Oitavas de Final (volta)
Tricolor perde nos pênaltis, se despede da Libertadores e Rogério Ceni decreta o fim de sua Era na competição.
Por onde começar à escrever? Com tanta coisa pra dizer mas sem o entusiasmo que a vitória me traria para deixar mais um registro aqui? Mais uma vez uma pedra brasileira em nosso sapato sulamericano. Mais uma vez o Cruzeiro. Que agora segue vivo em busca de igualar nosso tri-campeonato.
Fui com a Amanda ver o jogo na casa do Murilo.
Em determinado momento contei quinze pessoas no pequeno apartamento. Dentre as quais alguns torcedores do SCCP, que seria mais tarde também eliminado para o Guaraní (PAR), que, juro por Deus, não sei o que faziam lá.
O Cruzeiro começou arriscando mais, mas eu estava confiante e crente que seriam inoperantes. Seu futebol este ano não provou nada, e seus próprios torcedores diziam apenas aguardar a queda para ver o Marcelo Oliveira sair. Subimos pouco ao ataque e conseguimos terminar o primeiro tempo no zero a zero.
O segundo tempo começou da mesma forma que o primeiro, eles atacando, nós nos segurando e subindo pouco. Até que logo aos nove minutos, veio a sapatada na cara em meio à fumaça de conhecidos desinteressados no jogo que sequer viram da sacada que Damião estufou nossa rede. Puta que barril!
Alguém grita que chegou a pizza no térreo. Tenho que ir até lá para ajudar no acerto. Corro até o carro pegar o cartão, do carro corro até a rua onde encontro o motoqueiro torcedor do SCCP rindo irônico após saber quanto estava o jogo. Bravejei demais na subido do elevador sobre tudo. O time, o motoqueiro, o pessoal no apartamento que não tava realmente torcendo, enfim, alguém tinha que ser culpado daquilo estar acontecendo!
Fim de jogo e vamos para os penais. Todos se servindo de pizza, e acho que até queria, mas não conseguia fazer outra coisa que não fosse ficar sentado ali no chão em frente a tv encostado nas pernas da Amanda que via do sofá, vidrado e tenso com o que viria. Pensei muito positivo, mas nosso histórico recente em penais não me deixou confiante de verdade.
Damião vai pra bola e Rogério defende! Aí, neste momento, surgiu uma esperança. Que durou até Souza chutar por cima, eles converterem, e Luis Fabiano vir para a próxima cobrança. Aí está um idolo, que não corresponde à responsabilidade do pênalti na maioria das vezes, e mais uma vez perdeu.
Quando a ultima cobrança decretaria nossa eliminação, Rogério defende o pênalti de Manoel. Estava tudo igual mais uma vez. E então vem Lucão...
Lucão? Por quê? Tinhamos Wesley, Denilson, Hudson e até o Tolói. Mas lá veio Lucão, bateu pessimamente mal, e deixou o caminho aberto pra ultima cobrança ser convertida, e nós sermos eliminados da Taça libertadores da América 2015.
Ao sair do gramado, Ceni não queria dar entrevistas, mas brecou no túnel e respondeu à pergunta:
- Esta foi sua última partida na Taça Libertadores?
- Com certeza!
Fim da Era Rogério Ceni na competição continental. O que sobra após a frustração, é agradecer por ter visto e vivido este período da história do São Paulo Futebol Clube, onde contamos com o maior de todos sob as traves, e que me permitiu ver, pela primeira vez, o troféu mais importante da América ser levantado, há dez anos! Obrigado Rogério Ceni. CRUZEIRO 1 (4) x (3) 0 SÃO PAULO
Local: Mineirão, Belo Horizonte (MG)
Data/hora: 13/5/2015 - 19h30
Árbitro: Andrés Cunha (URU)
Auxiliares: Miguel Nievas e Gabriel Popovits (ambos do URU)
Público/Renda: pagantes/ R$
Cartão amarelo: Reinaldo (SPO)
GOL: Leandro Damião, 9'/2ºT (1-0).
Pênaltis
Cruzeiro: Leandro Damião (Perdeu); Marquinhos (Gol); De Arrascaeta (Gol); Henrique (Gol); Manoel (Perdeu); Gabriel Xavier (Gol)
São Paulo: Rogério Ceni (Gol); Ganso (Gol); Souza (Perdeu); Luis Fabiano (Perdeu); Centurión (Gol); Lucão (Perdeu)
CRUZEIRO: Fábio; Fábio, Mayke (Willian Farias, 38'/2ºT), Manoel, Bruno Rodrigo e Mena; Henrique, Willians, Marquinhos, De Arrascaeta e William (Gabriel Xavier, 31'/2ºT); Leandro Damião. Técnico: Marcelo Oliveira
SÃO PAULO: Rogério Ceni, Bruno, Rafael Toloi, Lucão e Reinaldo; Denilson, Souza, Wesley (Centurión, 26'/2ºT) e Michel Bastos (Hudson, 31'/2ºT); Ganso e Pato (Luis Fabiano, 19'/2ºT). Técnico: Milton Cruz

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