiras investidas ao ataque, Fernandinho tenta jogada individual na intermediária esquerda e tentando passar por um zagueiro“recebe falta”. Um pouco distante, não tão propícia para as cobranças que costumam ser cobradas por Rogério Ceni, a torcida mais uma vez gritou seu nome, alguns segundos de suspense, talvez não fosse posição para ele, mas ele deixou as três traves e caminhou...
Acredito que o tempo começou a passar em câmera lenta naquele instante.O homem com a camisa dourada atravessava o campo, fisionomia fechada, o goleiro dos 99 gols, de tantas outras glórias. De 20 anos defendendo uma única camisa, que fez de seu clube a sua seleção e do Morumbi o seu templo.
Naquele instante, eu em meu sofá, mesmo sabendo que o posicionamento para a cobrança tinha um grau um pouco elevado de dificuldade para os tipos de falta que Rogério costumava converter com perfeição, sentia que estava prestes à presenciar um momento histórico para o futebol mundial, e por impulso,peguei meu celular e deixei filmando enquanto observava e torcia.
Vi Julio Cesar posicionar a barreira visivelmente nervoso, Ceni andava para a direita e para a esquerda, observando qual seria o melhor espaço para o trajeto da bola em direção ao gol. Ele conversa com Carlinhos Paraíba, jogador canhoto, que disse posteriormente que Rogério quase não bateu a falta por achar que a posição era muito mais propícia para um canhoto (o que não deixava de ser verdade), mas Carlinhos sabia que a ocasião e a oportunidade era aquela, e discordou do Mito, acenando que não, que o momento era dele. Acredito que o tempo começou a passar em câmera lenta naquele instante.O homem com a camisa dourada atravessava o campo, fisionomia fechada, o goleiro dos 99 gols, de tantas outras glórias. De 20 anos defendendo uma única camisa, que fez de seu clube a sua seleção e do Morumbi o seu templo.
Naquele instante, eu em meu sofá, mesmo sabendo que o posicionamento para a cobrança tinha um grau um pouco elevado de dificuldade para os tipos de falta que Rogério costumava converter com perfeição, sentia que estava prestes à presenciar um momento histórico para o futebol mundial, e por impulso,peguei meu celular e deixei filmando enquanto observava e torcia.
Ceni toma distância; olha fixo para o gol. Acredito que todo apaixonado por futebol, são-paulino ou não, que acompanhava a partida naquele momento, prendeu respiração naquele instante. Então o árbitro autoriza a cobrança, Rogério parte e chuta...
Rogério Ceni, o ídolo, o Mito, é também o maior goleiro artilheiro da história do futebol mundial e naquele instante atinge a inacreditável marca de 100 gols!
Vibrei sozinho em casa, mas simultaneamente vibraram comigo tricolores de todo país e do mundo. De alegria! De orgulho de sermos torcedores de um time tri-campeão mundial, que tem Rogério Ceni , mais que um goleiro, uma lenda viva das três traves. Um símbolo de uma torcida e de uma nação são-paulina, agora eternizado por mais esta marca histórica e melhor: sobre nossa vítima favorita.
Na comemoração exaltada, Ceni em uma explosão de euforia corre em direção à torcida girando a camisa e é cercado e derrubado pelos companheiros da equipe. Uma grande queima de fogos se inicia e o telão do estádio anuncia: Rogério Ceni 100 gols. É dia de festa para o torcedor são-paulino!
Após receber com reverencia um cartão amarelo pela demora e por ter tirado a camisa, Rogério retorna ao gol para o mísero detalhe de jogar o resto da partida. O adversário ainda diminuiu o placar, o que passou despercebido diante da grandiosidade daquela tarde.
Fim de jogo. São Paulo 2X1 Corinthians. O verdadeiro centenário. A queda de um tabu. A história sendo escrita ali, naquela partida de Campeonato Paulista, que já está eternizada em nossas memórias e em nossos corações.
Vibrei sozinho em casa, mas simultaneamente vibraram comigo tricolores de todo país e do mundo. De alegria! De orgulho de sermos torcedores de um time tri-campeão mundial, que tem Rogério Ceni , mais que um goleiro, uma lenda viva das três traves. Um símbolo de uma torcida e de uma nação são-paulina, agora eternizado por mais esta marca histórica e melhor: sobre nossa vítima favorita.
Na comemoração exaltada, Ceni em uma explosão de euforia corre em direção à torcida girando a camisa e é cercado e derrubado pelos companheiros da equipe. Uma grande queima de fogos se inicia e o telão do estádio anuncia: Rogério Ceni 100 gols. É dia de festa para o torcedor são-paulino!
