
No 100° clássico do Mito, e provável último no Morumbi, tricolor mantem série de 12 anos.
2002. Foi esta a última vez que o Palmeiras nos bateu em nossa casa. Neste domingo, no clássico de número 100 do Mito, mantivemos tanto a série invicta quanto a esperança deste campeonato ainda dar um caldo.
O dia:
Eu e o Murilo convidamos amigos para fechar uma van para o jogo. Entre desistentes, fomos em treze pessoas (doze são-paulinos e uma palmeirense infiltrada). Foi uma via sacra, mas ainda assim conseguimos chegar com boa antecedência.
Via sacra pois duas garotas (muito legais por sinal que resolveram um problema com ingresso pra gente mais tarde) iriam de carro e como sobraram lugares na van, foram convidadas à irem com a gente. Então acompanhamos elas com a Van até onde guardariam o carro para depois partirmos. Em seguida, fui no banco da frente para guiar o motorista. Um cara bacana mas bastante atrapalhado e pé de chumbo (adjetivos que não combinam), que na volta conseguiu se perder, ir parar no Rodoanel e deu ré na pista para acessar uma entrada que havia perdido.
Passamos pegar o Ary em Alumínio e pouco depois em São Roque tivemos que parar em um posto para o Murilo soltar os bodes. Estava em uma ressaca brava. O pessoal mais atrás na van reclamando demais do calor e eu, aproveitando meu dia de passageiro, tomei quantas cervejas eu quis.
Em frente ao estádio, pausa pra foto, e quando acessávamos a rampa da vermelha, a Ana Lee quer voltar para colocar uma calça (?). Ok então, mas só depois fui me tocar que o ingresso da Paloma estava no cartão do Murilo, e se não fosse a moça da van com ingresso sobrando, teríamos que esperar por quase uma hora a volta dos bonitos.
O jogo:
Meu primeiro "choque-rei". A primeira vez que levei a Paloma ao estádio.
Último clássico do Mito no Morumbi. Tudo conspirava para uma bela noite de futebol, que acabou se confirmando. Mais pelo resultado do que pela qualidade dos times, pois 50% em campo, vestido de verde, está dando é muita sorte de haver meia dúzia de equipes que conseguem ser piores, para não cair em pleno ano do centenário.
A jogada do primeiro gol, a bola parecia totalmente perdida próximo à bandeirinha de escanteio quando Hudson cruzou pro meio da área e o Fabuloso mandou de primeira pras redes. Golaço! Já o segundo, acho que azucrinávamos tanto a torcida do Palmeiras à nossa direita, que todos nós só vimos quando o Tolói já havia chutado e a bola ia em direção ao fundo do gol. Ali acabou o jogo e o fôlego da torcida adversária, que aguentou e muito cantos de "vai cair".
Michel Bastos fez uma partida incrível, em um lance, chapelou dois adversários sem perder a bola. Muito incrível. O São Paulo está mesmo com um grande elenco. Uma pena o Cruzeiro não estar querendo deixar escapar o título. Mas este São Paulo que vi este ano, repito: é o melhor São Paulo desde a conquista do Hexa em 2008, e consequentemente, desde a criação deste blog. Já merece total admiração e respeito!
SÃO PAULO 2 x 0 PALMEIRAS
Local: Morumbi, em São Paulo (SP)
Data/Hora: 16/11/2014 – 19h30
Árbitro: Marcelo Aparecido de Souza (SP)
Auxiliares: Marcelo Carvalho Van Gasse e Herman Brumel Vani (Ambos de SP)
Público/Renda: 36.850 pagantes/R$ 992.285,00
Cartões Amarelos: Edson Silva, Souza e Allan Kardec (SÃO); Fernando Prass (PAL) e Cristaldo (PAL)
GOLS: Luis Fabiano (21'/1ºT), Rafael Toloi (33'/2ºT)
SÃO PAULO: Rogério Ceni, Hudson, Rafael Toloi, Edson Silva e Michel Bastos; Denilson, Souza, Ganso e Kaká (Osvaldo 36/º2T); Alan Kardec (Reinaldo 19’/2ºT) e Luis Fabiano (Alexandre Pato 31’/2º T). Técnico: Muricy Ramalho.
PALMEIRAS: Fernando Prass; João Pedro, Nathan, Tobio e Juninho; Marcelo Oliveira, Victor Luis, Wesley (Mazinho 7’/2ºT) e Felipe Menezes (Cristaldo 25’/2º T); Diogo (Allione 33'/2ºT) e Henrique. Técnico: Dorival Júnior.







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