
Tricolor toma virada mas consegue empate no Pacaembu.
O Dia:
Demorou meses e mais meses, mas consegui levar dois amigos meus ao estádio, tão são-paulinos quanto eu, não iam ao estádio há um bom tempo. Primeiro passei pegar o Ary (São Nunca) em Alumínio, depois o Alecão (Leandro Damião) em São Roque, e rumamos ao Pacaembu.
Já havia estado lá em duas ocasiões, ambas para show. Em 2002 vi meu primeiro show internacional lá, os Red Hot Chili Peppers na tour do By The Way, que era tudo o que eu queria ver aos meus 16 anos de idade. E três anos depois, vi com a Amanda o Pearl Jam fazer seu primeiro show em São Paulo.
Ao cheguarmos, rodamos atrás de um estacionamento e encontramos um por 50 mangos, onde se podia levar a chave do carro embora. Como foi tudo dividido, a ida ao estádio não pesou, e mesmo o estacionamento caro não prejudicou o orçamento.
Foi de encher os olhos rever a praça e a fachada do estádio, tanto quanto ver o grande movimento e os bandeirões em seu centro. Alguns torcedores levaram faixas, agradecendo à presidente Dilma pela moradia cedida ao SCCP, que fez sua partida despedida de sua casa de aluguel esta semana. Havia também menções ao recém-eleito presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, que disse que o Kaká cairia como uma luva no elenco, é bonito, tem todos os dentes, etc. Fato que gerou polêmicas sobre preconceitos, mas que na faixa estava em tom de algo engraçado.
O Jogo:
Contra um Curitiba usando seu modelo entre as camisetas de clubes patrocinadas pela Nike, que fazem referência á seleção brasileira, o time armado por Muricy sofreu para conseguir arrumar um empate na metade da segunda etapa. Um adversário sem muitas qualidades, mas destemido, contra um tricolor em alguns momentos apático, sem criatividade, lento e esburacado.Começamos bem, com Pato pedindo jogo, articulando, com o time se movimentando e chutando a gol. Mas aos poucos deixamos a posse mudar de lado e a sofrer com algumas jogadas de ataque. Somente após um escanteio, a bola desviou em um zagueiro e Alexandre Pato, muito atento e rápido, chuta a bola que toca no travessão e entra. Na comemoração fez o famoso gesto da torcida Independente e tomou um amarelo por extravasar sobre o alambrado.
Tomamos o empate em um contra ataque. Uma bobeira pela nossa direita que acabou em cruzamento, furada de Zé Love e desvio para Robinho fazer. Fim de primeiro tempo e o time sai de campo dividido entre aplausos e vaias.
Na segunda etapa, destaque para Alvaro Pereira, que já jogava utilizando uma máscara de proteção, devido à uma fratura no nariz. Não via bola perdida, como um touro chegava junto, ganhou diversas jogadas e recuperou a bola com carrinhos perfeitos. Em determinado momento,levou uma bolada em seu dedo próximo à bandeirinha de escanteio e começou a gesticular com dor. Rogério saiu da área e foi até ele, e ao olhar sua mão, realizou um gesto brusco, que das arquibancadas tivemos total impressão de que puxou o dedo para recolocá-lo no lugar. Chegou então o atendimento médico, Alvaro ficou por mais alguns instantes fora, e voltou, com seu dedo zicado, nariz quebrado e sangue nos olhos. E outros carrinhos deu, e outros lançamentos armou. Sensacional!
O Coxa virou aos 16 da segunda etapa, e não parecia que conseguiriamos qualquer reação. O time vinha mal, Maicon lento e destrambelhado na partida pelo meio, criação nossa nota zero com quatro atacantes. Foi então que Muricy concertou o que ao ver, não só meu, estava errado. sacou Pabón (outro que, junto à Osvaldo foi muito, mas muito mal), e colocou Ganso e Ademilson (no lugar do segundo citado). E foi dessa dupla que saiu o gol de empate: Ganso lançou pelo alto quase do meio campo, e Ademilson tocou (por querer?) encobrindo o goleiro. "Golaço da porra!" gritou o Alecão ao meu lado, antes mesmo da bola entrar.Poderia ter sido melhor, mas pela sensação de derrota no meio da partida, ainda foi aceitável. Judiação a bola cabeceada na trave por Luis Fabiano no ultimo instante da partida. Que teve quarto minutos de acréscimo, quando deveria ter uns dez, de tanta cera que o apequenado Coritiba fez ao longo do jogo.
SÃO PAULO 2 X 2 CORITIBA
Local: Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data-hora: 3/5/2014 – 18h30
Árbitro: Cláudio Francisco Lima e Silva (SE)
Auxiliares: Cleriston Clay Barreto Rios (Fifa-SE) e Ailton Farias da Silva (SE)
Público e Renda: 31.886 pagantes/R$ 524.420,06
Cartão Amarelo: Alexandre Pato, Zé Love, Luis Fabiano, Leandro Almeida, Antônio Carlos, Luccas Claro
Cartão Vermelho: Nenhum
GOLS: Alexandre Pato (21'/1ºT), Robinho (29'/1ºT), Chico (16'/2ºT) e Ademilson (27'/2ºT)
SÃO PAULO: Rogério Ceni, Luis Ricardo, Rodrigo Caio, Antônio Carlos e Alvaro Pereira; Souza, Maicon e Pabon (Ademilson 25'/2ºT) ; Pato, Osvaldo (Ganso 12'/2ºT) e Luis Fabiano - Técnico: Muricy Ramalho.
CORITIBA: Vanderlei, Moacir, Luccas Claro, Leandro Almeida e Carlinhos; Baraka, Chico (Germano 44'/2ºT) e Gil (Geraldo 42'/1ºT); Jajá e Robinho (Norberto/intervalo); Zé Love – Técnico: Celso Roth.





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