Me lembro de quando Ceni começou a ser títular no São Paulo.Zetti foi para o Santos e à nossas traves foi cedido espaço a aquele cara simples vindo do Paraná, que chegou quieto, buscando seu espaço, seu lugar ao sol.
Eu não sei para os são-paulinos mais velhos, que viram outros goleiros jogarem pelo São-Paulo antes do Zetti (inclusive outras lendas do futebol brasileiro), mas pra mim essa transição foi de aceitação demorada e muita torção de nariz.
Eu costumava pegar minha bola de "capotão", reunir os amigos da rua e ir para à pracinha. As regras eram:
- Cinco gols troca-se de lado. Dez gols termina a partida ("famoso cinco vira e dez termina").
- Vale jogar pela praça toda, só é lateral se a bola sair pra rua.
- Quem chuta busca!
- O dono da bola começa escolhendo o time
- Chute alto equivale à bola fora em nossa trave imaginária.
Entre outras regras que devem valer até hoje nas peladas da molecada.
E nesses dias eu vestia minha camisa do São Paulo como se fosse a roupa de um super-herói e quando era eu o goleiro, entre uma defesa e outra podia-se ouvir de longe meus gritos de:
- Zeeeeeeeeettiiiiiiii !!! Que defesa! Zetti!!!!!!!!!
Fato é. Se o Zetti que foi um bom goleiro me causou tanta admiração na minha infância de final de década de oitenta, início de noventa; penso eu no que representa Rogério Ceni para as crianças que ao longo destes ultimos expressivos vinte e um anos os viram se tornar uma lenda do futebol brasileiro e mundial?
Foram títulos e recordes incontáveis entre Libertadores, três Campeonatos Brasileiros, um Mundial de Clubes, 100 gols e hoje, mais um episódio histórico de sua carreira e do futebol brasileiro:
ROGÉRIO CENI 1000 JOGOS!
Uma lenda, o símbolo de uma longa era Tricolor, o mito! O maior ídolo da história são-paulina. A história escrita sob nossos olhos em mais um capítulo peculiar neste feriado de independência.
Hoje, o Morumbi com mais de 60 mil pessoas recebe em festa para prestigiar e agradecer nosso ícone por tantas glórias e por tantas alegrias ao longo desses anos.
E um detalhe: a carreira segue, a bola não para de rolar. Continuaremos acompanhando e aplaudindo em pé.
Parabéns M1to!
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