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Ressalto que este não é um blog informativo, atualizado, formal ou preocupado com qualquer coisa. Este blog é na verdade um apanhado de minhas memórias, mesclando jogos do São Paulo Futebol Clube com fatos de meu cotidiano. Sem pretensão alguma de ser nada além de um bloco de notas virtual em três cores, onde exercito o ato de escrever. Seja bem vindo em sua visita, volte sempre que quiser e sinta-se livre para comentar. Mas se por ventura se deparar com nomes de pessoas estranhas em meio aos textos, e situações aparentemente sem importância alguma, lembre-se: eis aqui simplesmente as memórias deste tricolor. Vamos São Paulo!

domingo, 16 de março de 2014

SPFC 0x1 Ituano

Chuva de granizo, muita água gelada, derrota e torcida satisfeita.

   O dia, e o jogo:

    Foi um pouco estranho. Na véspera meu pai inventou de fazermos um churrasco na tarde do jogo, mas eu estava na incerteza se iria ou não ao Morumbi. Mais tarde, meio sem graça, liguei dizendo que ia ao jogo. Está certo que eu já estava com isso em mente, mas fiquei meio sem graça com a situação.
    Era a primeira oportunidade de ir ao estádio no ano, e sabia que seria um clima de jogo amistoso e festivo. Sentimento este devido ao fato de que, o São Paulo já havia se classificado há algumas rodadas e que, em caso de derrota, o SCCP estaria eliminado da competição. Ou seja, se vencesse seria bom, se perdesse haveria seu lado bom também. Perdemos, e felizes voltamos pra casa.
    Na ida uma chuva horrorosa. Desta vez não era o velho fusca bala (guerreiro), mas meu Palinho cinza, que reduziu em quase vinte minutos o tempo de viagem. Chegamos atrasados, fila imensa para revistar mil mulheres e apenas três police weman (pouts) para revistar.

    Acreditava que Muricy colocaria os reservas para jogar, mas ao ver o time posicionado em campo, logo deu pra notar o time bem dizer completo. E lá estava Álvaro Pereira, na lateral esquerda, perto de onde estávamos, atrás da bandeirinha de escanteio, próximo à saída do nosso vestiário. Estava ansioso para vê-lo jogar pela primeira vez, visto o grande início de campeonato que fez, na minha opinião, além do fato de acreditar que será mais um jogador da "Celeste Uruguaia" a cravar o nome em nossa história.

    O jogo havia começado e o tempo começou a ficar muito fechado. Relâmpagos e pingos pesados de chuva começavam à cair. Então a Amanda disse que ia assistir do último túnel de acesso pra azul protegida da chuva, e eu fiquei na grade, mas era próximo de onde ela estava. Tirei a camisa e entreguei pra ela proteger da chuva, para ao menos eu ir embora seco, e ela me diz:
    - Que milagre, nunca fica sem camisa em publico.
    - É, mas agora estou em casa. - respondi.
    E é verdade. Aquele vento, cheiro de grama. Aquele estádio sensacional. O Mito algumas dezenas de metros à minha frente. Uma sensação indescritível de bem estar. Acho que se mil vezes eu lá for, mil vezes me sentirei assim.
    Mas o clima fechou mesmo. A Amanda arrumou uma capa de chuva e pedi que ela à colocasse. Então, pouco após o gol do Ituano, um dilúvio. Que piorava, e piorava, e piorava. Até que o árbitro interrompeu a partida devido ao granizo que começou à cair. Todos correram desesperados para a cobertura atrás das arquibancadas.E foi ali que vi, o quão belo e irracional é ser um torcedor e estar em uma situação daquelas ali, em meio à uma tarde de domingo, sob um mundo caindo d'água. Em poucos segundos o desespero virou euforia, e o que se ouvia ecoar de centenas, ou por que não, milhares de encharcados, eram gritos de "Tricolor!" e o hino cantado alucinadamente. Inexplicavelmente bonito!

    Quinze minutos depois vimos que o jogo estava por recomeçar, mas a chuva forte não deu trégua. Voltamos às arquibancadas, e muita água descia como uma cachoeira das escadarias. Futebol já não existia com tanta água. Muito frio e água até o termino da primeira etapa.Voltamos à nos proteger durante o intervalo e a chuva parecia que diminuía. 
     Pra segunda etapa, voltamos com o segundo uniforme. Usamos um em cada tempo para apresentar o novo manto. Foi diferente ver o time usar o uniforme dois em casa. Achei bacana.
    Quando a bola rolou, foram cerca de cinco minutos até São Pedro castigar novamente. Eu já estava tendo espasmos de frio, e a Amanda dizia que meus lábios estavam roxos. Estava um puta de um frio.
    Um fato curioso aconteceu, e não sei se puxar um VT dá pra sacar direito. Mas acredito que lá pelos vinte minutos, aconteceu uma falta próximo à área. Começamos à gritar por Rogério, e ele veio bater. Ele se aproximava pra cobrar, quando como em um passe de mágica, a chuva deu uma trégua abrupta. Muito repentina pelo volume que caia. Nos entreolhamos e demos graças à Deus. Ceni bate pra fora, e voltando pra sua área, o céu desaba novamente. Simplesmente, a chuva parou e voltou naquele exato espaço de tempo. Muitos comentavam rindo, com estranhamento, que São Pedro deu uma trégua só para ver o Mito cobrar a falta. De arrepiar!

    Como escrevo tardiamente este texto, posso dizer que este Ituano (que acabou campeão sobre o Santos nos pênaltis) não era grande coisa, mas acho que não entregamos, perdemos na bola, assim como, na bola fomos eliminados pela Penapolense nas quartas-de-final.

SÃO PAULO 0 X 1 ITUANO
Estádio: Morumbi, São Paulo (SP)
Data/hora: 16/3/2014 - 16h (de Brasília)
Árbitro: Cássio Luiz Zancopé
Auxiliares: Leonardo Schiavo Pedalini e Maria Eliza Correia Barbosa
Cartões amarelos: Osvaldo, Luis Fabiano, Ganso, Antonio Carlos (SAO) Jackson Caucaia e Cristian (ITU)
Cartões Vermelhos: Ganso (SAO)
Renda/Público: 225.715,00/ 15.171 pagantes
GOL: Esquerdinha (ITU), aos 13'/1ºT
SÃO PAULO: Rogério Ceni; Luis Ricardo (Ewandro, 38'/2º), Edson Silva (Lucas Evangelista, 27'/2º), Antonio Carlos e Alvaro Pereira; Wellington, Rodrigo Caio e Ganso; Ademilson, Osvaldo e Luis Fabiano.
ITUANO: Vagner; Dick, Alemão, Anderson Salles, Dener; Josa, Paulinho (Marcelinho, 31'/2º), Cristian (Gercimar, 25'/2º); Esquerdinha (Marcinho, 39'/2º) e Rafael Silva

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