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Morumbi lotado, clima de Libertadores e vitória Tricolor.
O dia:
Ansiedade. Essa foi a palavra que dominou todo meu dia e parte da semana que antecedeu este jogo. Um clima de semana de
Libertadores que há uma década eu acho que não sentia. Por estar cortando alguns gastos, havia dito que nas oitavas-de-final eu não iria, mas que se o São Paulo passasse eu estaria lá, e assim fiz. Fomos de carro, eu, Murilo e Ana e um casal de amigos deles. O Murilo passou aqui as 16:00, esperamos o casal que atrasou uns 45 minutos em um posto próximo à UNIP, passamos pegar a Ana Lee e fomos.
No caminho ficamos apreensivos, pois uma van que sairia de Sorocaba com amigos nossos ainda não havia saido, por volta das 18:30 pois o motorista falhou com a empresa e não foi ao local. Mandaram outro motorista um tempão depois para levar a turma.
Chegamos no portão da "Azul" não era sequer 20h. Esperamos a abertura tomando uma cerveja e dando risada, o nervosismo passou.
O Jogo:
O time do Atlético é um excelente time. No papel e na prática. Sempre achei, desde que a competição começou, que seria o principal favorito ao título, e sendo assim, jogar uma quarta-de-final contra eles é um desafio imenso.
O São Paulo entrou da mesma forma com que foi recebido no estádio. Com um barulho ensurdecedor e muita fumaça dos sinalizadores. Um verdadeiro caldeirão. O clima frio, o cheiro de pólvora, a fumaça e o jogo, me causaram uma ligação de elementos nostálgicos que me remeteram ao clima de jogos importantes de minha infância, onde as ruas da Vila Gomes tinham este cheiro e eu sentia este mesmo clima bom, este estado de espírito indescritível de Libertadores. Viver esta noite, foi presenciar o que minha imaginação de criança idealizava ser estar presente no estádio em uma partida desta magnetude.
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O jogo foi truncado. A bola rolou pouco em meio à tantas faltas. Fomos pro intervalo com o placar zerado e o gol só foi sair após a entrada de Michel Bastos, o qual a torcida havia pedido instantes antes. Em uma cobrança de falta (aliás a que foi registrada nesta foto que tirei), a bola resvala em sua cabeça e em seu obro e entra na lateral da rede próximo à trave. Uma explosão de alegria.
Lamentavelmente ocorreu o episódio da grade do camarote que se rompeu e cerca de quinze torcedores caíram de uma altura de 2,5 metros e se machucaram, alguns com alguma gravidade. O jogo ficou paralisado por cerca de seis minutos. Quando retornou, nenhuma das duas equipes tiveram grande oportunidade de alterar o placar. Um a zero. Haja coração pra sobreviver a essa Libertadores!
SÃO PAULO 1 x 0 ATLÉTICO-MG
Local: estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Data-Hora: 11/5/2016 - 21h45 (horário de Brasília)
Árbitro: Wilson Roldán (COL)
Auxiliares: Eduardo Díaz (COL) e Humberto Clavijo (COL)
Público total/Renda: 61.297 / R$ 4.137.596,00
Cartões amarelos: Ganso, Thiago Mendes e Wesley, (SAO), Rafael Carioca, Leonardo Silva, Robinho, Donizete, Júnior Urso, Marcos Rocha e Patric (CAM)
Gol: Michel Bastos 34' 2ºT (1-0)
SÃO PAULO: Denis, Bruno, Maicon (Lugano 28' 2ºT), Rodrigo Caio e Mena; Hudson, Thiago Mendes (Wilder 23' 2ºT), Wesley, Ganso e Kelvin (Michel Bastos 18' 2ºT); Calleri. Técnico: Edgardo Bauza
ATLÉTICO-MG: Victor, Marcos Rocha, Léo Silva, Erazo e Douglas Santos; Rafael Carioca, Leandro Donizete, Júnior Urso e Patric (Clayton 42' 2ºT); Robinho (Hyuri 38' 1ºT) e Lucas Pratto. Técnico: Diego Aguirre
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