Sobre o blog:

O que é o blog?
Ressalto que este não é um blog informativo, atualizado, formal ou preocupado com qualquer coisa. Este blog é na verdade um apanhado de minhas memórias, mesclando jogos do São Paulo Futebol Clube com fatos de meu cotidiano. Sem pretensão alguma de ser nada além de um bloco de notas virtual em três cores, onde exercito o ato de escrever. Seja bem vindo em sua visita, volte sempre que quiser e sinta-se livre para comentar. Mas se por ventura se deparar com nomes de pessoas estranhas em meio aos textos, e situações aparentemente sem importância alguma, lembre-se: eis aqui simplesmente as memórias deste tricolor. Vamos São Paulo!

sábado, 28 de novembro de 2015

SPFC 3x2 Figueirense

37ª Rodada

Na despedida de Luis Fabiano, protestos e vitória de virada no sufoco.

O dia:

    Segue o contexto:
    Ouvi muita gente falando que se tornou sócio torcedor justamente por causa deste jogo, que teóricamente, seria o último de Rogério Ceni no Morumbi. Sete dias antes do jogo, a expectativa era de que lotaríamos uma van para contemplar o adeus do M1to em um jogo oficial.
Todos empolgados! Carímaríamos a faixa de campeão do SCCP no domingo, e na semana seguinte este fatídico jogo do qual escrevo. Pois bem; o São Paulo passou seu maior vexame esportivo de sua história no domingo passado (sim, os 6 a 1 e não se fala mais disso), e pra ajudar, Rogério Ceni continuou sentindo a lesão no tornozelo e não jogaria sua despedida oficial. O que aconteceu? A van virou carro, e por pouco não virou moto. Fomos em cinco no carro do Juliano (Jundiaí). Quase todos meus animados amigos são-paulinos desistiram de ir ao estádio. E isso foi aqui, e com os amigos de quem foi ao estádio. Vinte mil, em um jogo que no começo do campeonato esperávamos lotação máxima e disputa por ingresso. 

    Não bastasse isso, um protesto foi marcado para as 15h no portão principal. Com isso um batalhão do choque foi à frente do estádio e nos manteve muito longe da entrada. Eu, em cima daquele barranco onde todos param tirar fotos do letreiro na esquina da rua que dá pro portão da azul, sou puxado pelo braço por um policial bufando que estava gritando comigo pra eu sair dali e eu não estava ligando pra ele. Gritei pra que ele soltasse meu braço, tirasse as mãos de mim, e ele o fez. Percebi que se eu retrucasse muito faria um favor à eles, que estavam loucos pra descer o cassetete e bala de borracha na primeira chance que tivessem. Fui pro estádio irritado com a situação.

    Quando o time entrou, começamos à gritar o nome de Luis Fabiano, que faria sua última partida pelo São Paulo. A organizada, em contrapartida gritava "Luis Pipoqueiro". Por duas vezes tivemos que abafar esses gritos gritando seu nome. Até sermos bastante hostilizados pela uniformizada. 

O jogo: 


    O Time, que entrou todo vestido com o lindo uniforme que o Rogério Ceni vem usando no final da temporada, começou querendo mostrar resposta ao torcedor. Bruno se matando pela boa, Pato, Michel, Rodrigo Caio, todos vibrantes nos primeiros dez minutos. Pouco depois Luis Fabiano abriu o placar. Seu último gol com o manto, comemorado de maneira emocionada sobre o símbolo. Mais uma vez gritamos seu nome, e desta vez a organizada gritou junto.