Após receber com reverencia um cartão amarelo pela demora e por ter tirado a camisa, Rogério retorna ao gol para o mísero detalhe de jogar o resto da partida. O adversário ainda diminuiu o placar, o que passou despercebido diante da grandiosidade daquela tarde.
Fim de jogo. São Paulo 2X1 Corinthians. O verdadeiro centenário. A queda de um tabu. A história sendo escrita ali, naquela partida de Campeonato Paulista, que já está eternizada em nossas memórias e em nossos corações.
Mais uma vez, parabéns Rogério Ceni! Parabéns Mito!
Por Ronie John
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Grêmio Barueri 0x5 SPFC
E a primeira vez, como dizem...
O que me lembro é de estar realizando dois sonhos praticamente na mesma semana. Ver o São Paulo jogar, e uma semana depois ver o Aerosmith tocar no Morumbi. Que fase ótima de muitas alegrias.
No dia deste jogo, fui trabalhar de fusca de manhã. Acho que para chegar um pouco mais cedo em casa. Fato é que quando saí as 14:00, o dia estava muito feio! Chovia muito. Foi horrível pegar a Raposo Tavares no fusquinha com o pé-d'água que caía. Além de parecer que mesmo com ingressos em mãos, o jogo poderia gorar.
Era domingo de páscoa e agora me lembro melhor. O carro foi para que eu passasse na casa da Amanda pegar ela antes de passar em minha casa (dos meus pais) para irmos todos juntos ao jogo. Ganhei chocolate e um celular dela, montamos no fusca, fomos pra casa de meus pais e lá ganhei mais chocolate e dei o dela também.
A chuva passou e saímos para o jogo, ela, meus pais, minha irmã Paloma e eu. Eu já havia comprado os ingressos com antecedência no meio da semana e a Lauren não quis ir, acho que por estar se tornando palmeirense e não querer fazer feio pro namorado (atual marido) na época. Meu pai, diferenciado até nessas horas, abraçou o passeio e mesmo sendo corinthiano vestiu o manto pela segunda vez na vida (não conta pra ninguém mas ele uma vez virou são-paulino por volta de uma semana na década de 90 mas depois voltou atrás).
Chegamos no Walter Ribeiro com antecedência, o tempo mostrava que ia abrir, e abriu. Um lindo fim de tarde de domingo, de céu laranjado mas ainda fazia frio. Foi meu primeiro contato com uma grande massa de torcedores e suas bandeiras, camisas e batucadas rumo ao estádio. Uma energia inexplicável, divisora de águas. O torcedor de sofá só entenderá a magia do futebol do fundo de sua alma quando for ao estádio. Quando abraçar um desconhecido no momento do gol, ou fizer coro pra xingar o juiz em meio à centenas de pessoas vestindo uma camisa como a sua, explodindo e fazendo o concreto balançar no momento do gol.
O ônibus do São Paulo adentrou ao estadio e meus olhos estalaram. Acho que por dez minutos sequer pisquei, buscando cada jogador na fila que desembarcava do outro lado do campo, atrás do gol do portão principal. Vibrei ao ver o Rogério Ceni pela primeira vez. Vibrei ao ver Muricy Ramalho no banco, e até mesmo de ver o Marco Aurélio Cunha que acompanhava o time, que veio à campo com o segundo uniforme por não ser mandante do jogo. O elenco misto trazia um pouco do campeão mundial de 2005, um pouco do time que seria "Penta-Bi" naquele ano e Tri-Hexa no ano seguinte. Fico feliz por ter visto Miranda, Hernanes e Josué, três nomes que ficaram marcados na história recente do clube em meio à grandes conquistas citadas. Uma tarde em que fomos premiados com cinco gols no pobre Grêmio Barueri.
Uma bela primeira vez. Em minha cidade, com minha família, com minha noiva e futura esposa. Um lindo domingo de páscoa!
Grêmio Barueri 0x5 SPFC
Local: Estádio Walter Ribeiro, em Sorocaba (SP)
Árbitro: Anselmo da CostaAuxiliares: Claudson Lincoln Beggiato e Alex Alexandrino
Cartões amarelos: Amaral, André Bilinha, Júlio (B), Rogério Ceni, Souza, Josué, Fredson e Richarlyson (S)
Gols: Richarlyson, aos 3min, e Lenílson, aos 28min do primeiro tempo; Júnior, aos 10min, Hernanes, aos 13min, e Jorge Wagner, aos 30min do segundo tempo.
