Tricolor perde "decisão" e não depende mais apenas de si.
Resolvi variar um pouco ontem. Jogo importante, decisão de continuidade no torneio, chamei a esposa para ir assistir em um barzinho tomando um chopp a partida. Fomos à Burgman, o chopp estava maravilhoso, mesmo com a água colocada pelos bolivianos.
Na verdade a água fomos nós mesmos que colocamos. Quatro pontos em cinco jogos de libertadores, é no mínimo irreconhecível pela grandeza de nosso clube. Ganhar ontem era mais que obrigação, mas não rolou.
Eu, embora torcedor apaixonado, procuro ver o esporte como algo em que se ganha e se perde, sem descarregar ou carregar muita energia em uma derrota como essa. Mas quando tu está sempre ajudando o clube, mesmo não sendo sócio, sempre comprando produtos oficiais, sempre indo ao estádio quando surgem oportunidades reais como no domingo onde presenciei a derrota para o Corinthians, morando no interior do estado não é sempre que dá pra estar lá, mas é algo que gosto muito e é mais uma forma de fazer a minha parte, enfim, tu se sente na liberdade de pensar que o time tinha que te dar um retorno sim. Jogar com vontade e trazer a vitória.
O time não foi de todo ruim. Aliás teve todo o auxílio extra-campo para chegar lá sem sentir a diferença da altitude e ter um bom desempenho. A ausência de Luis Fabiano pesa muito no elenco, suspenso por quarto jogos na competição após ser expulso depois do término da primeira partida em sarandí contra o Arsenal por ter xingado o árbitro, punição que só a Conmebol sem critérios é capaz de fazer. Falta então aquela referência na frente que nem de longe é suprida pelo esforçado, porém limitado Aloísio.
Osvaldo foi sem dúvida o melhor em campo pelo tricolor. Teve várias chances de chute, mas não sei até que ponto atrapalha, mas só pode ser a tal altitude pra fazer a bola subir tanto em tão pouca distância do gol. O goleiro vaca também atrapalhou o trabalho do garoto.
Tomamos dois gols de chutes distantes. O primeiro após uma bobeira do Denilson, que perdeu a bola e deixou um espaço imenso pro adversário se colocar como quis pra chutar na gaveta. O segundo foi de ainda mais "far,far away". Este sim, uma bola que Rogério Ceni não costuma aceitar, e acabou espalmando fraco, pra dentro do gol. Prato cheio para caírem matando ele após o jogo e aumentar o coro por sua aposentadoria. Inclusive a esposa do Dênis, que deu chilique no twitter dizendo que Ceni não dá espaço nem pra mãe dele. Ceni deu seis meses de espaço pra Denis no ano passado, e nada de excepcional aconteceu neste período.
Rogério jogou a partida com dores no pé direito, resultado do choque com Alexandre pato no duelo de domingo, no polêmico lance do pênalti. Mesmo com dores ele chamou a responsa quando o jogo ainda estava 1 a 0, e de pênalti igualou a partida antes do intervalo, foi seu gol de número 110.
Agora com este resultado dependemos de vencer o Galo, e que o Arsenal vença o Strongest, assim os três times ficarão com 7 pontos, e o São paulo levaria vantagem em saldo de gols. Um empate entre eles poderia deixar os três times com saldos idênticos caso o tricolor vença por 2 a 1, resultado que decidiria a segunda vaga através de sorteio. Olha que situação!
Grupo 3
Atlético-MG: 15 pts
The Strongest: 6 pts
SPFC: 4 pts
Arsenal: 4 pts
THE STRONGEST (BOL) 2 X 1 SÃO PAULO
Local: Hernando Siles, La Paz (BOL)
Data/Hora: 4/4/2013 - 21h30 (de Brasília)
Árbitro: Victor Carillo
Assistentes: Jonny Bossio e Cesar Escano
Renda/Público: Não disponíveis
Cartões Amarelos: Bejarano e Cunningham (STR); Denilson, Jadson e Paulo Miranda (SAO)
Cartões Vermelhos: -
GOLS: Soliz, aos 14'/1ºT (1-0); Rogério Ceni, aos 44'/1ºT (1-1) e Cristaldo, aos 20'/2º (2-1)
THE STRONGEST: Vaca; Bejarano Barrera, Smith e Chavez; Chumacero, Veizaga, Soliz (Cunningham, 15'/2ºT) e Cristaldo; Escobar e Reina (Marcos Paz, 35'/2ºT). Técnico: Eduardo Villegas.
SÃO PAULO: Rogério Ceni; Paulo Miranda (Rodrigo Caio, 18'/2ºT), Rafael Toloi, Edson Silva e Carleto; Denilson (Wallyson, 35'/2ºT), Maicon (Wellington, 45'/1ºT), Jadson, Ganso e Osvaldo; Aloisio. Técnico: Ney Franco.

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