    O problema que só jogamos até aí. Depois foi só pressão, até que aos 27 tomamos o empate, e assim fomos para o intervalo. No segundo tempo, mais uma exibição péssima, até tomarmos o empate aos 29 e a casa cair. Aí meu amigo, poucos foram os poupados. A organizada puxou coro xingando meio mundo, protestando contra tudo e contra todos. Gritos de "time sem vergonha" e "amarelão" foi pouco. Lucão era vaiado cada vez que tocava na bola e deixou o campo chorando por isso ao término da partida.
E com razão. Muito se debate qual ano foi pior: 2013 ou 2015. Em resultados, 2013. Mas em 2013 a fase não melhorava mas o time tentava e lutava. Este ano, foi um banho maria total. Uma apatia e surras vindas de todos os grandes rivais do estado, culminando no vexame extremo da semana passada. Um ano pífio. Um ano em que o futebol imitou a vida, ao menos para mim. No futebol, para mim, só valeu as experiências e o convívio com quem compartilhei momentos bons e ruins. Assim como na minha vida. Um ano em que tive uma dengue horrorosa que me fez secar. A casa assaltada e revirada enquanto trabalhava à noite e que pouco após desistir  da meia maratona para qual vinha treinando por causa de meu trabalho (não me dariam férias para ir ao Rio), fui mandado embora. Me lembrei do Nick Hornby em febre de bola, que fazia esse tipo de analogia. Pois olha, este ano foi mais ou menos isso.

    Mas quem sabe. No futebol, uma bola alçada na área aos 45 minutos e 30 segundos, gerou o empate de Alan Kardek. E aos 49, no apagar das luzes, quando berrávamos pro time tentar logo algo antes que o juiz apitasse, a bola voltou pro Thiago Mendes, que da intermediária chuta e cai. A bola passa ao lado de um bolo de jogadores na entrada da meia lua e segue rasteira.  O Muralha se estica, a bola passa a linha e toca a bochecha da rede. O estádio explodiu! O juiz encerra o jogo naquele instante. O que foi aquilo? A euforia durou uns cinco minutos entre pulos, copinhos de água jogados pra cima, tombo... uma farra. 

    O gol pode ter colocado o São Paulo na Libertadores 2016. Dependemos de um empate fora contra o Goiás agora. Muito se fala que o São Paulo não merece. E não mesmo. Que não deveria ir e aprender com isso. Mas eu sempre quero acreditar que sim. O São Paulo lá, é mais renda que entra. É nosso nome repercutido na América, é o estadio cheio dando renda. Não podemos nos apequenar. Não podemos!

    Rogério Ceni, que tem seu jogo de despedida dia 11/12, merecia um final melhor. Mas no futebol nem tudo é justo.


SÃO PAULO 3 x 2 FIGUEIRENSE
Local: Estádio do Morumbi, São Paulo (SP)
Data-Hora: 28/11/2015 - 17h (horário de Brasília)
Árbitro: Wagner Reway (MT)
Auxiliares: Eduardo Gonçalves da Cruz (MS) e Fabio Rodrigo Rubinho (MT)
Público/renda: 20.034 pagantes/R$ 511.591,00
Cartões amarelos: Rodrigo Caio (SAO), Marquinhos, João Vitor, Carlos Alberto e Juninho (FIG)
Cartões vermelhos: -
Gols: Luis Fabiano (11'/1ºT), Alan Kardec (45'/2ºT) e Thiago Mendes (49'/2ºT)(SAO), Clayton (27'/1ºT) e Carlos Alberto (29'/2ºT) (FIG)
SÃO PAULO: Denis; Bruno (Alan Kardec, aos 15'/2ºT), Rodrigo Caio, Lucão e Carlinhos; Thiago Mendes, Hudson e PH Ganso; Michel Bastos (Auro, aos 30'/2ºT), Alexandre Pato (Centurión, aos 19'/2ºT) e Luis Fabiano. Técnico: Milton Cruz.
FIGUEIRENSE: Alex Muralha; Leandro Silva, Marquinhos, Thiago Heleno e Juninho; Fabinho, João Vitor (Paulo Roberto, aos 13'/2ºT), Yago (Rafael Bastos, aos 27'/2ºT) e Carlos Alberto; Clayton (Thiago Santana, aos 32'/2ºT) e Dudu. Técnico: Hudson Coutinho.

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