Grêmio Barueri: Oliveira; Amaral, Anderson Marques, Edson Batatais e Zeziel; André Bilinha, Giuliano, Ivan e Júlio (Fabrício); Pedrão (Thiago Humberto) e Júlio César (Luciano Gigante)Técnico: Sérgio Soares
São Paulo: Rogério Ceni; Reasco (Souza), Miranda, Edcarlos e Júnior; Fredson (Josué), Hernanes, Richarlyson e Jorge Wagner; Lenílson e Borges (Leandro)Técnico: Muricy Ramalho
O que me lembro é de estar realizando dois sonhos praticamente na mesma semana. Ver o São Paulo jogar, e uma semana depois ver o Aerosmith tocar no Morumbi. Que fase ótima de muitas alegrias.
No dia deste jogo, fui trabalhar de fusca de manhã. Acho que para chegar um pouco mais cedo em casa. Fato é que quando saí as 14:00, o dia estava muito feio! Chovia muito. Foi horrível pegar a Raposo Tavares no fusquinha com o pé-d'água que caía. Além de parecer que mesmo com ingressos em mãos, o jogo poderia gorar.
Era domingo de páscoa e agora me lembro melhor. O carro foi para que eu passasse na casa da Amanda pegar ela antes de passar em minha casa (dos meus pais) para irmos todos juntos ao jogo. Ganhei chocolate e um celular dela, montamos no fusca, fomos pra casa de meus pais e lá ganhei mais chocolate e dei o dela também.
A chuva passou e saímos para o jogo, ela, meus pais, minha irmã Paloma e eu. Eu já havia comprado os ingressos com antecedência no meio da semana e a Lauren não quis ir, acho que por estar se tornando palmeirense e não querer fazer feio pro namorado (atual marido) na época. Meu pai, diferenciado até nessas horas, abraçou o passeio e mesmo sendo corinthiano vestiu o manto pela segunda vez na vida (não conta pra ninguém mas ele uma vez virou são-paulino por volta de uma semana na década de 90 mas depois voltou atrás).
Chegamos no Walter Ribeiro com antecedência, o tempo mostrava que ia abrir, e abriu. Um lindo fim de tarde de domingo, de céu laranjado mas ainda fazia frio. Foi meu primeiro contato com uma grande massa de torcedores e suas bandeiras, camisas e batucadas rumo ao estádio. Uma energia inexplicável, divisora de águas. O torcedor de sofá só entenderá a magia do futebol do fundo de sua alma quando for ao estádio. Quando abraçar um desconhecido no momento do gol, ou fizer coro pra xingar o juiz em meio à centenas de pessoas vestindo uma camisa como a sua, explodindo e fazendo o concreto balançar no momento do gol.
O ônibus do São Paulo adentrou ao estadio e meus olhos estalaram. Acho que por dez minutos sequer pisquei, buscando cada jogador na fila que desembarcava do outro lado do campo, atrás do gol do portão principal. Vibrei ao ver o Rogério Ceni pela primeira vez. Vibrei ao ver Muricy Ramalho no banco, e até mesmo de ver o Marco Aurélio Cunha que acompanhava o time, que veio à campo com o segundo uniforme por não ser mandante do jogo. O elenco misto trazia um pouco do campeão mundial de 2005, um pouco do time que seria "Penta-Bi" naquele ano e Tri-Hexa no ano seguinte. Fico feliz por ter visto Miranda, Hernanes e Josué, três nomes que ficaram marcados na história recente do clube em meio à grandes conquistas citadas. Uma tarde em que fomos premiados com cinco gols no pobre Grêmio Barueri.
Uma bela primeira vez. Em minha cidade, com minha família, com minha noiva e futura esposa. Um lindo domingo de páscoa!
Matéria
sobre o jogo:
08/04/2007 - 20h03
08/04/2007 - 20h03
Time
misto do São Paulo joga bem e goleia Barueri
O
adversário não era dos mais complicados, é verdade. Mesmo assim, o time misto
do São Paulo mostrou entrosamento, jogou bem e goleou o Barueri por 5 a
0, em Sorocaba, com direito a boas tabelas, belos gols e até
"olé" da torcida.
"Hoje
[domingo] o conjunto foi bem. O Lenílson voltou a jogar bem, o Jorge [ Wagner]
também. Eu tenho convicção do que eu faço. O time tem um plantel grande, então
teoricamente é só a gente colocar em campo que vai bem", disse o treinador
Muricy Ramalho.Com o resultado, o time do Morumbi chegou a 43 pontos, ainda na
segunda posição da tabela. A novidade é que o clube tricolor já sabe que o São
Caetano, que garantiu a terceira colocação nesta rodada, será seu adversário
nas semifinais. Já o Barueri permanece com 20 pontos na 13ª posição. Garantido
na próxima fase do Campeonato Paulista de maneira antecipada, o time do Morumbi
entrou em campo sem nenhuma motivação na competição. Isso porque a vitória do
Santos sobre o Noroeste, em jogo que começou às 16h, acabou com qualquer chance
do São Paulo de terminar a primeira fase na liderança.Do outro lado, o Barueri
também veio para a partida sem nenhuma pretensão. Já livre da ameaça do
rebaixamento à segunda divisão estadual, o Grêmio não tem chances de
classificação para a disputa do Troféu Campeão do Interior.Assim, a partida
serviu apenas para que o técnico Muricy Ramalho testasse as variações táticas
de seu elenco. Poupando vários titulares, o treinador repetiu o quarteto no
lado esquerdo que fez sucesso contra o rival Palmeiras no último domingo: Jorge
Wagner, Lenílson, Richarlyson e Júnior."O Muricy é inteligente e sabe que
nós temos essa facilidade de jogar em várias posições. Hoje [domingo] isso
funcionou bem e conseguimos fazer esse 'carrossel'", disse o meia
Richarlyson, referindo-se à movimentação dos quatro jogadores.
E
a formação não tardou a funcionar. Logo aos 3min, Richarlyson completou
cruzamento para o gol após falha de Oliveira. O São Paulo ainda ampliaria antes
do intervalo com Lenílson, após passe de calcanhar de Jorge Wagner, aos
28min.Se o jogo estava tranqüilo na primeira etapa, ficou ainda mais na
segunda. Trabalhando a bola de pé em pé, o clube tricolor chegou ao terceiro
gol com Júnior, em chute de fora da área, aos 10min. Três minutos depois, o
placar foi novamente alterado. Depois de ótimo passe de Leandro, Hernanes
completou com a perna esquerda e marcou o quarto.Daí em diante, o São Paulo
passeou em campo. Sob os gritos de "olé" da torcida, o time do
Morumbi trabalhava a bola no meio-campo sem ser ameaçado, e chegou ao quinto
gol com Jorge Wagner, após assistência de Júnior, aos 30min.A tranqüilidade era
tanta que os jogadores tricolores já se preocuparam com a próxima fase.
Pendurados com dois cartões amarelos, Rogério Ceni, Josué, Souza e Richarlyson
receberam sua terceira advertência. Dessa forma, cumprem suspensão na última
rodada da primeira fase e podem jogar as semifinais.Na última rodada, o São
Paulo recebe o Marília, que briga para não cair, no Morumbi. Já o Barueri
visita o Bragantino, que tem chances de se classificar para as semifinais.
Primeiro Tempo:
3min
- Depois de cruzamento da esquerda, Oliveira
sai mal e a bola sobra para Richarlyson, que completa para o gol.
28min
- Lenílson tabela com Jorge Wagner, que
devolve de calcanhar, e bate com a perna esquerda para ampliar o marcador.
41min
- Lenílson domina na entrada da área e arrisca com a perna esquerda, mas
Oliveira se estica no seu canto direito e consegue espalmar.
Segundo Tempo:
10min - Depois
de boa troca de passes na entrada da área, Júnior bate com a perna esquerda no
canto direito do goleiro Oliveira e amplia.
13min
- Leandro dá belo lançamento para Hernanes
nas costas da defesa. O meia domina, invade a área e bate com a perna direita
sem chances para Oliveira.
30min
- Júnior deixa Jorge Wagner na cara do gol.
Sozinho, o meia toca de esquerda na saída do goleiro Oliveira.
44min
- Depois de troca de passes, Hernanes bate forte com a perna esquerda, mas o
chute sai à direita do gol de Oliveira.
Local: Estádio Walter Ribeiro, em Sorocaba (SP)
Árbitro: Anselmo da CostaAuxiliares: Claudson Lincoln Beggiato e Alex Alexandrino
Cartões amarelos: Amaral, André Bilinha, Júlio (B), Rogério Ceni, Souza, Josué, Fredson e Richarlyson (S)
Gols: Richarlyson, aos 3min, e Lenílson, aos 28min do primeiro tempo; Júnior, aos 10min, Hernanes, aos 13min, e Jorge Wagner, aos 30min do segundo tempo.
Grêmio Barueri: Oliveira; Amaral, Anderson Marques, Edson Batatais e Zeziel; André Bilinha, Giuliano, Ivan e Júlio (Fabrício); Pedrão (Thiago Humberto) e Júlio César (Luciano Gigante)Técnico: Sérgio Soares
São Paulo: Rogério Ceni; Reasco (Souza), Miranda, Edcarlos e Júnior; Fredson (Josué), Hernanes, Richarlyson e Jorge Wagner; Lenílson e Borges (Leandro)Técnico: Muricy Ramalho
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